2A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas vendiam-nas, levavam o dinheiro 35e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um.
Deus é Rei e se vestiu de majestade, * revestiu-se de poder e de esplendor! Vós firmastes o universo inabalável, † 2vós firmastes vosso trono desde a origem, * desde sempre, ó Senhor, vós existis! 5Verdadeiros são os vossos testemunhos, † refulge a santidade em vossa casa,* pelos séculos dos séculos, Senhor!
O Filho do homem há de ser levantado, para que, quem crer, possua a vida eterna.
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7“Vós deveis nascer do alto. 8O vento sopra onde quer, e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. 9Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acreditais quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.
Caríssimos discípulos e discípulas do Senhor Ressuscitado! A Liturgia da Palavra de hoje, nos mostra as maravilhas e milagres realizados pelo poder do Cristo Ressuscitado e do Espírito Santo para despertar a fé e a confiança em Deus. Mostrando, também, os efeitos benéficos desta fé no Cristo Ressuscitado, tanto na vida fraterna dentro da Igreja, quanto para a salvação dos fiéis.
Lucas, nos Atos dos Apóstolos, dava o seguinte testemunho: “Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos” (At 4, 33). Portanto, todos os milagres e prodígios realizados pelos apóstolos tinha um único objetivo: despertar a fé em Jesus Cristo! Pois, todos os milagre realizados pelos apóstolos, aconteciam em nome de Jesus Cristo, para ressaltar o seu divino poder. E assim, todos aqueles que se convertiam, professavam Jesus Cristo como o Senhor e Deus, conforme dizia o profeta: “Desde sempre, ó Senhor, vós existis! Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor” (Sl 92, 2; 5)!
O próprio Jesus Cristo deu um testemunho de sua morte no alto da Cruz e da sua ressurreição gloriosa dos mortos, dizendo que estes seriam os sinais mais expressiva de seu poder e de sua divindade. E disse ainda, que quando ele fosse elevado àquela posição de glória – no alto da Cruz e na sua ressurreição dos mortos – ele haveria de atrair sobre si os olhares de todos aqueles que o contemplariam com fé. Pois, somente os que acreditassem nele seriam capazes de vê-lo e obter dele a salvação e a vida eterna. Por isso, Jesus disse a Nicodemos: “Se não acreditais quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”. ” (Jo 3, 12-15).
Jesus Cristo, continuando o seu diálogo com Nicodemos, dizia-lhe que todos aqueles que viessem a aderir a ele e tivesse fé nas suas palavras, deveriam, logo a seguir, passar por uma transformação interior, realizada pelo Espírito Santo. E esta transformação deveria ser realizada pelo sacramento do Batismo, que realizaria uma transformação na pessoa, semelhante a um novo nascimento! Na época, estas palavras de Jesus soaram aos ouvidos de Nicodemos, como algo de difícil compreensão, semelhante a um enigma misterioso! Porém, depois da ressurreição de Jesus, e com a vinda do Espírito Santo em Pentecostes, todos aqueles que se converteram a Cristo foram batizados no Espírito Santo, e passaram por este novo nascimento que “vem do alto”, como disse Jesus a Nicodemos: “Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer, e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito” (Jo 3, 7-8).
Portanto, os acontecimentos de Pentecostes, esclareceram todas as dúvidas e mistérios das palavras de Jesus dirigidas a Nicodemos. E assim, os que renasceram pelo Espírito Santo, em Pentecostes, ou pelo Sacramento do Batismo, permaneceram firmes e fiéis na Palavra dos Apóstolos, vivendo em comunhão de vida fraterna, na caridade.
Este modo de vida, inspirado pelo Espírito Santo e em conformidade com o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, foi descrito pelo evangelista Lucas, no Livro dos Atos dos Apóstolos, como modelo de vida comunitária e eclesial, para todos os cristãos de todos os tempos, dizendo: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas vendiam-nas, levavam o dinheiro e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um” (At 4, 32-35).
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