

Caríssimos, Esta salvação tem sido objeto das investigações e meditações dos profetas. Eles profetizaram a respeito da graça que vos estava destinada. Procuraram saber a que época e a que circunstâncias se referia o Espírito de Cristo, que estava neles, ao anunciar com antecedência os sofrimentos de Cristo e a glória consequente. Foi-lhes revelado que, não para si mesmos, mas para vós, estavam ministrando estas coisas, que agora são anunciadas a vós por aqueles que vos pregam o evangelho em virtude do Espírito Santo, enviado do céu; revelações essas, que até os anjos desejam contemplar! Por isso, aprontai a vossa mente; sede sóbrios e colocai toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não modeleis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo da vossa ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo”.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!
Naquele tempo, começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra da missa de hoje nos deu um belo testemunho sobre a nossa salvação. Pois, toda a nossa fé e a nossa conduta de vida cristã devem estar voltadas para este fim último de nossa vida; afim que entremos na Vida Eterna, no final de nossa jornada neste mundo, e tomemos posse daquela herança que o Senhor e Salvador Jesus Cristo nos prometeu!
São Pedro, em sua primeira carta, deu-nos um testemunho muito forte a respeito de sua esperança de salvação e de vida eterna. O Apóstolo Pedro se apresentava como aquele que foi estabelecido por Cristo como arauto da gloriosa e bem-aventurada herança do Reino Celeste! Ele dizia que os profetas antigos tinham se empenhado arduamente em profetizar a respeito daqueles eventos futuros que Deus haveria de realizar em nosso favor, afim de dar-nos a salvação eterna. Estes antigos profetas já haviam profetizado claramente sobre todos aqueles fatos que diziam respeito ao nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador, e sobre os mistérios de nossa salvação. Conforme o testemunho de Pedro: “Esta salvação tem sido objeto das investigações e meditações dos profetas. Eles profetizaram a respeito da graça que vos estava destinada. Procuraram saber a que época e a que circunstâncias se referia o Espírito de Cristo, que estava neles, ao anunciar com antecedência os sofrimentos de Cristo e a glória consequente. Foi-lhes revelado que, não para si mesmos, mas para vós, estavam ministrando estas coisas, que agora são anunciadas a vós por aqueles que vos pregam o evangelho em virtude do Espírito Santo, enviado do céu; revelações essas, que até os anjos desejam contemplar” (1Pd 1, 10-12)!
Corroborando com as palavras de São Pedro, o Salmista cantava e louvava a Deus, com grande alegria e júbilo, a respeito desta salvação que haveria de acontecer, dizendo: “O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai” (Sl 97, 2-4)!
Jesus Cristo, no Evangelho que acabamos de ouvir, dizia que todos os sacrifícios e renúncias que os discípulos fizessem por amor a ele, seriam largamente recompensados por Deus, no Reino dos céus. Portanto, o Senhor Jesus Cristo deu todas as garantias de que ele não se deixaria vencer em generosidade; pois ele haveria de retribuir abundantemente todo aquele que se dedicasse inteiramente ao serviço do Reino de Deus, divulgando o seu Evangelho, conforme as suas palavras: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros” (Mc 10, 29-31).
E todos aqueles que estivessem, de fato, determinados a alcançar a glória e os bens do Reino dos céus deveriam ter um espírito de humildade e de desapego diante dos bens deste mundo, como disse Jesus: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores” (Mt 11, 25)!
Confirmando estas palavras de Jesus, Pedro completou dizendo que aquelas revelações proféticas que estavam sendo agora anunciadas pelos apóstolos – e por ele mesmo nesta carta – serviam para que os cristãos tivessem acesso a esta salvação que vem de Deus.“Por isso, aprontai a vossa mente, dizia Pedro; sede sóbrios e colocai toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos obedientes, não modeleis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo da vossa ignorância. Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder. Pois está na Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo” (1Pd 1, 13-16).
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