

Irmãos, alegro-me de tudo o que já sofri por vós e procuro completar na minha própria carne o que falta das tribulações de Cristo, em solidariedade com o seu corpo, isto é, a Igreja. A ela eu sirvo, exercendo o cargo que Deus me confiou de vos transmitir a palavra de Deus em sua plenitude: o mistério escondido por séculos e gerações, mas agora revelado aos seus santos. A estes Deus quis manifestar como é rico e glorioso entre as nações este mistério: a presença de Cristo em vós, a esperança da glória. Nós o anunciamos, admoestando a todos e ensinando a todos, com toda sabedoria, para a todos tornar perfeitos em sua união com Cristo. Para isso eu me esforço com todo o empenho, sustentado pela sua força que em mim opera. Quero pois que saibais que luta difícil sustento por vós, pelos fiéis de Laodiceia e por tantos outros, que não me conhecem pessoalmente, para que sejam consolados e se mantenham unidos na caridade, para que eles cheguem a entender profunda e plenamente o mistério de Deus Pai e de Cristo Jesus, no qual estão encerrados todos os tesouros da sabedoria e da ciência.
A minha glória e salvação estão em Deus. Só em Deus a minha alma tem repouso, porque dele é que me vem a salvação! Só ele é meu rochedo e salvação, a fortaleza, onde encontro segurança! Povo todo, esperai sempre no Senhor, e abri diante dele o coração: nosso Deus é um refúgio para nós!
Minhas ovelhas escutam minha voz, e eu as conheço e elas me seguem.
Aconteceu num dia de sábado que Jesus entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.
Caríssimos irmãos e irmãs, em Cristo, nosso Salvador! A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra o quão difícil era transmitir às pessoas os mistérios de Deus e pregar o Evangelho da salvação. Na verdade, tanto Jesus Cristo quanto os apóstolos sentiram esta dificuldade, por se depararem com um grupo considerável de pessoas que se opunha duramente contra a mensagem do Evangelho por eles pregado. Mesmo que a mensagem do Evangelho de Cristo e dos apóstolos fosse consideravelmente atraente, repleta de unção espiritual e de ricas promessas divinas, ela sempre encontrou oposições e hostilidades das autoridades religiosas e civis constituídas.
Deste modo, caros irmãos, Jesus, que se apresentava às multidões de judeus em sua humanidade, ensinando-lhes a acreditar na sua condição divina, em si, não encontrava neles nenhuma oposição, a não ser da parte dos invejosos fariseus, dos mestres da Lei e dos chefes do povo, que odiavam os justos e odiavam Jesus Cristo, por ser um homem santo e justo. Porém, quando Jesus se pôs a ensina-los, revelando-se a si mesmo em sua condição divina, de Filho de Deus, estes mesmos invejosos fariseus e mestres da lei, cegos no seu fanatismo, se tornaram estúpidos e furiosos contra a pessoa de Jesus e contra as suas palavras. Pois, “aí, na Sinagoga, havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo” (Lc 6, 6-7).
O ódio e os desvarios destes fariseus e mestres da lei – que se apresentavam como os defensores de Deus e das leis divinas – fizeram com que eles se tornassem os grandes inimigos de nosso Senhor e Salvador, perseguindo-o e ameaçando-o de morte! Então, enfrentando as hostilidades dos fariseus, “Jesus disse ao homem da mão seca: ‘Levanta-te, e fica aqui no meio’. Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: ‘Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?’ Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: ‘Estende a tua mão’. O homem assim o fez e sua mão ficou curada” (Lc 6, 8-10).
No entanto, apesar desta absurda oposição, Jesus não deixou de anunciar-lhes os mistério de sua divindade, realizando o milagre da cura. Pois, ele sabia muito bem quais eram as suas ovelhas que dariam crédito às suas palavras e quais eram aquelas que o rejeitavam. Portanto, sem deixar-se impressionar com as hostilidades dos seus inimigos, ele dizia: “Minhas ovelhas escutam minha voz, e eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10, 27).
São Paulo, o apóstolo dos gentios, disse que da mesma forma como Jesus fora hostilizado e perseguido, ele também sofreu muito e passou por inúmeras tribulações e maus tratos, para anunciar os mistério de Cristo entre os pagãos. Aos cristãos de Colossos ele confidenciou, dizendo: “Irmãos, alegro-me de tudo o que já sofri por vós e procuro completar na minha própria carne o que falta das tribulações de Cristo, em solidariedade com o seu corpo, isto é, a Igreja. A ela eu sirvo, exercendo o cargo que Deus me confiou de vos transmitir a palavra de Deus em sua plenitude: o mistério escondido por séculos e gerações, mas agora revelado aos seus santos. A estes Deus quis manifestar como é rico e glorioso entre as nações este mistério: a presença de Cristo em vós, a esperança da glória. E, assim, todos cheguem a entender profunda e plenamente o mistério de Deus Pai e de Cristo Jesus, no qual estão encerrados todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl. 1, 24-27; 2, 2-3).
E, enfim, caros irmãos, podemos dizer que todos aqueles que aderirem a esta fé anunciada por Jesus Cristo e pelos apóstolos, e abraçarem a Jesus Cristo como o seu Senhor e o seu Salvador, poderão estar certos de que estarão realizando a melhor obra de suas vidas. Depositando, assim, as suas vidas nas mãos do Senhor estariam confiando em Deus a segurança de suas vidas e a salvação eterna! Deste modo, poderiam dizer, junto com o profeta: “A minha glória e salvação estão em Deus. Só em Deus a minha alma tem repouso, porque dele é que me vem a salvação! Só ele é meu rochedo e salvação, a fortaleza, onde encontro segurança” (Sl 61, 5-7)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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