"They got up, forced him out of the town, and brought him to the brow of the hill on which their town was built, so that they could throw him down the cliff. But he passed through the crowd and went on his way. (Luke, Chapter 4, 29-30). Woodcut after a drawing by Julius Schnorr von Carolsfeld (German painter, 1794 - 1872) from my archive, published in 1877."
Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque lhe tinha nascido na velhice. E por isso mandou fazer para ele uma túnica de mangas longas. 4Vendo os irmãos que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 12Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar o rebanho do pai em Siquém, 13disse Israel a José: “Teus irmãos devem estar com os rebanhos em Siquém. Vem, vou enviar-te a eles”. 17Partiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotaim. 18Eles, porém, tendo-o visto ao longe, antes que se aproximasse, tramaram a sua morte. 19Disseram entre si: “Aí vem o sonhador! 20Vamos matá-lo e lança-lo numa cisterna, depois diremos que um animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos”. 21Rúben, porém, ouvindo isto, disse-lhes: 22“Não lhe tiremos a vida!” E acrescentou: “Não derrameis sangue, mas lançai-o naquela cisterna do deserto, e não o toqueis com as vossas mãos”. Dizia isto, porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23Assim que José chegou perto dos irmãos, estes despojaram-no da túnica de mangas longas, pegaram nele 24e lançaram-no numa cisterna que não tinha água. 25Depois, sentaram-se para comer. Levantando os olhos, avistaram uma caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o Egito. 26E Judá disse aos irmãos: “Que proveito teríamos em matar nosso irmão e ocultar o seu sangue? 27É melhor vendê-lo a esses ismaelitas e não manchar nossas mãos, pois ele é nosso irmão e nossa carne”. Concordaram os irmãos com o que dizia. 28Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna, e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas: e estes o levaram para o Egito.
Mandou vir, então, a fome sobre a terra * e os privou de todo pão que os sustentava; 17um homem enviara à sua frente, * José que foi vendido como escravo. 18Apertaram os seus pés entre grilhões * e amarraram seu pescoço com correntes, 19até que se cumprisse o que previra, * e a palavra do Senhor lhe deu razão. 20Ordenou, então, o rei que o libertassem, * o soberano das nações mandou soltá-lo; 21fez dele o senhor de sua casa, * e de todos os seus bens o despenseiro.
Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai! Deus o mundo tanto amou que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna.
Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” 41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’ 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. 45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.
Caríssimos irmão em Cristo! A Liturgia da Palavra de hoje nos coloca diante do mistério do mal, escancarando o seu lado mais cruel e desumano, que é a inveja, e as suas consequências imediatas. A inveja talvez seja a raiz de todos os males que brotam no coração do homem.
Por isso, Jesus Cristo, o ungido do Pai, que foi a grande vítima da inveja humana, era, na verdade, o único remédio que cura e transforma o coração invejosos dos homens. Ele os liberta, pelo seu amor e misericórdia, da opressão maligna da inveja, imprimindo neles sentimentos nobres e justos, para se tornarem dignos habitantes das moradas eternas (Cfr. Jo 3, 16).
Quando a inveja se instala no coração do homem, ela começa a roer e fervilhar por dentro os instintos mais baixos e perigosos do ser humano. Pois a inveja desperta no homem os instintos mais mais perigosos e perversos, transformando-o, em pouco tempo, numa fera furiosa e selvagem, envenenando o seu coração, com a ira, o ódio e a calúnia. Começa, assim, a despertar dentro dele um rancor e um ódio sobre a sua vítima, de uma forma totalmente injustificáveis e gratuitos; usando de todos os meios para difamar o invejado. Portanto, a inveja imediatamente chama as suas companheiras mais próximas que são: o ódio a cólera e a mentira.
Como o invejoso não encontra motivos que justifiquem o seu ódio mortal e a sua cólera contra o invejado, ele precisa de pretextos e de justificativas esfarrapadas, para acusar falsamente o invejado de algum mal, que ele sabe que não cometeu. Por isso, antes de destruir e matar a sua vítima, o invejoso precisa destruir a reputação desta pessoa que ele odeia, acusando-a de forma vil e caluniosa. Além do mais, a inveja, unida ao ódio, à cólera, à calúnia, à crueldade e a todas as práticas persecutórias, ela comete todos tipos de injustiça e opressão contra a sua vítima.
Pois bem, caros irmãos! Nós vimos nas leituras que acabamos de ouvir que lá, no Antigo Testamento, José, um dos doze patriarcas e o filho mais amado de Jacó, teve que afrontar o monstro da inveja, que se instalara no coração de seus irmãos. Movidos por inveja, os irmãos de José não suportavam que “Israel amasse mais a José do que a todos os outros filhos, porque tinha nascido na sua velhice. Assim, vendo os irmãos que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente” (Gn 37, 3-4, 20). Porém, para se cumprirem os desígnios do Senhor, ele se serviu da maligna inveja dos patriarcas, enviando José ao Egito para salvar a todos da morte, conforme as palavras do profeta: “Deus mandou vir, então, a fome sobre a terra e os privou de todo pão que os sustentava; um homem enviara à sua frente, José que foi vendido como escravo. Apertaram os seus pés entre grilhões e amarraram seu pescoço com correntes, até que se cumprisse o que previra, e a palavra do Senhor lhe deu razão. Ordenou, então, o rei que o libertassem, o soberano das nações mandou soltá-lo; fez dele o senhor de sua casa, e de todos os seus bens o despenseiro” (Sl 104, 16-21).
Já, no Novo Testamento vemos Jesus Cristo, o Filho amado de Deus Pai, a se tornar alvo e vítima de uma inveja monstruosa, da parte de seus irmão no judaísmo, sobretudo dos Sumos Sacerdotes, dos chefes do povo e dos Mestres da Lei. Todos estes, unânimes num só sentimento e num só pensamento, envenenados pela perversa inveja, o perseguiram e o maltrataram ao ponto de o matar. Tanto José quanto Jesus, diante da sanha violenta dos invejosos, não se deixaram abater diante do seus perseguidores. Depositaram em Deus a sua causa, e receberam dele proteção e salvação! Ou ainda, como o próprio Jesus disse aos sumos Sacerdotes e aos fariseus: “‘a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’ Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, compreenderam que estava falando deles. Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta” (Mt 21, 42-46).
Deus, então, se servindo desta iníqua e perversa inveja dos irmãos de Jesus, para realizar o seu plano de redenção e de salvação de toda a humanidade. “Pois, Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna” (Jo 3, 16).
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