Irmãos, 6“quem semeia pouco colherá também pouco, e quem semeia com largueza colherá também com largueza”. 7Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois Deus “ama quem dá com alegria”. 8Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para toda obra boa, 9como está escrito: “Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”. 10Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça. 11Assim, ficareis enriquecidos em tudo e podereis praticar toda espécie de liberalidade, que, através de nós, resultará em ação de graças a Deus.
Feliz o homem que respeita o Senhor * e que ama com carinho a sua lei! 2Sua descendência será forte sobre a terra, * abençoada a geração dos homens retos! 3Haverá glória e riqueza em sua casa, * e permanece para sempre o bem que fez. 4Ele é correto, generoso e compassivo, * como luz brilha nas trevas para os justos. 9Ele reparte com os pobres os seus bens, † permanece para sempre o bem que fez, * e crescerão a sua glória e seu poder.
Quem me ama realmente guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.
Caríssimos irmãos em Cristo, nosso Senhor! A Liturgia da Palavra nos ensina e nos orienta qual deveria ser o nosso espírito e o nosso propósito na hora de realizarmos qualquer obra boa de justiça e de caridade. A Liturgia da Palavra, neste caso, nos exorta a praticarmos com liberalidade e generosidade toda obra de caridade, com a intensão sincera de ser vista e apreciada por Deus, como disse Jesus: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus” (Mt 6, 1).
Deus nos exorta inúmeras vezes na Sagrada Escritura, e Jesus Cristo no seu Evangelho, a praticarmos nossas obras de Justiça e de caridade, com um espírito de generosidade e liberalidade. E todos aqueles que fizerem o bem ao próximo necessitado, agradam a Deus, que virá até eles para retribuí-los largamente. Todo homem que for justo e temente ao Senhor deve ter olhos de compaixão para com os pobres e os necessitados, repartindo com eles os seus bens, com justiça e generosidade. Pois todo aquele que assim se comportar, ama a Deus e cumpre a sua palavra, como disse Jesus: “Quem me ama realmente guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos” (Jo 14, 23). E, sobretudo, como disse o profeta: “Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua lei! Este homem é correto, generoso e compassivo, como luz brilha nas trevas para os justos. Ele reparte com os pobres os seus bens; permanece para sempre o bem que fez, e crescerão a sua glória e seu poder” (Sl 111, 1-2; 9).
Jesus Cristo, no seu Sermão da Montanha, depois de ter dado as normas para se cumprir corretamente os preceitos da Lei de Deus, passou a dar alguns conselhos práticos de como se deveria praticar as obras de justiça e de caridade. Logo no início, antes de dizer especificamente quais seriam os atos de Justiça e de caridade, ele disse que os seus discípulos deveriam praticar tais obras com um espírito evangélico de serviço a Deus, com o objetivo de agradá-lo e de obter dele a retribuição, dizendo-lhes: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus” (Mt 6, 1).
Pois, conforme as palavras de Jesus, todos os atos de generosidade e de amor ao próximo deveriam ser, antes de tudo, oferecidos a Deus, como expressão de seu amor por ele. A seguir, com toda discrição e humildade, deveriam ser partilhados os próprios bens com os pobres e os necessitados. Fazendo a caridade ao pobre e ao necessitado desta forma, Deus não deixaria, com certeza, de dar a sua retribuição, tanto aqui quanto na vida eterna; uma vez que ele não se deixa vencer em generosidade! Por esse motivo, Jesus disse, logo a seguir: “Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa” (Mt 6, 2-4).
Por fim, caros irmãos, São Paulo, seguindo estas mesmas orientações evangélicas de Jesus Cristo, deu os seus conselhos de como se deveria praticar os atos de caridade e de esmola aos irmãos necessitados e aos pobres, dizendo: “Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois Deus “ama quem dá com alegria”. Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para toda obra boa, como está escrito: “Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”. Assim, ficareis enriquecidos em tudo e podereis praticar toda espécie de liberalidade” (2Cor 9 7-9; 11).
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