

Naquele tempo, a irmã do menino disse, então, à filha do Faraó: “Queres que te vá chamar uma mulher hebreia, que possa amamentar o menino?” A filha do Faraó respondeu: “Vai”. E a menina foi e chamou a mãe do menino. A filha do Faraó disse à mulher: “Leva este menino, amamenta-o para mim, e eu te pagarei o teu salário”. A mulher levou o menino e amamentou. Quando já estava crescido, ela levou-o à filha do Faraó, que o adotou como filho e lhe deu o nome de Moisés, porque, disse ela, “eu o tirei das águas”. Um dia, quando já era adulto, Moisés saiu para visitar seus irmãos hebreus; viu sua aflição e como um egípcio maltratava um deles. Olhou para os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia. No dia seguinte, saiu de novo e viu dois hebreus brigando, e disse ao agressor: “Por que bates no teu companheiro?” E este replicou: “Quem te estabeleceu nosso chefe e nosso juiz? Acaso pretendes matar-me, como mataste o egípcio?” Moisés ficou com medo e disse consigo: “Com certeza, o fato se tornou conhecido”. O Faraó foi informado do que aconteceu, e procurava matar Moisés. Mas este, fugindo da sua vista, parou na terra de Madiã.
Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha! Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba!
Naquele tempo, Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje faz-nos um grande apelo de conversão! Ela nos diz que para alcançarmos os benefícios das promessas divinas – quer seja a libertação de uma situação de opressão e injustiça ou abraçar o Evangelho de Jesus para alcançar a salvação -, era necessário que acontecesse uma verdadeira conversão de vida, fazendo penitência, para, assim, voltar-se decididamente para Deus.
No início do Livro do Êxodo foi-nos relatada a história de Moisés, como ele foi preparado por Deus para ser o grande líder e libertador do povo de Israel, que se encontrava oprimido e escravizado no Egito. Por graça divina ele se tornou membro da família real do Faraó, vivendo como um cortesão. Nesta condição de vida ele jamais iria se insurgir contra as injustiças e crueldades que os egípcios infligiam sobre os hebreus. Era necessário que ele se convertesse e abandonasse aquela vida na corte de Faraó. E esta sua conversão aconteceu “quando Moisés saiu para visitar seus irmãos hebreus; viu sua aflição e como um egípcio maltratava um deles. Olhou para os lados e, não vendo ninguém, matou o egípcio e escondeu-o na areia. O Faraó foi informado do que aconteceu, e procurava matar Moisés. Mas este, fugindo da sua vista, parou na terra de Madiã” (Ex 2, 11-12; 15). Pois, para ser o libertador do Povo de Israel, era necessário que Moisés perdesse tudo o que possuía, se convertesse ao Senhor, abandonando-se inteiramente nas suas mãos!
Deste modo, lá no deserto de Madiã, Moisés colocando-se em oração, diante do Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, lhe apresentava as suas aflições e as aflições de seus irmãos que estavam no Egito, dizendo: “Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos” (Sl 68, 14; 32; 34).
No Evangelho que ouvimos, encontramos Jesus fazendo um dos seus discursos mais duros, que foram dirigidos aos seus irmãos da região da Galileia, dizendo: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno” (Mt 11, 21; 23)! Ao Jesus dizer tais palavras ele não os estava ameaçando com suplícios terrenos e mundanos, mas com castigos futuros, nos infernos! Ele os estava prevenindo contra tais castigos que os levaria à sua destruição total e eterna. Na verdade, naquele momento, Jesus estava fazendo o seu último apelo de conversão e de penitência, para que os seus irmãos galileus não viessem a ser castigados com punições semelhantes às de Sodoma. Era um apelo semelhante ao que fizera, outrora, o profeta, que dizia ao judeus: “Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba” (Sl 94, 8)!
Por isso, sentindo-se profundamente desapontado, Jesus censurava esta incrível indiferença e falta de fé destes judeus que moravam nestas cidades da Galileia, onde ele dedicara a melhor parte de seu ministério, dizendo-lhes: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!” (Mt 11, 21-24).
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