

O Senhor endureceu o coração do Faraó, rei do Egito, que foi no encalço dos filhos de Israel, enquanto estes tinham saído de braço erguido. Os egípcios perseguiram os filhos de Israel com todos os cavalos e carros do Faraó, seus cavaleiros e seu exército, e encontraram-nos acampados junto do mar, perto de Fiairot, defronte de Beel-Sefon. Como o Faraó se aproximasse, levantando os olhos, os filhos de Israel viram os egípcios às suas costas. Aterrorizados, eles clamaram ao Senhor. E disseram a Moisés: “Foi por não haver sepulturas no Egito que tu nos trouxeste para morrermos no deserto? De que nos valeu ter sido tirados do Egito? Não era isso que te dizíamos lá: ‘Deixa-nos em paz servir os egípcios?’ Porque era muito melhor servir aos egípcios do que morrer no deserto”. Moisés disse ao povo: “Não temais! Permanecei firmes, e vereis o que o Senhor fará hoje para vos salvar; os egípcios que hoje estais vendo, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor combaterá por vós, e vós, ficai tranquilos”. O Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu serei glorificado às custas do Faraó, e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do Faraó, dos seus carros e cavaleiros”.
Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória: precipitou no mar Vermelho o cavalo e o cavaleiro! O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, pois foi ele neste dia para mim libertação! Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai e o honrarei. O Senhor é um Deus guerreiro, o seu nome é “Onipotente”: os soldados e os carros do Faraó jogou no mar. seus melhores capitães afogou no mar Vermelho, Afundaram como pedras e as ondas os cobriram. Ó Senhor, o vosso braço é duma força insuperável! Ó Senhor, o vosso braço esmigalhou os inimigos!
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba!
Naquele tempo, alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus: “Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti”. Jesus respondeu-lhes: “Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do juízo, os habitantes de Nínive
se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração, e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é maior do que Salomão”.
Caríssimos irmãos e irmãs! Já a mais dias a Liturgia da Palavra vem fazendo um paralelo entre a Páscoa da Libertação do povo de Israel com a Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje, a Liturgia da Palavra faz um paralelo entre a Páscoa da libertação na passagem do Mar Vermelho e a Páscoa da salvação no Juízo Final. Deste modo, na passagem do Mar Vermelho os hebreus sobreviveram e foram salvos, porém, os egípcios foram mortos e afogados nas águas. Por sua vez, no Juízo Final, os iníquos e os impenitentes serão condenados, e os justos, que fizerem penitência e acreditarem no Senhor e Salvador Jesus Cristo, serão salvos!
Recordamos, neste momento, caros irmãs, aqueles acontecimentos gloriosos da Páscoa dos Hebreus. Pois, naqueles tempos antigos, enquanto todo o povo de Israel marchava de forma ordeira e pacífica para fora do Egito, Deus lhe permitiu passar por uma última e extraordinária provação, para revelar o seu braço forte e todo o seu poder. Deus haveria de castigar o ímpio prepotente e perseguidor e haveria de salvar e libertar o seu povo eleito de forma definitiva.
Posto isto, “os egípcios, naquele tempo, perseguiram os filhos de Israel com todos os cavalos e carros do Faraó, seus cavaleiros e seu exército, e encontraram-nos acampados junto do mar. O Senhor disse, então, a Moisés: “Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu serei glorificado às custas do Faraó, e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros” (Êx 14, 9; 15-17). Assim, o Povo de Israel foi salvo e o Faraó, junto com todo o seu exército, se afogou no Mar Vermelho!
No Evangelho que acabamos de ouvir, encontramos os fariseus e mestres da Lei demonstrando uma excepcional dureza de coração em relação ao nosso Senhor Jesus Cristo; fazendo pouco caso dele e de seus milagres. Assim como os egípcios e o Faraó, outrora, trataram com dureza de coração ao Senhor Deus e hostilizaram Moisés e o povo Eleito; de modo semelhante os fariseus e mestres da Lei tratavam Jesus Cristo e os seus discípulos!
Jesus, então, vendo a dureza de corações daqueles judeus, fez-lhes um último apelo para que abrandassem os seus corações, fizessem penitência e se convertessem, dizendo-lhes: “Esta é uma geração má e adúltera que busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra” (Mt 12, 39-40) . Lembrava-os, ainda, aquele apelo que o profeta fizera aos judeus, dizendo-lhes: “Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba” (Sl 94, 8)!
Logo a seguir, Jesus aproveitou-se daquela circunstância para chamá-los mais uma vez á conversão, advertindo-os a respeito do Juízo Final, dizendo-lhes o seguinte: “No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas. No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração, e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão, e aqui está quem é maior do que Salomão” (Mt 12, 41-42).
Portanto, caros irmãos, não sigamos o exemplo dos fariseus e dos mestres da Lei, nem daquela geração má e adúltera do tempo de Jesus; e muito menos tenhamos um coração endurecido como do Faraó e dos egípcios daqueles tempos antigos. Mas, humildemente ouçamos a exortação de Cristo e nos convertamos! Pois, o Senhor Jesus Cristo, o Onipotente, é amável e indulgente com o seus amigos e terrivelmente severo contra os seus inimigos, que obstinadamente permanecem na incredulidade e no pecado.
Pois, do mesmo modo como Deus castigou os egípcios, afogando-os no mar, ele haveria de condenar à morte eterna os seus inimigos, no Juízo Final, lançando-os no fogo dos infernos. E, assim como ele salvou o seu povo eleito no Mar Vermelho, Jesus haveria de salvar a todos os seus eleitos, no Juízo Final, que fizessem penitência e que humildemente acreditassem no Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por isso, todos os que forem salvos pelo Senhor deveriam cantar o cântico de Moisés, dizendo: “O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, pois foi ele neste dia para mim libertação! Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai e o honrarei. Ó Senhor, o vosso braço é duma força insuperável! Ó Senhor, o vosso braço esmigalhou os inimigos” (Ex 15, 1-6)!
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