

Naqueles dias, Davi pôs-se a caminho e transportou festivamente a arca de Deus da casa de Obed-Edom para a cidade de Davi. A cada seis passos que davam, os que transportavam a arca do Senhor, sacrificavam um boi e um carneiro. Davi, cingido apenas com um efod de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas. Introduziram a arca do Senhor e depuseram-na em seu lugar, no centro da tenda que Davi tinha armado para ela. Em seguida, ele ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos na presença do Senhor. Assim que terminou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios pacíficos, Davi abençoou o povo em nome do Senhor Todo-poderoso. E distribuiu a toda a multidão de Israel, a cada um dos homens e das mulheres, um pão de forno, um bolo de tâmaras e uma torta de uvas. Depois todo o povo foi para casa.
“Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!” Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!” “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!” Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!”
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do seu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!
Naquele tempo, Chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra põe-nos diante dos mistérios da Arca da Antiga Aliança e da Arca da Nova Aliança. O Livro de Samuel nos mostrou a relação que havia entre Davi e a Arca da Antiga Aliança, que Deus havia dado ao povo de Israel, como sinal da presença de Deus no meio do Povo. E o Evangelho de Marcos nos mostrou a relação que havia entre Jesus e a Arca da Nova Aliança, que era a sua Mãe, a Virgem Maria Santíssima e os seus discípulos, que traziam em seus corações a Palavra de Deus.
O povo de Israel havia encontrado a Arca da Aliança abandonada nos campos de Iaar, e estava provisoriamente guardada na casa do sumo sacerdote, Obed-Edom. Este objeto era, na verdade, o símbolo mais sagrado de Israel, pois nele se encontravam guardadas as tábuas da Lei e os livros de Moisés, tornando-se, assim, o mais eloquente sinal da presença de Deus no meio do Povo Eleito.
Davi, naquele momento, realizou uma belíssima cerimônia religiosa, com sacrifícios, danças, cantos e hinos de louvor a Deus, enquanto ia conduzindo, em procissão, a Arca de Deus no lugar em que ficaria definitivamente, na cidade de Jerusalém. Por isso, “Davi pôs-se a caminho e transportou festivamente a arca de Deus da casa de Obed-Edom para a cidade de Davi. A cada seis passos que davam, os que transportavam a arca do Senhor, sacrificavam um boi e um carneiro. Davi, cingido apenas com um efod de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas. Introduziram a arca do Senhor e depuseram-na em seu lugar, no centro da tenda que Davi tinha armado para ela. Em seguida, ele ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos na presença do Senhor” (2Sm 6, 12-15; 17).
Jesus Cristo – a Palavra de Deus no meio dos homens – reconheceu que Maria Santíssima, os seus irmãos e os seus discípulos seriam verdadeiros sinais da nova Arca da Aliança, visto que estes amigos de Deus traziam em seus corações a Palavra de Deus. Pois Jesus Cristo, a Palavra de Deus que se fez carne, habitaria nos corações de todos aqueles que acolhessem com fé e amor a sua Palavra, o seu Evangelho! Por isso, Jesus disse aos que estavam ouvindo atentamente e com fé a sua Palavra de que seriam verdadeiras “Arcas da Aliança”! Portanto, não somente a sua mãe, Maria Santíssima e os seus irmãos seriam autênticas Arcas da Nova Aliança, mas todos aqueles que guardassem a sua Palavra em seus corações, fazendo a vontade de Deus, seriam verdadeiras “Arcas da Nova Aliança”; conforme as palavras de Jesus, que disse: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mc 3, 33-35).
E para concluir, o profeta Davi nos revelou aquela entrada triunfal de Jesus Cristo nos céus – no momento de sua ascensão aos céus -, quando Jesus entrou glorioso na Jerusalém Celeste, acompanhado de seus anjos. Assim como Davi entrara, outrora, no Templo de Jerusalém, numa procissão triunfante transportando a Arca da Aliança, Jesus haveria de entrar glorioso na Jerusalém Celeste; conforme as palavras do profeta Davi, que disse: “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!” Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!” “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!” Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!” (Sl 23, 7-10).
Diante disto, caros irmãos, queremos dar graças a Deus por nos ter achado dignos de receber o conhecimento de seus mistérios e de sua Palavra, e a guardemos dignamente em nossos corações. Por isso, cheios de gratidão digamos a Deus: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do seu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores” (Mt 11, 25)!
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