

Estando Paulo em Corinto, uma noite o Senhor disse-lhe em visão: “Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, porque eu estou contigo. Ninguém te porá a mão para fazer mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence”. Assim Paulo ficou um ano e meio entre eles, ensinando-lhes a Palavra de Deus. Na época em que Galião era procônsul na Acaia, os judeus insurgiram-se em massa contra Paulo e levaram-no diante do tribunal, dizendo: “Este homem induz o povo a adorar a Deus de modo contrário à Lei”. Paulo ia tomar a palavra quando Galião falou aos judeus, dizendo: “Judeus, se fosse por causa de um delito ou de uma ação criminosa, seria justo que eu atendesse a vossa queixa. Mas, como é questão de palavras, de nomes e da vossa Lei, tratai disso vós mesmos. Eu não quero ser juiz nessas coisas”. E Galião mandou-os sair do tribunal.
Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra. Os povos sujeitou ao nosso jugo e colocou muitas nações aos nossos pés. Foi ele que escolheu a nossa herança, a glória de Jacó, seu bem-amado. Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta. Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!
Era preciso que Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos, para entrar em sua glória.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo, vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. A mulher, quando deve dar à luz, fica angustiada porque chegou a sua hora; mas, depois que a criança nasceu, ela já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo. Também vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente, e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. Naquele dia, não me perguntareis mais nada”.
Caríssimos discípulos e discípulas do Senhor Ressuscitado! A Liturgia da Palavra nos diz que assim como Jesus precisava passar pela paixão e morte, para obter a glória da ressurreição, também nós, os seus discípulos, teríamos que passar por muitos sofrimentos e perseguições, para alcançarmos o prêmio da ressurreição gloriosa na vida eterna!
Quando Jesus apareceu aos apóstolos, depois de sua ressurreição, ele explicou-lhes os mistérios de sua morte ignominiosa e de sua gloriosa ressurreição, dizendo-lhes: “Era preciso que Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos, para entrar em sua glória” (Lc 24, 46.26). Jesus lhes revelava, assim, tais mistérios, dizendo que estas coisas estavam previstas pelos planos e pelos desígnios do Pai; e que estes fatos deveriam ser anunciados a todos os homens, como a sua doutrina evangélica de redenção e de salvação!
Naquele momento, a poucos dias antes de sofrer a sua paixão e morte na cruz, Jesus Cristo pôs-se a consolar os seus apóstolos, com o anúncio de sua ressurreição e ascensão! Depois da tristeza que os discípulos haveriam de sentir, com a sua morte, Jesus convidou-os a não darem tanta importância aos momentos de sofrimento e de provação, mas deveriam voltar os seus olhos e seus corações para aquele momento de glória e de alegria, que haveria de acontecer logo a seguir, com a sua ressurreição e ascensão aos céus! Além do mais, todos eles deviam levar em conta que as tristezas e sofrimentos seriam temporários e passageiros, mas o consolo e a alegria seriam duradouros e eternos! Para explicar-lhes isto, Jesus lhes dizia o seguinte: “’Em verdade, em verdade vos digo, vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. Também vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente, e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. Naquele dia, não me perguntareis mais nada’” (Jo 16, 20-22).
Caríssimos irmãos, o Senhor Jesus Ressuscitado, que foi elevado aos céus e agora se encontra sentado à direita do Pai, continua sempre presente ao nosso lado e junto com a sua Igreja, aqui neste mundo. Ele, lá do alto do seu trono de glória, continuou acompanhando bem de perto a obra missionário de Paulo entre os coríntios. Por isso, ele apareceu a Paulo para conceder-lhe palavras de ânimo, afim de fortalecê-lo em sua árdua missão, dizendo-lhe: “’Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, porque eu estou contigo. Ninguém te porá a mão para fazer mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence’. Assim Paulo ficou um ano e meio entre eles, ensinando-lhes a Palavra de Deus” (At 18, 9-11).
E, no momento em que os judeus desencadearam sobre Paulo uma dura perseguição, o Senhor não o abandonou, mas, ao contrário, o protegeu com a sua poderosa mão divina! Embora não tivesse impedido que Paulo sofresse momentâneas provações, o Senhor veio em seu socorro, para que os maus tratos não fossem demasiados, ao ponto de serem insuportáveis, ou que os malvados pudessem tirar-lhe a vida. “Por isso, como testemunhou São Paulo, na época em que Galião era procônsul na Acaia, os judeus insurgiram-se em massa contra Paulo e levaram-no diante do tribunal, dizendo: ‘Este homem induz o povo a adorar a Deus de modo contrário à Lei’. Paulo ia tomar a palavra quando Galião falou aos judeus, dizendo: ‘Judeus, se fosse por causa de um delito ou de uma ação criminosa, seria justo que eu atendesse a vossa queixa. Mas, como é questão de palavras, de nomes e da vossa Lei, tratai disso vós mesmos. Eu não quero ser juiz nessas coisas’. E Galião mandou-os sair do tribunal” (At 16, 12-16). Desta forma, como pudemos ver, os judeus desistiram de perturbá-lo por um certo tempo, permitindo que Paulo prosseguisse em paz no seu trabalho missionário em Corinto.
Neste caso, caros irmãos, os apóstolos e todos os discípulos do Senhor, depois de sofrerem momentâneas tribulações, eram imediatamente confortados com a graça e a proteção divina. Por isso, com muita alegria, todos eles elevavam a Deus hinos de louvor, dizendo: “Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra. Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta. Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei” (Sl 46, 2-3;6-7)!
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