

Naqueles dias, Israel partiu com tudo o que tinha. Ao chegar a Bersabeia, ofereceu sacrifícios ao Deus de seu pai Isaac. Deus falou a Israel em visão noturna, dizendo-lhe: “Jacó! Jacó!”. Ele respondeu: “Aqui estou!” E Deus lhe falou: “Eu sou Deus, o Deus de teu pai: não tenhas medo de descer ao Egito, pois lá farei de ti uma grande nação. Eu mesmo descerei contigo ao Egito e te reconduzirei de lá quando voltares; e é José que te fechará os olhos”. Jacó levantou-se e deixou Bersabeia, e seus filhos o puseram, com as crianças e as mulheres, sobre os carros que o Faraó enviara para os transportar. Levaram, também, tudo o que possuíam na terra de Canaã; e foram para o Egito, Jacó com toda a sua família, com seus filhos e netos, suas filhas e toda a sua descendência. Jacó enviou Judá na frente para avisar José e fazê-lo vir ao seu encontro em Gessen. E chegaram à terra de Gessen. José mandou atrelar seu carro e subiu a Gessen ao encontro do pai. Logo que o viu, lançou-se ao seu pescoço e, abraçado a ele, chorou longamente. Israel disse a José: “Agora, morrerei contente, porque vi a tua face e te deixo com vida”.
Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração. A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.
Quando o Paráclito vier, o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a toda a verdade, lembrar-vos-á de tudo o que eu tenho falado.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavras nos apresenta um Deus que cerca de cuidados os seus amigos e seus eleitos; a todos aqueles que se dignarem a fazer a sua vontade, sem considerar os perigos da vida. Estes seus eleitos não estariam isentos de provações, perigos e tribulações, mesmo estando sob a proteção e sob os cuidados do Senhor! Porém, apesar de tudo isto, eles teriam sobre si, seguramente, a mão protetora e forte de Deus, dando-lhes a sua graça e a sua salvação!
O abençoado e santo patriarca Jacó, já em idade avançada, teve que deixar os confortos da Terra Prometida para se refugiar no Egito, salvando-se da fome. Mas Deus veio ao seu encontro e o reconfortou e o encorajou a deixar Canaã e refugiar-se no Egito, onde teria as bênçãos e a proteção divina, dizendo-lhe: “’Jacó! Jacó!’. Ele respondeu: ‘Aqui estou!’ E Deus lhe falou: ‘Eu sou Deus, o Deus de teu pai: não tenhas medo de descer ao Egito, pois lá farei de ti uma grande nação. Eu mesmo descerei contigo ao Egito e te reconduzirei de lá quando voltares; e é José que te fechará os olhos’” (Gn 46, 2-4). E, cheio de confiança, Jacó partiu para o Egito, sabendo que estava fazendo a vontade de Deus.
Israel, cheio de confiança e de fé no Deus de seu pai Isaac, que lhe apareceu e lhe deu o conforto de estar fazendo a coisa certa, realizando a vontade de Deus, recebeu do Senhor a inspiração divina, que lhe dizia: “Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração. A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram” (Sl 36, 3-4; 40).
No Evangelho, caros irmãos, nós vemos o sábio e mestre Jesus Cristo, preparando as mentes e os corações dos seus discípulos para a obra missionária que ele os enviaria logo a seguir. Ele os preparava para o combate! Pois, cada apóstolo e cada discípulo deveria enfrentar corajosamente o mundo, com prudência e mansidão. Eles haveriam de encontrar, sem dúvida, muitas oposições e hostilidades; não apenas no tempo presente, mas também no tempo futuro; não apenas entre os judeus, mas também entre os gentios. Porém, poderiam contar sempre com as graças e a proteção divina! Por isso, Jesus lhes deu as seguintes orientações: “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 10, 16-17; 21-22).
Deste modo, caros irmãos, os pregadores do Evangelho da paz, do amor e do Reino de Deus sofreriam, certamente, duras oposições de seus inimigos, que com muita hostilidade e perseguições tentariam calar a voz do profeta. Assim como Jesus foi tratado pelos seus inimigos, os seus discípulos também seriam tratados; como disse Jesus: “Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem” (Mt 10, 18-20; 23).
No entanto, Jesus lhes dizia estas coisas para os confortar e encorajar na luta. Pois, não haviam motivos para se preocupar e temer os homens maus, visto que o Espírito Santo estaria sempre ao lado do fiel missionário de Cristo. Ele, o Paráclito, haveria de dar-lhes a sua força e a sua graça, inspirando neles a palavra da verdade, como disse o Senhor Jesus: “Quando o Paráclito vier, o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a toda a verdade, lembrar-vos-á de tudo o que eu tenho falado” (Jo 16, 13; 14,26).
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