

Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, pois isto é que é justo. “Honra teu pai e tua mãe” – é o primeiro mandamento – que vem acompanhado de uma promessa: “a fim de que tenhas felicidade e longa vida sobre a terra”. Vós, pais, não revolteis os vossos filhos contra vós, mas, para educá-los, recorrei à disciplina e aos conselhos que vêm do Senhor. Escravos, obedecei aos vossos senhores deste mundo com respeito e tremor, de coração sincero, como a Cristo, não para servir como quem busca agradar aos homens, mas como escravos de Cristo, que se apressam em fazer a vontade de Deus. Servi de boa vontade, como se estivésseis servindo ao Senhor, e não a homens. Vós o sabeis: o bem que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre, ele tornará a recebê-lo do Senhor. E vós, senhores, fazei o mesmo para com os escravos. Deixai de lado a ameaça; vós sabeis que o Senhor deles e vosso está nos céus e diante dele não há acepção de pessoas.
Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.
Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos ensina qual deve ser o nosso procedimento para que sejamos merecedores da salvação de Cristo e sermos, assim, acolhidos por ele no seu Reino Eterno! Por isso, Paulo orientou os cristãos tessalonicenses a obedecerem os seus pais e os seus superiores, em tudo aquilo que fosse justo e estivesse em conformidade com o Evangelho do Senhor. “Pois, pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 2, 14).
É muito interessante, caros irmãos, notar que em todos os lugares onde Jesus ia anunciando o Evangelho da Salvação as pessoas começavam a se preocupar com a sua própria salvação, e ficavam curiosas, pois queriam saber mais sobre esta salvação que Jesus andava pregando. Numa destas viagens missionárias, “alguém lhe perguntou: ‘Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?’ Jesus respondeu: ‘Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta! Ele responderá: Não sei de onde sois. Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça'” (Lc 13, 22-27)!
Deste modo, com esta resposta que Jesus deu àquela pessoa, ele nos revelou vários mistérios a respeito de nossa própria salvação. Primeiro de tudo, ele disse que era necessário todo esforço e diligência para entrar pela porta estreita. Ou melhor, era necessário que nos dedicássemos às práticas da justiça e das boas obras, para sermos merecedores de entrar naquela porta estreita da salvação, que se abre para o Reino dos céus. E a segunda questão, que cabe um melhor esclarecimento, deveríamos dizer que seriam poucos os que conseguiriam passar pela porta estreita, visto que muitos tentariam, mas não conseguiriam, pelo fato de não apresentarem os requisitos mínimos para serem admitidos pelo Justo Juiz no Reino Celeste.
E a terceira questão foi a seguinte: Naquela porta estreita estaria postado de pé o Justo Juiz – que seria o próprio Jesus Cristo -, o qual haveria de nos julgar. Pois, este Justo Juiz irá, naquele momento, avaliar-nos se somos, de fato, dignos de sermos salvos e de entrarmos no Reino dos céus, ou não! Neste último caso, – que Deus nos livre dista desgraça -, se formos rejeitados, seremos, infelizmente, condenados a ficar do lado de fora, nos infernos; como disse Jesus: “Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça'” (Lc 13, 25-27)!
No final, Jesus Cristo alertou a todos os judeus que estavam ali presente, advertindo-os sobre o grande perigo de ficarem do lado de fora; alertando-os sobre os terríveis castigos e tormentos que haveriam de sofrer naquele lugar, dizendo-lhes: “Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus” (Lc 13, 28-29).
São Paulo nos deu algumas outras orientações muito importantes para que nos tornemos aptos a obtermos a salvação e de sermos admitidos por Jesus Cristo naquela porta estreita que se abriria para o Reino Eterno. Ele exortava a todos os cristãos de Éfeso e a todos nós para que obedecêssemos aos nossos pais e aos nossos superiores, procurando, com todo zelo, fazer a vontade de Deus; dizendo-lhes: “Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, pois isto é que é justo. Vós, pais, não revolteis os vossos filhos contra vós. Escravos, obedecei aos vossos senhores deste mundo com respeito e tremor, de coração sincero, como a Cristo, como aqueles que se apressam em fazer a vontade de Deus” (Ef 6, 1; 4-6).
E por fim, o Salmista louvava a Deus e o glorificava em sua oração, como se já estivesse na glória do Reino, dizendo: “Que os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração! O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz” (Sl 144, 10-11; 13-14).
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