

Uma mulher forte, quem a encontrará? Ela vale muito mais do que as joias. Seu marido confia nela plenamente, e não terá falta de recursos. Ela lhe dá só alegria e nenhum desgosto, todos os dias de sua vida. Procura lã e linho, e com habilidade trabalham as suas mãos. Estende a mão para a roca, e seus dedos seguram o fuso. Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre. O encanto é enganador e a beleza é passageira; a mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor. Proclamem o êxito de suas mãos, e na praça louvem-na as suas obras!
Feliz és tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor.O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.
Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite. Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar. Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios.
Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; quem em mim permanece, esse dá muito fruto.
Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso, fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? Então, devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes!'”.
Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo! A Liturgia da Palavra de hoje nos diz que todo aquele que estiver vigilante, esperando a vinda do Senhor, não lhe é permitido ficar ocioso, levando a vida na vadiagem e na indolência. Existem, portanto, muitas atividades honestas que os discípulos de Cristo devem se ocupar, para demonstrar a Deus que eles, de fato, venham a ser merecedores da sua salvação e das alegrias do Reino dos Céus.
Uma destas ocupações seria o trabalho digno e honesto, qualquer que ele fosse! O Espírito Santo, no livro dos Provérbios, fez um grande elogio à mulher que trabalha com diligência nas ocupações domésticas, tornando-se, assim, a alegria da família. Dedicando-se ao trabalho, no temor do Senhor, ela atrairia sobre si as bênçãos divinas, como dizia o livro dos Provérbios: “Uma mulher forte, quem a encontrará? Ela lhe dá só alegria e nenhum desgosto, todos os dias de sua vida. Procura lã e linho, e com habilidade trabalham as suas mãos. Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre. Pois, a mulher que teme ao Senhor, essa sim, merece louvor” (Pr 31, 12-13; 20; 30). Assim procedendo – aquela mulher que fosse esposa e mãe -, demonstraria ter amor pela família, temor a Deus e compaixão pelos pobres.
Seguindo este mesmo pensamento, nós encontramos no Salmo 127 o profeta elogiando o homem diligente e trabalhador, dizendo que ele seria feliz e atrairia sobre si as bênçãos do Senhor: “Feliz és tu, se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida” (Sl 127,1-5).
Por isso, os discípulos do Senhor que estiverem atentos esperando o Reino de Deus, não poderiam deixar-se levar pela indolência e nem pela ociosidade, pois estas coisas levam os homens a procurarem os prazeres mundanos e a cair nas garras do iníquo tentador, o príncipe das trevas! Por isso, todo fiel cristão deveria estar sempre vigilante e sóbrio, ocupando-se num trabalho honesto e digno. Como disse São Paulo aos cristãos tessalonicenses: “Vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios” (1Ts 5, 4-6).
Por fim, através de uma parábola, Jesus exortou aos seus discípulos a ocuparem-se, com toda diligência, num trabalho honesto. Somente assim eles poderiam estar certos de que seriam recebidos pelo Senhor nas moradas eternas! Com efeito, para melhor convencê-los disto, Jesus contou-lhes a parábola dos talentos, dizendo-lhes: “O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria'” (Mt 25, 20-23)!
E por fim, aquele que havia recebido apenas um talento, acabou devolvendo-o, sem ter feito nenhum esforço em faze-lo render mais. Então, diante desta sua descarada indolência e má vontade, o patrão lhe disse: “‘Servo mau e preguiçoso! Devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes'” (Mt 25, 26-30)! Esta será, portanto, a atitude do Justo Juiz, no Juízo Final, para com os preguiçosos e os indolentes que não querem ocupar-se num trabalho digno e honesto!
Por isso, no dia do Julgamento o Senhor irá considerar o nosso empenho em trabalhar num ofício digno e honesto, bem como irá levar em conta todos os nossos trabalhos feitos para produzir frutos de santidade e de justiça, como disse o Senhor nosso Jesus Cristo: “Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor; quem em mim permanece, esse dá muito fruto” (Jo 15, 4-5).
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