
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos e fiéis em Cristo Jesus: a vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nos abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de nossa união com Cristo, no céu. Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência. Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!
Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai, senão por mim.
Naquele tempo, disse o Senhor: “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”. Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos apresenta alguns traços dos mistérios da nossa salvação, realizada pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! O Evangelho da Salvação foi anunciado por Cristo e pelos seus apóstolos. Porém, os iníquos e pecadores, os que se mantiveram endurecidos e obstinados no mal, se revoltaram contra Cristo e o seu Evangelho de salvação. Por isso, infelizmente, a estes foram reservadas duras penas de uma severa condenação! Já aqueles que acolheram com fé e humildade a Palavra do Senhor, se tornaram dignos de uma salvação eterna! A estes, o nosso Salvador Jesus Cristo “abençoou com toda a bênção do seu Espírito em virtude de sua união com Cristo, no céu” (Ef 1, 3).
No Evangelho que acabamos de ouvir, nos deparamos com um dos discursos mais inflamados e assustadores de Jesus Cristo. Ele tinha diante de si as mais eminentes autoridades religiosas dos judeus, sendo composta de sacerdotes, mestres da Lei e de muitos fariseus. Então, Jesus se pôs a repreendê-los, desmascarando-os dos piores crimes que eles cometiam, mas procuravam encobri-los sob uma máscara de fingimento e de hipocrisia. Contudo, Jesus Cristo afirmava isto abertamente, demonstrando que ele tinha pleno conhecimento de todas as suas iniquidades, bem como ele tinha plena ciência de todas as maldades cometidas pelos seus pais. E então, Jesus lhes disse: “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração.” (Lc 11, 47-51).
E então, assim que estes homens ouviram aquelas palavras tão repletas de coragem e audácia da parte de Jesus, denunciando os seus pecados; ao invés de humildemente se arrependerem dos seus pecados, eles se voltaram contra Jesus com muito ódio e rancor. Começaram, então, a maltratá-lo, com a intenção de matá-lo! Por isso, percebendo a situação de estremo perigo, o Evangelista Lucas fez um breve comentário; dizendo: “Então, quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca” (Lc 11, 53-54). Portanto, aos malvados e àqueles que estavam obstinados na iniquidade, o Evangelho de Salvação se tornou para eles o anúncio de sua condenação eterna!
Entretanto, o anúncio do Evangelho da Salvação era acolhido de uma forma bem diversa da parte daqueles que se convertiam a Cristo, o Senhor e Salvador! Estes se tornaram seus discípulos e amigos! E, uma vez rompendo radicalmente com o pecado, eles entraram em comunhão com o Senhor e Salvador Jesus Cristo, para viver uma vida nova! Assim, depois de serem purificados e justificados de seus pecados, mediante a fé e através dos sacramentos da Igreja, eles foram santificados pela graça do seu Espírito. Estes, portanto, desde os tempos mais remotos, tinham sido predestinados à salvação eterna, no Reino dos céus, conforme as palavras de Paulo: “Em Cristo, ele nos escolheu, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis sob o seu olhar, no amor. Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por intermédio de Jesus Cristo, conforme a decisão da sua vontade, para o louvor da sua glória e da graça com que ele nos cumulou no seu Bem-amado. Pelo seu sangue, nós somos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou profusamente sobre nós, abrindo-nos a toda a sabedoria e prudência” (Ef 1, 4-8).
E assim, irmãos caríssimos, ainda hoje nós somos conduzidos pelas mãos de Cristo nosso Senhor e pela graça do Espirito Santo neste caminho de vida e salvação. Pois, somente aquele que estiver em estreita comunhão com Cristo e na santidade do Espírito Santo poderia alcançar a ressurreição na vida eterna, como disse Jesus Cristo: “Pois, eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém vai ao Pai, senão por mim” (Jo 14, 6). ou como disse o apóstolo Paulo: “Visto que, foi o Salvador nosso Jesus Cristo que nos fez conhecer o mistério da sua vontade, o desígnio benevolente que de antemão determinou em si mesmo, para levar à plenitude o tempo estabelecido e recapitular em Cristo, o universo inteiro: tudo o que está nos céus e tudo o que está sobre a terra” (Ef 1, 9-10).
Por fim, caros irmãs, todos aqueles que acolherem de coração sincero o anúncio da feliz e bem-aventurada esperança de salvação, deveriam elevar ao Senhor o seguinte hino de louvor, dizendo: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai” (Sl 97, 1-2; 4)!
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