

Moisés falou ao povo dizendo: “Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, e investiga de um extremo ao outro dos céus, se houve jamais um acontecimento tão grande, ou se ouviu algo semelhante. Existe, porventura, algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando-lhe do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha permanecido vivo? Ou terá vindo algum Deus escolher para si um povo entre as nações, por meio de provações, de sinais e prodígios, por meio de combates, com mão forte e braço estendido, e por meio de grandes terrores, como tudo o que por ti o Senhor vosso Deus fez no Egito, diante de teus próprios olhos? A ti foi dado ver tudo isso, para que reconheças que o Senhor é na verdade Deus, e que não há outro Deus fora ele. Do céu ele te fez ouvir sua voz para te instruir, e sobre a terra te fez ver o seu grande fogo; e do meio do fogo ouviste suas palavras, porque amou teus pais e, depois deles, escolheu seus descendentes. Ele te fez sair do Egito por seu grande poder, para expulsar, diante de ti, nações maiores e mais fortes do que tu, e para te introduzir na terra deles e dá-la a ti como herança, como tu estás vendo hoje. Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração, que o Senhor é o Deus lá em cima do céu e cá embaixo na terra, e que não há outro além dele. Guarda suas leis e seus mandamentos que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e vivas longos dias sobre a terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre”.
Penso em vossas maravilhas, ó Senhor! Recordando os grandes feitos do passado, vossos prodígios eu relembro, ó Senhor; eu medito sobre as vossas maravilhas e sobre as obras grandiosas que fizestes. São santos, ó Senhor, vossos caminhos! Haverá deus que se compare ao nosso Deus? Sois o Deus que operastes maravilhas, vosso poder manifestastes entre os povos. Com vosso braço redimistes vosso povo, os filhos de Jacó e de José. Como um rebanho conduzistes vosso povo e o guiastes por Moisés e Aarão.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles!
Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.
Caríssimos irmãos e irmãs, discípulos do Senhor Jesus! A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra que lá no Antigo Testamento o Deus único e verdadeiro, Senhor do céu e da terra, se revelou ao Povo de Israel para que os israelitas o adorasse como o seu Deus e praticassem os seus mandamentos. E, assim, tomassem posse da Terra Prometida. Já no Novo Testamento, Jesus Cristo veio ao encontro de seus discípulos, para que acreditassem que ele era o Senhor e Messias, o Deus verdadeiro; e que se congregassem na sua Igreja, a fim de conduzi-los no caminho de salvação, rumo ao Reino dos céus!
Na breve passagem do livro do Deuteronômio, que acabamos de ouvir, Moisés fez um magnífico resumo dos fundamentos da religião do Povo de Israel. Em poucas palavras, Moisés revelou que o Deus único e verdadeiro pela primeira vez em toda a história da humanidade, havia descido a este mundo para visitar Israel, o seu povo eleito. De uma forma surpreendente e maravilhosa Deus quis revelar-se a Israel para transformá-lo em seu povo e dar-lhe em herança a Terra Prometida. Como disse Moisés: “Existe, porventura, algum povo que tenha ouvido a voz de Deus falando-lhe do meio do fogo, como tu ouviste, e tenha permanecido vivo? Ou terá vindo algum Deus escolher para si um povo entre as nações, por meio de provações, de sinais e prodígios, como tudo o que por ti o Senhor vosso Deus fez no Egito, diante de teus próprios olhos? A ti foi dado ver tudo isso, para que reconheças que o Senhor é na verdade Deus, e que não há outro Deus fora ele” (Dt 4, 33-35).
A seguir, Moisés exortou todo o povo de Israel a permanecer fiel ao Senhor, adorando-o como o seu único Deus. E para demonstrar a sua fidelidade para com este Deus, todo o povo devia cumprir os seus mandamentos. Pois, somente assim eles tomariam posse da Terra Prometida aos seus pais, para ali permanecer em paz e prosperidade. Por isso, disse Moisés: “Reconhece, pois, hoje, e grava-o em teu coração, que o Senhor é o Deus lá em cima do céu e cá embaixo na terra, e que não há outro além dele. Guarda suas leis e seus mandamentos que hoje te prescrevo, para que sejas feliz, tu e teus filhos depois de ti, e vivas longos dias sobre a terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre” (Dt 4, 39-40).
Por fim, todo o povo de Israel, cheio de gratidão e de fé, elevou Deus o seguinte hino de louvor, cantando: “São santos, ó Senhor, vossos caminhos! Haverá deus que se compare ao nosso Deus? Sois o Deus que operastes maravilhas, vosso poder manifestastes entre os povos. Com vosso braço redimistes vosso povo, os filhos de Jacó e de José. Como um rebanho conduzistes vosso povo e o guiastes por Moisés e Aarão” (Sl 76, 15-16; 21).
Na passagem do Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus, em poucas palavras, revelou toda sua obra missionária neste mundo, que tinha como objetivo resgatar e salvar a humanidade. Jesus Cristo, o Senhor e Salvador, veio a este mundo para mostrar-nos o seu caminho de vida e de salvação! Por isso Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida” (Mt 16, 24-26)?
Portanto, o projeto de vida que Jesus propôs aos seu discípulos não tinha nada de mundano e terreno. Muito ao contrário, os seus discípulos foram estimulados por Jesus Cristo a renunciarem aos bem materiais deste mundo, para obterem os bens espirituais e eternos, que se encontravam em Deus, no Reino dos céus. E mais ainda! Foram estimulados a abraçar a sua cruz e a orientar as suas vidas na justiça e na caridade; mesmo que isto redundasse em tribulações e perseguições, como disse Jesus: “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles” (Mt 5, 10)!
E, por fim, advertindo os seus discípulos, Jesus Cristo exortou-os a terem uma conduta de vida aprovada por Deus, enquanto estivessem aqui neste mundo, pois, todos seriam julgados por ele no Juízo Final; conforme as sua palavras: “Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta” (Mt 16, 27).
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