

Moisés dirigiu-se a todo Israel com as seguintes palavras: ‘Tenho hoje cento e vinte anos e já não posso deslocar-me. Além do mais, o Senhor me disse: ‘Não atravessarás este rio Jordão’, ‘É o Senhor teu Deus que irá à tua frente; ele mesmo, à tua vista, destruirá todas essas nações, para que ocupes suas terras. Josué passará adiante de ti, como disse o Senhor. E o Senhor fará com esses povos o que fez com Seon e Og, reis dos amorreus, e com suas terras, que ele destruiu. Quando, pois, o Senhor os entregar a vós, fareis com eles exatamente o que vos ordenei. Sede fortes e valentes; não vos intimideis nem tenhais medo deles, pois o Senhor teu Deus é ele mesmo o teu guia, e não te deixará nem te abandonará’. Depois Moisés chamou Josué e, diante de todo Israel, lhe disse: ‘Sê forte e corajoso, pois és tu que introduzirás este povo na terra que o Senhor sob juramento prometeu dar a seus pais, e és tu que lhe darás a posse dela. O Senhor, que é o teu guia, marchará à tua frente, estará contigo e não te deixará nem te abandonará. Por isso, não temas nem te acovardes’.
O nome do Senhor vou invocar; vinde todos e dai glória ao nosso Deus! Ele é a Rocha: suas obras são perfeitas. Recorda-te dos dias do passado e relembra as antigas gerações; pergunta, e teu pai te contará, interroga, e teus avós te ensinarão. Quando o Altíssimo os povos dividiu e pela terra espalhou os filhos de Adão, as fronteiras das nações ele marcou de acordo com o número de seus filhos; mas a parte do Senhor foi o seu povo, e Jacó foi a porção de sua herança. O Senhor, somente ele, foi seu guia, e jamais um outro deus com ele estava.
Tomai meu jogo sobre vós e aprendei de mim que sou de coração humilde e manso!
Naquele tempo: Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: ‘Quem é o maior no Reino dos Céus? Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: ‘Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como uma criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos’.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos diz que assim como o Povo de Israel estava pronto e apto para entrar na Terra Prometida, depois de ter passado por uma longa caminhada penitencial de quarenta anos no deserto; também os discípulos de nosso Senhor Jesus Cristo estariam aptos e em condições dignas de entrar no Reino dos Céus, ao se converterem de coração sincero ao Senhor e Salvador, permanecerem unidos a ele e levarem uma vida sem pecado e na inocência, semelhante ao das crianças.
Naquele dias, de acordo com o Livro do Deuteronômio, o Povo de Israel havia chegado às margens do rio Jordão, batendo às portas da Terra Prometida. Moisés, então, encorajando o povo a tomar posse da Terra Prometida, dizia-lhes: “É o Senhor teu Deus que irá à tua frente; ele mesmo, à tua vista, destruirá todas essas nações, para que ocupes suas terras. Josué passará adiante de ti, como disse o Senhor. Sede fortes e valentes; não vos intimideis nem tenhais medo deles, pois o Senhor teu Deus é ele mesmo o teu guia, e não te deixará nem te abandonará” (Dt. 31, 3-6).
Assim sendo, o Povo de Israel, depois de ter passado quarenta anos vagando no deserto, finalmente estava pronto para entrar na Terra Prometida. Após ter feito uma longa caminhada penitencial, aqueles homens e mulheres de dura servis e de coração duro, enfim haviam se convertido, deixando-se conduzir pela mão do Senhor seu Deus; mostrando-se pacificado, obediente e humilde diante do Senhor seu Deus.
Tudo isto aconteceu exatamente conforme o cântico profético de Moisés, que proclamou: “Quando o Altíssimo os povos dividiu e pela terra espalhou os filhos de Adão, as fronteiras das nações ele marcou de acordo com o número de seus filhos; mas a parte do Senhor foi o seu povo, e Jacó foi a porção de sua herança. O Senhor, somente ele, foi seu guia, e jamais um outro deus com ele estava” (Dt 32, 8-12).
No Evangelho de Mateus, Jesus nos deu algumas formidáveis explicações sobre o Reino dos céus e sobre as condições que Deus havia estabelecido para se entrar nele. “Por isso, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: ‘Quem é o maior no Reino dos Céus?'” (Mt 18, 1). A resposta que Jesus lhes deu foi simplesmente inusitada e muito interessante! Ele comparou os moradores do Reino dos céus às criancinhas inocentes e humildes. E, a partir desta imagem tão palpável e compreensível, Jesus deixou subentendido que, assim como as crianças guardam a sua inocência na santidade de vida, sem deixar-se contaminar no pecado; do mesmo modo, todo aquele que quisesse entrar no Reino dos céus deveria imitar as crianças. Por isso, Jesus disse aos seus discípulos: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 18, 3). E, completando estas palavras, Jesus deu-se a si mesmo como exemplo a ser seguido, visto que ele vivia como as crianças, na inocência e na humildade, dizendo-lhes: “Tomai meu jogo sobre vós e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11, 29)!
A seguir, respondendo à pergunta que lhe haviam feito, Jesus disse que todos aqueles que forem mansos e humildes aqui nesta vida, procurando ser semelhante às crianças, seriam, com certeza, grande no Reino dos céus; conforme as suas palavras: “Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus” (Mt 18, 3-5; 10).
E por fim, ele disse que, se por acaso algum discípulo que já havia se convertido e havia se tornado humilde ovelha do rebanho do Senhor vier a se desviar do caminho de salvação, cometendo algum pecado grave, este deveria prontamente fazer penitência e deixar-se conduzir novamente por Cristo, o Bom Pastor, retomando o caminho do Reino dos céus. Por isso, Jesus concluiu o seu discurso, dizendo: “Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos'” (Mt 18, 12-14).
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