

Naqueles dias, 24a palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais. 25Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos. 13,1Na Igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo. 2Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir. 4Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e daí navegaram para Chipre. 5Quando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Eles tinham João como ajudante.
Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, * e sua face resplandeça sobre nós! 3Que na terra se conheça o seu caminho * e a sua salvação por entre os povos. 5Exulte de alegria a terra inteira, * pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, * e guiais, em toda a terra, as nações. 6Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, * que todas as nações vos glorifiquem! 8Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, * e o respeitem os confins de toda a terra!
Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida.
Naquele tempo: 44Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim, não é somente em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. 47Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”.
Caríssimos irmão e irmãs do Cristo Ressuscitado! A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra como Jesus Cristo e os seus discípulos anunciaram ao mundo a Boa Nova do Evangelho da Salvação. Tudo teve seu início quando Jesus Cristo se revelou ao mundo, testemunhando que ele era a luz de Deus, que veio a este mundo para iluminar os homens com sua luz, afim de dar-lhes a vida e a graça da salvação eterna! E que os seus discípulos, pelo poder do Espírito Santo, se tornariam os porta-vozes e missionários desta Boa Nova de luz, de vida e de salvação! Por isso, o Espirito Santo, que falou por meio de Davi, profetizou estes eventos maravilhosos, dizendo: “Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos” (Sl 66, 2-3)!
Então, estando em Jerusalém, na esplanada do Templo, Jesus Cristo dirigiu a todo o povo um discurso, no qual ele anunciava a Boa Nova do seu Evangelho de salvação! Naquele momento, Jesus entendeu que era a hora de apresentar-se publicamente a si mesmo, falando sobre a sua missão neste mundo e, sobretudo, a respeito de sua condição de Messias e de Filho de Deus! Neste caso, para explicar-lhes estes mistérios divinos, Jesus apresentou três aspectos fundamentais de sua doutrina sobre a sua condição divina e sobre a sua missão salvífica neste mundo.
Então, ele começou o seu discurso apresentando aquele profundo relacionamento de vida que ele tinha com Deus Pai, dizendo: “Quem crê em mim, não é somente em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou” (Jo 12, 44-45). Ou seja, todos aqueles que tivessem a graça de acreditar em Jesus Cristo – a quem eles estavam vendo com os seus próprios olhos -, reconhecendo-o como o Senhor e Messias; deveriam, da mesma forma, acreditar no Pai Eterno – a que eles não podiam ver. Pois, conforme as palavras de Cristo, a comunhão de Jesus Cristo com o Pai era tal e tão íntima, que era semelhante à união de pai para com seu filho muito amado! Havia, portanto, uma unidade de vida e de natureza entre o Pai e o Filho!
O segundo tema que Jesus falou foi a respeito da luz divina! Aqui, neste momento, Jesus apresentar-se como a Luz do mundo! Ele mesmo declarou a respeito de si mesmo, dizendo: “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12). E a seguir, ele completou dizendo: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 8, 46).
E o terceiro tema do seu discurso, foi um assunto um pouco mais complexo! Nesta passagem do seu Evangelho, Jesus apresentou alguns detalhes da missão que ele devia realizar aqui neste mundo. Jesus, então, começou dizendo que ele tinha vindo a este mundo enviado pelo Pai. E, deste modo, tudo o que ele haveria de dizer e fazer, seria por obediência ao Pai, para realizar a sua vontade! E o principal objetivo de vinda a este mundo era que, tanto ele quanto o Pai, queriam promover a vida e a salvação dos homens. Por isso, Jesus disse: “Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou” (Jo 8, 47; 49-50).
Mais tarde, os discípulos e missionários de Jesus Cristo – uma vez plenamente instruídos pela Palavra de Deus que receberam dos apóstolos – saíram a anunciar a Boa Nova do Evangelho da salvação. São Lucas disse-nos que em Antioquia havia um grupo de discípulos muito piedosos, cheios do Espírito Santo e altamente preparados para anunciar o Evangelho de Cristo. Pois, com disse Lucas: “Na Igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo” (At 13, 1).
E, por meio de uma revelação profética, Paulo e Barnabé foram escolhidos pelo Espírito Santo para realizarem a obra de evangelizar e de anunciar o Evangelho da salvação a todos os povos, sobretudo aos gentios. Deste modo, “enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: ‘Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei’. Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir. Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e daí navegaram para Chipre” (At 13, 2-4). Assim, através destes santos e dedicados ministros do Evangelho de Cristo, “a palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais. Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos” (At 12, 25).
Diante de tudo isto, caros irmãos, voltemos nossos olhos e nossos corações para o Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nos enviou os seus apóstolos e ministros de sua Palavra, para nos anunciar a Boa Nova do seu Evangelho, que são palavras repletas de vida e de salvação! Elevemos louvores ao Senhor nosso Deus, por tudo o que ele fez em nosso favor, oferecendo-nos as suas bênçãos e as suas graças de participarmos de sua vida e de sua salvação! Assim, louvando e bendizendo o Senhor, digamos a ele aquelas palavras do profeta Davi, que dizia:“Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos. Exulte de alegria a terra inteira” (Sl 66, 2-3; 5)!
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