

Naqueles dias, depois que o paralítico fora curado, Pedro e João ainda estavam falando ao povo quando chegaram os sacerdotes, o chefe da guarda do templo e os saduceus. Estavam irritados porque os apóstolos ensinavam o povo e anunciavam a ressurreição dos mortos na pessoa de Jesus. Fizeram Pedro e João comparecer diante deles e os interrogavam: “Com que poder ou em nome de quem vós fizestes isso?” Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: “Chefes do povo e anciãos, hoje estamos sendo interrogados por termos feito o bem a um enfermo e pelo modo como foi curado. Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré – aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos -, que este homem está curado diante de vós. Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se tornou a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos”.
Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” Os que temem o Senhor agora o digam: “Eterna é a sua misericórdia!” “A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! Ó Senhor, dai-nos a vossa alvação, ó Senhor, dai-nos também prosperidade!” Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!
Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
Naquele tempo, Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”. Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.
Caríssimos discípulos e discípulas do Cristo Ressuscitado! A Liturgia da Palavra desta sexta-feira da oitava da Páscoa nos leva a refletir sobro outros aspectos importantes que Jesus quis revelar aos seus discípulos nas suas aparições após a sua ressurreição.
Esta era, portanto, a terceira vez que Jesus aparecia aos apóstolos, vivo e ressuscitado! Desta vez, Jesus realizou uma pescaria milagrosa e fez com eles uma refeição preparada pelo próprio Jesus, ali na praia, com pães e peixes. De acordo com o testemunho de João: “Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos” (Jo 21, 12-13).
Nesta homilia, caros irmãos, haveremos de considerar um aspecto muito importante desta aparição de Jesus. Ou seja, fisicamente, o corpo de Jesus não revelava nada de sobrenatural ou que a glória divina transparecesse em seu corpo; e nem resplandecia em luzes, ao ponto de que o diferenciasse de qualquer outra pessoa humana. Pois, à primeira vista, os apóstolos não perceberam que aquele homem que estava ali na praia pudesse ser o Senhor Ressuscitado, o Filho de Deus. Somente depois do milagre da pesca milagrosa, abriram-se os olhos espirituais da fé, aí então, os apóstolos puderam reconhecer e acreditar que era o Jesus Ressuscitado! Fazendo com que João proclamasse imediatamente: “É o Senhor’“(Jo 21, 7)!
Assim sendo, quando todos juntos se reuniram bem perto de Jesus, que os convidava a uma refeição que o próprio Jesus havia preparado sobre a areia da praia, ninguém precisava de nenhuma explicação ou instrução a respeito de Jesus, pois todos estavam repletos da luz e da graça divina, cheios de fé, acreditando que este homem era realmente Jesus, o Senhor e Deus! “Por isso, nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor” (Jo 21, 12). E todos os discípulos que ali estavam, radiantes de alegria, louvavam ao Senhor em seus corações, dizendo: “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos. Que maravilhas ele fez a nossos olhos” (Sl 117, 24; 23)! E Jesus, ali na praia, preparou-lhes um banquete para celebrar este encontro tão sublime com o Senhor Ressuscitado, do seguinte modo: “Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos” (Jo 21, 13-14).
Mais tarde, Pedro e João, no início da missão apostólica, deram um brilhante testemunho desta fé. Desta forma, Pedro, convicto e consolidado nesta fé do Senhor Ressuscitado, diante do Sinédrio reunido e dos Sumos Sacerdotes, proclamou o querigma evangélico, cheio do Espírito Santo, dizendo: “Chefes do povo e anciãos, hoje estamos sendo interrogados por termos feito o bem a um enfermo e pelo modo como foi curado. Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré – aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos -, que este homem está curado diante de vós. Jesus é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se tornou a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos” (At 4, 8-12).
Deste modo, irmãos caríssimos, cheios de alegria poderemos também expressar a nossa fé no Cristo Ressuscitado, louvando-o e exaltando-o, todos juntos, digamos: “A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação” (Sl 117, 22-25).
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