

Irmãos, vós que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; e nós somos membros do seu corpo! Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido.
Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!
Naquele tempo, Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos diz que o Reino de Deus foi implantado aqui neste mundo por Jesus Cristo. Posteriormente, este Reino de Deus, instaurado por Cristo aqui neste mundo, passou a ser denominado pelos apóstolos de Igreja de Deus, por congregar numa assembleia de fiéis cristãos todos os discípulos de Cristo, numa só Igreja de Deus. Por isso, ela ficou sendo conhecida no mundo todo como a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja de Deus, que está a caminho do Reino dos céus, onde permanecerá eternamente junto de Deus!
Jesus Cristo, o portador de uma natureza perfeitamente humana e de uma condição perfeitamente divina, era o nosso Senhor e Salvador! Na verdade, ele veio lá dos céus para nos falar a respeito do Reino de Deus e instaurá-lo aqui neste mundo. Por isso, nas suas pregações, Jesus convocava as pessoas a se porem a caminho, junto com ele, rumo ao Reino dos céus! De um modo discreto e sutil, por meio de suas palavras e através de suas obras, Jesus Cristo foi misteriosamente implantando o Reino de Deus aqui neste mundo, assim como se lança a semente na terra. O próprio Jesus gostava de usar a imagem da semente que devia ser lançada na terra, afim que ela germinasse e desabrochasse numa frondosa e exuberante planta. Da mesma forma, Jesus plantava nos corações das pessoas a sua Palavra de vida, afim de que ela desabrochasse naquele maravilhoso Reino de Deus aqui neste mundo, sob a figura de sua Igreja.
Portanto, para falar sobre o Reino de Deus, Jesus Cristo criou diversas parábolas utilizando-se da imagem da semente. Pois, segundo Jesus Cristo, o Reino de Deus aqui neste mundo seria semelhante àquela simples e humilde semente, que foi lançada na terra e morreu. E depois de morta, a semente deveria se transformar numa exuberante planta. Assim também, o Reino de Deus seria semelhante àquela exuberante e frondosa árvore que, a partir daquela semente da Palavra de Deus, deveria brotar e florescer; formando, assim, aqui neste mundo a sua Igreja! Portanto, ao anunciar este Reino de Deus, Jesus disse: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos” (Lc 13, 18-19).
Do mesmo modo como Jesus quis implantar o seu Reino neste mundo de forma humilde, simples e discreta, ele também deveria ser acolhido pelas pessoas que o recebessem com docilidade, humildade e fé, congregando-se numa comunidade de fé e de amor, na sua Igreja. Por isso, Jesus exclamou, numa oração de louvor ao Pai, dizendo: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores” (Mt 11, 25)!
O apóstolo Paulo, por sua vez, comparou o Reino de Deus com a união matrimonial entre o homem e a mulher, estabelecendo, assim, uma aliança de amor entre Cristo e a sua Igreja. O apóstolo Paulo disse que o Senhor e Salvador Jesus Cristo se uniu à sua amada esposa, a Igreja, do mesmo modo como o homem se une a sua amada esposa; numa aliança matrimonial perpétuo e indissolúvel, semelhante àquela união entre os esposos cristãos, pelo sacramento do matrimônio. Por isso, ao desenvolver a sua doutrina sobre a unidade entre Cristo e a Igreja, Paulo dizia: “Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja” (Ef 5, 23-27; 32).
Portanto, caros irmãos, assim como a união matrimonial tem as bênçãos de Deus para o casal, também Jesus Cristo derramou sobre a sua Igreja todas as graças e bênçãos divinas, para que ambos fossem felizes e formassem uma família numerosa, que deveria se estender no mundo inteiro e para sempre! Como disse o profeta: “Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor” (Sl 127, 1-4).
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