

Irmãos, não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Pois a lei do Espírito que dá a vida em Jesus Cristo te libertou da lei do pecado e da morte. Com efeito, aquilo que era impossível para a Lei, já que ela estava enfraquecida pela carne, Deus o realizou; tendo enviado seu próprio Filho numa condição semelhante àquela da humanidade pecadora, e por causa justamente do pecado, condenou o pecado em nossa condição humana, para que toda a justiça exigida pela Lei, seja cumprida em nós que não procedemos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Os que vivem segundo a carne aspiram pelas coisas da carne; os que vivem segundo o Espírito, aspiram pelas coisas do Espírito. Na verdade, as aspirações da carne levam à morte e as aspirações do Espírito levam à vida e à paz. Tudo isso, porque as tendências da carne são inimizade contra Deus: não se submetem – nem poderiam submeter-se – à Lei de Deus. Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça. E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.
Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável. “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. “É assim a geração dos que o procuram,* e do Deus de Israel buscam a face”.
Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida.
Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás'”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje manifesta um veemente apelo que o Senhor nos faz em favor de nossa conversão, afim que sejamos dignos de alcançar a salvação. São muitos os meios e os mensageiros que o nosso Salvador e Redentor Jesus Cristo se serve para nos convencer a empreendermos um sincero processo de conversão em nossas vidas, para levarmos um estilo de vida que agrade a Deus e que nos torne dignos de entrar no caminho de salvação!
Jesus Cristo, o Salvador e Redentor de nossas vidas, foi o primeiro e mais entusiasmado arauto de nossa conversão. Como vimos na passagem do Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus Cristo se servia de todas as circunstâncias e de todos os recursos de linguagem para convencer as pessoas a se converterem e acolherem o seu Evangelho de salvação! Pois, o objetivo primordial de Jesus Cristo nas suas pregações era despertar nas pessoas um espírito humilde e sincero de arrependimento dos seus pecados, para dar-lhes o perdão de suas faltas. Visto que, somente assim, ele conseguiria entrar nos seus corações, para libertá-las de seus pecados e desenvolver dentro delas um processo de conversão e de salvação!
Assim, caros irmãos, conforme a passagem do Evangelho que ouvimos, Jesus chamava a atenção das pessoas para que elas não se deixassem levar pela ilusão de pensar que elas fossem melhores do que as outras, ou ainda, que elas se achassem sem pecado, pelo simples fato de não terem sido castigadas por alguma calamidade, ou não terem sofrido algum acidente. Esta era, contudo, a mentalidade dos judeus nos tempos de Jesus. Portanto, para corrigir tal distorção e fazê-los reconhecer os seus pecados, Jesus chamava-os à conversão, exortando-os a fazerem penitência. Pois, “naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo” (Lc 13, 1-5).
Outrora, em tempos antigos, o Salvador e Redentor Jesus Cristo já dizia, por boca de Ezequiel, as seguintes palavras: “Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida” (Ez 33, 11). E o profeta Davi, o grande arauto do Senhor e Salvador Jesus Cristo, exortava os judeus a se comportarem de um modo digno e honesto, afim que pudessem entrar nas moradas celestes, dizendo-lhes: “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação? Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador. É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face” (Sl 23, 3-6).
Porém, caros irmãos, o grande Apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, deu-nos uma das melhores explicações de como Deus realiza a conversão e a justificação do pecador. Embora utilizando-se de uma linguagem extremamente complexa e elevada, ele revelou-nos os mistérios divinos da justificação e da santificação do pecador, dizendo que foi mediante a obra redentora de Cristo e da graça do Espírito Santo que nós fomos redimidos dos pecados e obtivemos a salvação! Portanto, para explicar estes mistérios da divina misericórdia de Cristo e do Espírito Santo, o apóstolo Paulo disse o seguinte: “Irmãos, não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Pois a lei do Espírito que dá a vida em Jesus Cristo te libertou da lei do pecado e da morte. Com efeito, Deus tendo enviado seu próprio Filho numa condição semelhante àquela da humanidade pecadora, e por causa justamente do pecado, condenou o pecado em nossa condição humana, para que toda a justiça exigida pela Lei, seja cumprida em nós que não procedemos segundo a carne, mas segundo o Espírito. E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós” (Rm 8, 1-4; 11). Pois, no plano divino da salvação, o fim último da conversão era, com certeza, fazer-nos dignos de poder participar da ressurreição de Cristo; obtendo, assim, a salvação eterna no Reino dos céus!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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