Irmãos, 18eu vos asseguro, pela fidelidade de Deus: o ensinamento que vos transmitimos não é “sim e não”. 19Pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós – a saber: eu, Silvano e Timóteo – pregamos entre vós, nunca foi “sim e não”, mas somente “sim”. 20Com efeito, é nele que todas as promessas de Deus têm o seu “sim” garantido. Por isso, também, é por ele que dizemos “amém” a Deus, para a sua glória. 21É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também foi Deus que nos ungiu. 22Foi ele que nos marcou com o seu selo e nos adiantou como sinal o Espírito derramado em nossos corações.
Maravilhosos são os vossos testemunhos, * eis por que meu coração os observa! 130Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, * ela dá sabedoria aos pequeninos 131Abro a boca e aspiro largamente, * pois estou ávido de vossos mandamentos. 132Senhor, voltai-vos para mim, tende piedade, * como fazeis para os que amam vosso nome! 133Conforme a vossa lei firmai meus passos, * para que não domine em mim a iniquidade 134Libertai-me da opressão e da calúnia, * para que eu possa observar vossos preceitos! 135Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo, * e ensinai-me vossas leis e mandamentos!
Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, deem glória ao Pai celeste!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.
Caríssimos irmãos e irmãs, em Cristo nosso Senhor! A Liturgia da Palavra de hoje se dirige, sobretudo, aos discípulos e aos missionários de Cristo. Ou seja, a todos aqueles que se dispõe a divulgar a Palavra de Deus, como ministros e como apóstolos de Cristo, para conquistar novos adeptos e seguidores de Cristo.
Pois, caros irmãos, estes ministros do Evangelho de Cristo deviam ensinar com fidelidade a doutrina que receberam e deviam ter uma conduta de vida coerente com os princípios morais que eles ensinavam. Somente desta forma os discípulos-missionários se tornariam autênticos e eficientes ministros da Palavra de Deus.
Primeiramente, como disse Jesus Cristo, o Evangelho devia ser pregada pelas palavras e pelas obras dos missionários. O ministro da Palavra devia ensinar pela fiel pregação do Evangelho e pela sua conduta de vida, em conformidade com os preceitos divinos. Só assim ele se tornaria um verdadeiro instrumento de Deus – ministro e apóstolo de Cristo neste mundo -, que transformaria, converteria, iluminaria e promoveria a vida e a salvação das pessoas! Somente assim ele se tornaria em “sal da terra’ e “luz do mundo”, como disse o Senhor Jesus: “Vós sois o sal da terra! Vós sois a luz do mundo! Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 13-16)!
Ao mesmo tempo Jesus advertia os apóstolos e todos os ministros da Palavra a não se deixarem envolver com as coisas do mundo ao ponto de levarem uma vida mundana e superficial, repleta de pecados, visto que tal comportamento iria esvaziar completamente o sentido da sua pregação evangélica. Por isso, Jesus lhes disse: “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens” (Mt 5, 13). Do mesmo modo, Jesus dizia que o testemunho de vida do pregador do Evangelho era tão importante quanto a sua pregação. E se as outras pessoas viessem a reconhecer a boa conduta do pregador, era necessário que ele não se deixasse levar pela vanglória, mas elevasse o seu coração em louvor a Deus. Por isso, Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 14-16).
De um modo muito semelhante, São Paulo dizia que a sua pregação era destituída de toda e qualquer ambiguidade e dissimulação. Ao anunciar Jesus Cristo e o seu Evangelho, Paulo e Silvano, primavam pela veracidade e pela fidelidade. Por isso, Paulo disse aos cristãos de Corinto: “Irmãos, eu vos asseguro, pela fidelidade de Deus: o ensinamento que vos transmitimos não é “sim e não” (2Cor 1, 18). E a seguir ele exortou-os a terem plena confiança na sua pregação, pois ela estava baseada na fidelidade e na verdade da divina revelação, dizendo: “O Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós – a saber: eu, Silvano e Timóteo – pregamos entre vós, nunca foi “sim e não”, mas somente “sim”. É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também foi Deus que nos ungiu. Foi ele que nos marcou com o seu selo e nos adiantou como sinal o Espírito derramado em nossos corações (2Cor 1, 19-22).
Por isso, os maiores inimigos do ministro do Evangelho de Cristo seriam, com certeza, a infidelidade à doutrina de Cristo, a dissimulação e a hipocrisia; pois estas coisas tornariam insípidas e vazias a sua pregação. Como disse o Profeta: “Conforme a vossa lei firmai meus passos, para que não domine em mim a iniquidade. Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo, e ensinai-me vossas leis e mandamentos” (Sl 118, 133; 135)!
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