

Irmãos, o amor de Cristo nos pressiona, pois julgamos que um só morreu por todos, e que, logo, todos morreram. De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Assim, doravante, não conhecemos ninguém conforme a natureza humana. E, se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação. Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação. Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão. O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.
Inclinai meu coração ao testemunho da verdade, e mantém-me longe do caminho da mentira!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos faz a seguinte exortação: Depois de termos sido purificados de nossos pecados, pelo sangue redentor de Cristo, devemos, obviamente, permanecer unidos e reconciliados com ele, na santidade e na prática dos seus mandamentos. Assim, uma vez reconciliados com Deus e libertos da escravidão do pecado, digamos ao Senhor: “inclinai o nossos corações ao testemunho da verdade, e mantém-nos longe do caminho da mentira” (Sl 118, 36.29)!
A Liturgia da Palavra de hoje começa fazendo um apelo insistente para que nos reconciliemos com Deus. É, na verdade, Paulo quem nos exorta – como ministro da reconciliação e embaixador de Cristo – a nos reconciliarmos com Deus; buscando, com toda humildade, o arrependimento e o perdão de nossos pecados, dizendo: “Tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação. Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação. Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5, 18-20).
Esta reconciliação com Deus foi-nos conquistada por Jesus Cristo Senhor nosso, por meio de grandes lutas e sofrimentos, ao derramar o seu sangue na cruz, por causa de nossos pecados. Portanto, Jesus Cristo morrendo daquela forma na cruz, redimiu-nos de nossos pecados! E, a seguir, ressuscitando dos mortos, ele conquistou para nós a salvação eterna, como disse Paulo: “O amor de Cristo nos pressiona, pois julgamos que um só morreu por todos, e que, logo, todos morreram. De fato, Cristo morreu por todos, para que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Portanto, se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus” (2Cor 5, 14-16; 21). Deste modo, caros irmãos, com estas poucas palavras, São Paulo anunciou-nos o mistério da redenção realizado por Cristo, na sua Paixão e Morte da Cruz; dando-nos, assim, a graça da redenção, mediante o arrependimento e a confissão de nossos pecados, e a reconciliação com Deus!
E, por fim, o próprio Jesus Cristo nos exortou a permanecermos reconciliados com Deus. Para que, uma vez tendo recebido a graça da justificação, permaneçamos na santidade, lutando contra toda tentação e contra todo pecado. Para que isto aconteça, Jesus Cristo nos revelou que era necessário observar rigorosamente os mandamentos do Senhor, afim de que pudéssemos permanecer na verdade e não nos deixássemos seduzir pelo Maligno e nem por qualquer mentira, hipocrisia ou falsidade, como disse Jesus: “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum. Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno” (Mt 5, 33, 34; 37).
Portanto, caros irmãos, abramos nossos ouvidos e os nossos corações ao apelo que São Paulo nos fez, dizendo: “Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5, 120). E invoquemos ao Senhor as suas graças para que nos afastemos de toda mentira e abracemos a verdade e a santidade de seus preceitos, dizendo: “Inclinai o nosso coração ao testemunho da verdade, e mantém-nos longe do caminho da mentira” (Sl 118, 36.29)!
"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
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