

“Eis sobre os montes os passos de um mensageiro, que anuncia a paz. Ó Judá, celebra tuas festas, cumpre tuas promessas: nunca mais Belial pisará teu solo; ele foi aniquilado. O Senhor há de restaurar a grandeza de Jacó, assim como a grandeza de Israel, pois os ladrões os saquearam e devastaram suas videiras. Ai de ti, cidade sanguinária, cheia de imposturas, cheia de espoliação e de incessante rapinagem. Estalo de chicotes, fragor de rodas, cavalos relinchando, ringir de carros impetuosos, cavaleiros à carga, espadas brilhando e lanças reluzentes, trucidados sem conta, mortos aos montes; cadáveres sem fim, tropeça-se sobre os corpos. Farei cair sobre ti tuas abominações, e te lançarei em rosto merecidos insultos; de ti farei um exemplo. Assim, todos os que te virem, fugirão para longe, dizendo: ‘Nínive está em ruínas! Quem terá compaixão dela? Onde achar quem a console?'”
Já vem o dia em que serão arruinados e o seu destino se apressa em chegar. Porque o Senhor fará justiça ao seu povo e salvará todos aqueles que o servem. Saibam todos que eu sou, somente eu e não existe outro Deus além de mim: quem mata e faz viver, sou eu somente, sou eu que firo e eu que torno a curar. Se eu afiar a minha espada reluzente e com as minhas próprias mãos fizer justiça, dos adversários todos hei de me vingar e vou retribuir aos que odeiam.
Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o Reino dos Céus há de ser deles!
Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos adverte a não nos apegarmos às coisas deste mundo e nem fazermos delas o motivo de nosso viver. Pois o mundo passa e está destinado à sua própria corrupção, ruina e destruição. Em breve surgirá aquele grande dia em que Deus se vingará dos maus e dará a salvação aos justos e aos discípulos do Senhor.
Jesus Cristo, no Evangelho que ouvimos, nos garantiu que Deus havia providenciado de antemão um dia que seria o último dia do mundo, no qual ele realizaria o grande apocalipse da destruição deste mundo e do Juízo Final, dizendo “Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta” (Mt 16, 27).
Naquele dia, conforme as profecias dos antigos profetas, Deus haveria de restaurar Judá e Jerusalém, dando-lhes a paz e a salvação. E este dia deveria ser precedido pelo mensageiro da paz, conforme a profecia de Naum, que dizia: “Eis sobre os montes os passos de um mensageiro, que anuncia a paz. O Senhor há de restaurar a grandeza de Jacó, assim como a grandeza de Israel” (Na 2, 1; 3). E como proclamou o grande profeta Moisés, dizendo que aquele dia será o dia da justiça de Deus, quando ele haverá de destruir e arruinar a uns e haverá de salvar a outros, julgando cada um de acordo com a sua conduta; conforme as suas palavras: “Já vem o dia em que serão arruinados e o seu destino se apressa em chegar. Porque o Senhor fará justiça ao seu povo e salvará todos aqueles que o servem” (Dt 32, 35-36).
Mas também, caros irmãos, aquele grande dia seria o momento da vingança de Deus, no qual a ira de Deus recairia sobre todos os maus, que praticaram toda sorte de iniquidades. Coincidindo, assim, com o dia da destruição do mundo. Deus, então, mandou Moisés dizer a todo o povo as seguintes palavras, advertindo a todos sobre aquele grande dia da ira divina: “Saibam todos que eu sou, somente eu e não existe outro Deus além de mim: quem mata e faz viver, sou eu somente, sou eu que firo e eu que torno a curar. Dos adversários todos hei de me vingar e vou retribuir aos que odeiam” (Dt 32, 39-40). E o profeta Naum, por sua vez, apresentou aquele mesmo dia com palavras muito fortes e assustadoras, dizendo: “Ai de ti, cidade sanguinária, cheia de imposturas, cheia de espoliação e de incessante rapinagem. Verão espadas brilhando e lanças reluzentes, trucidados sem conta, mortos aos montes; cadáveres sem fim, tropeça-se sobre os corpos” (Na 3, 1; 3; 6).
Diante destas profecias podemos concluir, caros irmãos, que este mensageiro do Reino de paz seria, sem sombra de dúvidas, o nosso Senhor Jesus Cristo. Porém, no momento da sua primeira vinda, Jesus Cristo se apresentou aos homens revestido com as vestes da humildade, da mansidão e da paz! Pois, naquele momento, quando Jesus estava no meio do povo de Israel, na sua primeira vinda, ele anunciava o seu Evangelho da paz e da salvação, advertindo a todos para que não fossem tomados de surpresa naquele dia do Juízo Final. Com mansidão os advertia e preparava para aquela sua segunda e última vinda, na qual ele viria como Justo Juiz, para salvar uns e destruir outros. Por isso, ele advertia a todos a estarem preparados para aquele dia terrível; para que não se entregassem demasiadamente às coisas deste mundo.
Por este motivo, Jesus dizia:” Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida” (Mt 16, 25-26)? E todos aqueles que suportassem com paciência as provações e os maus tratos dos malvados, por guardarem-se na justiça e na santidade, seriam coroados de glória na vida eterna, como disse Jesus: “Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o Reino dos Céus há de ser deles” (Mt 5, 10)!
E por fim, Jesus concluiu este seu discurso, anunciando que em breve o Filho do homem, revestido de poder e glória, viria para julgar a todos, dizendo: “Pois, o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino” (Mt 16, 27-28).
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