

Irmãos, se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro.
Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor! Senhor, meu coração não é orgulhoso, nem se eleva arrogante o meu olhar; não ando à procura de grandezas, nem tenho pretensões ambiciosas! Fiz calar e sossegar a minha alma; ela está em grande paz dentro de mim, como a criança bem tranquila, amamentada no regaço acolhedor de sua mãe. Confia no Senhor, ó Israel, desde agora e por toda a eternidade!
Se guardais minha palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos.
Naquele tempo, dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos exorta a fazermos todas as nossas obras para serem vista por Deus, afim de sermos agradáveis aos seus olhos. Assim, Deus haverá de nos retribuir com sua recompensa na vida eterna, nos céus! Assim sendo, praticando a generosidade com os pobres e guardando a comunhão de amor entre os irmãos, nos tornaremos autênticos discípulos de Cristo. Pois, “se guardais minha palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos” (Jo 8, 31-32).
São Paulo exortava os cristãos de Filipos a viverem uma vida fraterna bem sincera e intensa, da mesma forma como eles demonstravam ter fé e amor no Senhor Jesus Cristo. Por certo, o amor fraterno deveria ser o vínculo de união e de amor entre todos os membros da Igreja, da seguinte forma: “Aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro” (Fl 2, 2-4).
No Evangelho que ouvimos, Jesus Cristo fez, com toda delicadeza, uma observação sobre a falta de respeito e consideração de alguns convidados que participavam do mesmo banquete no qual Jesus estava presente. Ele percebeu, então, que muitos convivas procuravam assentar-se nos primeiros lugares, sem terem sido designados para tal posição. Então Jesus lhes sugeriu – no discurso de abertura do banquete – que seria mais prudente tomar um lugar mais humilde; pois, isto poderia ser motivo de honra ao ser chamado a ocupar um posto mais elevado. E, depois de dar-lhes esta sábia sugestão, Jesus disse-lhes: “Pois, aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Lc 14, 11).
Jesus, portanto, se servia de cada momento e circunstância para, sutilmente e com toda delicadeza, anunciar o seu Evangelho. Com isto, ele procurava despertar nas pessoas as mais elevadas virtudes, levando-as às práticas das boas obras; sobretudo aquelas que eram muito apreciadas por Deus. Deste modo, no final do banquete, ao ser convidado a dirigir a todos os convidados a sua palavra, Jesus fez os agradecimentos, e, a seguir, fez uma surpreendente sugestão, propondo-lhes a prática da generosidade e da misericórdia aos pobres e aos necessitados. Então, Jesus lhes disse: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos” (Lc 14, 12-13). Assim, depois de ter dito isto, Jesus percebeu que todos ficaram meio assustados e perplexos com esta sua sugestão, ele, por fim, concluiu dizendo-lhes: “Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos” (Lc 14, 14).
Deste modo, caros irmãos, todo homem que teme a Deus e confia no Senhor, com um coração humilde e generoso, poderá dizer a Deus em sua oração: “Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor! Senhor, meu coração não é orgulhoso, nem se eleva arrogante o meu olhar; não ando à procura de grandezas, nem tenho pretensões ambiciosas! Fiz calar e sossegar a minha alma; ela está em grande paz dentro de mim, como a criança bem tranquila, amamentada no regaço acolhedor de sua mãe. Confia no Senhor, ó Israel, desde agora e por toda a eternidade” (Sl 130, 1-3)!
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