

Irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis. Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. De fato, vós não recebestes um espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, no qual todos nós clamamos: Abá — ó Pai! O próprio Espírito se une ao nosso espírito para nos atestar que somos filhos de Deus. E, se somos filhos, somos também herdeiros — herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo — se realmente sofremos com ele, é para sermos também glorificados com ele.
Eis que Deus se põe de pé, e os inimigos se dispersam! Fogem longe de sua face os que odeiam o Senhor! Mas os justos se alegram na presença do Senhor rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor; é assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados. Ele é quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura. Bendito seja Deus, bendito seja cada dia, o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador; o Senhor, só o Senhor, nos poderá livrar da morte!
Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!
Naquele tempo, Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus. O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado”. O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.
Caros irmãos e irmãs! A Palavra de Deus que nos foi anunciada na Liturgia de hoje nos coloca diante de três espécies de inimigos que deveriam ser afrontados e combatidos com toda firmeza, sob a luz e sob a graça do Espírito Santo. Estes inimigos dos cristão e dos servos de Deus seriam os seguintes: os maus espíritos, os homens malvado, e as paixões desordenadas da carne. Portanto, ao afrontarmos tais inimigos deveríamos estar munidos e fortalecidos com a graça divina, que recebemos de nosso Senhor Jesus Cristo e do Espírito Santo, que habitam em nós.
Jesus Cristo veio em nosso socorro para lutar contra as artimanhas e opressões dos espíritos malignos. Ele veio para libertar-nos de seu poder e de suas perversidades. Jesus, no Evangelho que ouvimos, mostrou-nos que ele estava sempre pronto a combater estes espíritos malignos e a de enfrentar estes perversos e malvados espíritos. Pois, naquele tempo, estando Jesus na Sinagoga, enquanto pregava, ele “viu uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus” (Lc 13, 11-13). Com este gesto miraculoso, diante de toda a assembleia dos irmãos reunidos na sinagoga, Jesus devolveu a saúde a esta mulher, e expulsou o espírito maligno que a atormentava.
Depois de fazer o milagre de curar aquela mulher daquela enfermidade, e de expulsar o demônio, Jesus continuou a sua pregação, ensinado aquela multidão de judeus que ali estava, com toda mansidão e sabedoria. Porém, logo a seguir, Jesus teve que enfrentar uma situação extremamente constrangedora. O Chefe da sinagoga e alguns fariseus começaram a ter uma atitude agressiva contra Jesus, injuriando-o e acusando-o de um mal que não tinha cometido. Ou seja, o chefe da sinagoga, movido por inveja e por falsos e perversos raciocínios, começou a despejar sobre Jesus Cristo todo seu ódio e inimizade, pelo simples fato de Jesus ser um homem de Deus, justo e santo, que havia realizado um milagres em dia de sábado. Coisa realmente absurda e insana! Assim, cego de inveja e de ódio, “o chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: ‘Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado’” (Lc 13, 14).
Isto fez com que Jesus se voltasse ao chefe da sinagoga e a todos aqueles que apoiavam a sua perversa atitude, dizendo-lhes, com toda mansidão e severidade: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia” (Lc 13, 15-17).
Diante destas palavras de Jesus, caros irmãos, deu a impressão que o próprio Davi estivesse ali na sinagoga, presenciando aqueles acontecimentos, e que o fez inspirar o salmista a cantar o salmo 67, dizendo: “Eis que Deus se põe de pé, e os inimigos se dispersam! Fogem longe de sua face os que odeiam o Senhor! Mas os justos se alegram na presença do Senhor, rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor; é assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, liberta os prisioneiros e os sacia com fartura. Bendito seja Deus, bendito seja cada dia, o Deus da nossa salvação” (Sl 67, 3-7; 20). E os discípulos de Jesus, junto com todos os fiéis judeus que ali estavam, ficaram maravilhados com os sinais e com as palavras de Jesus; demonstrado publicamente a sua alegria e a sua fé no Cristo Senhor, exclamando em alta voz, dizendo: “Vossa palavra é a verdade; santificai-nos, ó Senhor, na verdade” (Cfr. Jo 17, 17)!
E, finalmente, o último inimigo a ser combatido, com o auxílio do Espírito Santo que habita em nós – conforme os ensinamentos de São Paulo -, deveria ser a carne, em suas paixões desordenadas e pecaminosas. Então, como disse São Paulo: “Caros irmãos, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis. Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. De fato, vós não recebestes um espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, no qual todos nós clamamos: Abá — ó Pai! O próprio Espírito se une ao nosso espírito para nos atestar que somos filhos de Deus” (Rm 8, 13-16).
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