

Irmãos, eu vos asseguro, pela fidelidade de Deus: o ensinamento que vos transmitimos não é “sim e não”. Pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós – a saber: eu, Silvano e Timóteo – pregamos entre vós, nunca foi “sim e não”, mas somente “sim”. Com efeito, é nele que todas as promessas de Deus têm o seu “sim” garantido. Por isso, também, é por ele que dizemos “amém” a Deus, para a sua glória. É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também foi Deus que nos ungiu. Foi ele que nos marcou com o seu selo e nos adiantou como sinal o Espírito derramado em nossos corações.
Maravilhosos são os vossos testemunhos, eis por que meu coração os observa! Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, ela dá sabedoria aos pequeninos Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos. Senhor, voltai-vos para mim, tende piedade, como fazeis para os que amam vosso nome! Conforme a vossa lei firmai meus passos, para que não domine em mim a iniquidade. Libertai-me da opressão e da calúnia, para que eu possa observar vossos preceitos! Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo, e ensinai-me vossas leis e mandamentos!
Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, deem glória ao Pai celeste!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.
Caríssimos irmãos e irmãs, em Cristo nosso Senhor! A Liturgia da Palavra de hoje se dirige, sobretudo, aos discípulos e aos missionários de Cristo. Ou seja, ela se dirige a todos aqueles que se dispõem a divulgar a Palavra de Deus, como ministros e como missionários de Cristo. Por isso, ela diz que todos estes apóstolos que se propõem a anunciar o Evangelho do Senhor, deveriam se tornar, em Cristo, luz e sal no mundo!
Pois, caros irmãos, para que estes ministros da Palavra se tornassem verdadeiramente luz e sal no mundo, deveriam ensinar com fidelidade a doutrina que receberam de Cristo e da Igreja, bem como, deveriam testemunhar com suas obras o Evangelho que pregam. Ou seja, deveriam apresentar uma conduta de vida coerente com os princípios morais que eles próprios viriam a ensinar. Somente desta forma os discípulos-missionários se tornariam autênticos e eficientes ministros da Palavra de Deus, como verdadeiros promotores da salvação de suas ovelhas! Pois, somente nestas condições eles se tornariam verdadeiramente ‘sal da terra’ e ‘luz do mundo’; como disse o Senhor Jesus: “Vós sois o sal da terra! Vós sois a luz do mundo! Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 15-16)!
Ao mesmo tempo Jesus advertia os apóstolos e todos os ministros da Palavra a não se deixarem envolver com as coisas do mundo, ao ponto de levarem uma vida mundana e superficial, repleta de pecados; visto que tal comportamento iria comprometer seriamente o seu ministério, esvaziando completamente o sentido da sua pregação evangélica. Por isso, Jesus lhes disse: “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens” (Mt 5, 13).
E sobretudo, caros irmãos, Jesus dizia que o testemunho de vida dos pregadores do Evangelho era tão importante quanto a sua pregação. E se as outras pessoas viessem a conhecer a boa conduta de vida dos pregadores, era necessário que eles não se envaidecessem, deixando-se levar pela vanglória, mas elevassem a Deus um hino de louvor, em seus corações! Além disto, com esta atitude, os ministros da Palavra deveriam levar as suas ovelhas a glorificarem a Deus, pela vida de santidade de seus pastores! Por isso, Jesus lhes disse: “Vós sois a luz do mundo. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 14-16).
De um modo semelhante, aplicando as orientações que Jesus deu aos apóstolos, São Paulo dizia que a sua pregação era destituída de toda e qualquer ambiguidade, dissimulação e vanglória. Pois, ao anunciar Jesus Cristo e o seu Evangelho, tanto Paulo quanto Silvano, se esmeravam pela veracidade e pela fidelidade de suas pregações! Por isso, Paulo disse aos cristãos de Corinto: “Irmãos, eu vos asseguro, pela fidelidade de Deus: o ensinamento que vos transmitimos não é “sim e não” (2Cor 1, 18). E a seguir, ele os exortava a terem plena confiança na sua pregação, pois ela estava baseada na fidelidade e na verdade da divina revelação, dizendo: “O Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós – a saber: eu, Silvano e Timóteo – pregamos entre vós, nunca foi ‘sim e não’, mas somente ‘sim’. É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também foi Deus que nos ungiu. Foi ele que nos marcou com o seu selo e nos adiantou como sinal o Espírito derramado em nossos corações (2Cor 1, 19-22).
Por tal motivo, os maiores inimigos dos ministros do Evangelho de Cristo seriam, com certeza, a infidelidade à doutrina de Cristo, a dissimulação e a hipocrisia! Pois estas coisas tornariam insípidas e vazias a sua pregação. Como disse o Profeta: “Conforme a vossa lei firmai meus passos, para que não domine em mim a iniquidade. Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo, e ensinai-me vossas leis e mandamentos” (Sl 118, 133; 135)! “E assim, como disse Jesus, brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 16)
WhatsApp us