

Palavra dirigida a Jeremias, da parte do Senhor: “Levanta-te e vai à casa do oleiro, e ali te farei ouvir minhas palavras”. Fui à casa do oleiro, e eis que ele estava trabalhando ao torno; quando o vaso que moldava com barro se avariava em suas mãos, ei-lo de novo a fazer com esse material um outro vaso, conforme melhor lhe parecesse aos olhos. Fez-se em mim a palavra do Senhor: “Acaso não posso fazer convosco como este oleiro, casa de Israel? diz o Senhor. Como é o barro na mão do oleiro, assim sois vós em minha mão, casa de Israel”.
Bendize, minh’alma, ao Senhor! Bendirei ao Senhor toda a vida, cantarei ao meu Deus sem cessar! Não ponhais vossa fé nos que mandam, não há homem que possa salvar. Ao faltar-lhe o respiro ele volta para a terra de onde saiu; nesse dia seus planos perecem. É feliz todo homem que busca seu auxÃlio no Deus de Jacó, e que põe no Senhor a esperança. O Senhor fez o céu e a terra, fez o mar e o que neles existe.
Abre-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus!
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E ai, haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discÃpulo do Reino dos Céus, é como um pai de famÃlia que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra que acabamos de ouvir ilumina a nossa fé, fazendo-nos compreender que Deus é o nosso Senhor e Salvador, e que nós estarÃamos inteiramente sujeitos à sua vontade e ao seu poder. Assim como ele nos criou do jeito como nós somos, ele também poderia nos destruir e condenar aos infernos, ao cairmos na corrupção do pecado; bem como ele poderia nos regenerar e salvar ao seu Reino celeste, se, em tempo, nos arrependêssemos e voltássemos a praticar o bem! Por isso, no fim dos tempos haverá um juÃzo final no qual todos nós seremos julgados pelo Justo Juiz, o nosso Senhor Jesus Cristo!
Era, portanto, a certo modo, esta a mensagem que o Senhor quis transmitir por intermédio do profeta Jeremias, quando lhe propôs a alegoria do oleiro. Depois que o próprio Jeremias assistiu o oleiro confeccionando o vaso, ele recebeu do Senhor a explicação do significado espiritual da alegoria, dizendo-lhe: “Acaso não posso fazer convosco como este oleiro, casa de Israel? diz o Senhor. Como é o barro na mão do oleiro, assim sois vós em minha mão, casa de Israel” (Jr 18, 6).
PoderÃamos acrescentar ainda, de que o Senhor tinha em seu poder a força de sustentar o homem justo e bom para sempre, junto de si. Pois ele tinha o poder de preservar e salvar todo aquele que depositasse nele a sua vida e a sua confiança, conforme disse o profeta: “Bendize, minh’alma, ao Senhor! Bendirei ao Senhor toda a vida, e cantarei ao meu Deus sem cessar! Pois, é feliz todo homem que busca seu auxÃlio no Deus de Jacó, e que põe no Senhor a esperança” (Sl 145, 1-2; 5). Porém, ao mesmo tempo, o Senhor tinha o poder de rejeitar e destruir todos os malvados e perversos, que depositassem a sua confiança nas coisas deste mundo e no poder dos homens; conforme as palavras do profeta, que disse: “Não ponhais vossa fé nos que mandam, não há homem que possa salvar. Ao faltar-lhe o respiro ele volta para a terra de onde saiu; nesse dia seus planos perecem” (Sl 145, 3-4).
Jesus Cristo, no Evangelho que ouvimos, regalou-nos com uma magnÃfica parábola, que nos explicou com toda clareza a respeito do JuÃzo Final e sobre o nosso destino depois da morte. Naquela hora derradeira de nossas vidas, todos nós estaremos de pé diante do Senhor Jesus Cristo, o Justo Juiz, inteiramente dependentes de sua vontade e do seu juÃzo; cujo juÃzo será, com certeza, pleno de justiça, de verdade e de misericórdia! Ele é o único Juiz que tem o poder de moderar a sua severidade e a sua indulgência; a sua justiça e a sua misericórdia! Pois, neste momento supremo de nossas vidas será definido o nosso destino eterno; no qual, ou seremos conduzidos ao Reino dos céus, ou seremos lançados à condenação eterna do fogo dos infernos! Por isso, devemos sempre estar atentos, deixando-nos conduzir pela Palavra de Deus, dizendo-lhe: “Abre-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus” (At 16, 14)!
Para explicar tais coisas, Jesus se serviu da seguinte parábola, dizendo: “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam” (Mt 13, 47-48). E logo a seguir ele apresentou o sentido espiritual da parábola, dizendo: “‘Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E ai, haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso?’ Eles responderam: ‘Sim'” (Mt 13, 49-51).
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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