Irmãos, 22está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. 23Mas o filho da escrava nasceu segundo a carne, e o filho da livre nasceu em virtude da promessa. 24Esses fatos têm um sentido alegórico, pois essas mulheres representam as duas alianças: a primeira, Hagar, vem do monte Sinai; ela gera filhos para a escravidão. 26Porém, a Jerusalém celeste é livre, e é a nossa mãe. 27Pois está escrito: “Rejubila, estéril, que não dás à luz, prorrompe em gritos de alegria, tu que não sentes as dores do parto, porque os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os da mulher preferida”. 31Portanto, irmãos, não somos filhos de uma escrava; somos filhos da mulher livre. 5,1É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai pois firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão.
Louvai, louvai, ó servos do Senhor, * louvai, louvai o nome do Senhor! 2Bendito seja o nome do Senhor, * agora e por toda a eternidade! 3Do nascer do sol até o seu ocaso, * louvado seja o nome do Senhor! 4O Senhor está acima das nações, * sua glória vai além dos altos céus. 5Quem pode comparar-se ao nosso Deus, * 6que se inclina para olhar o céu e a terra? 7Levanta da poeira o indigente * e do lixo ele retira o pobrezinho.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba!
Naquele tempo, 29quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 30Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”.
Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo nosso Senhor! A Liturgia da Palavra de hoje é um convite de Deus à conversão. Este convite foi feito, outrora, aos que se mostravam indiferentes ou insensíveis diante dos apelos do Senhor, para que se arrependessem de seus pecados e buscassem o caminho de salvação. Por isso, caros irmãos, ouçamos aquele forte apelo que o profeta de Deus fez ao povo eleito, e que também se aplica a nós hoje em dia, dizendo: “Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba” (Sl 94, 8)!
Todos os evangelistas são unânimes em dizer que a pregação evangélica de Jesus, desde o início, consistia num convite à conversão de vida. Na qual, as pessoas que eventualmente acolhessem as suas palavras eram levadas a abandonar a vida de pecado, fazer penitência, e, assim, deviam abraçar o Reino de Deus, que Jesus estava lhes oferecendo.
Porém, depois de um certo tempo, chegando ao final de sua atividade profética e evangelizadora, Jesus percebeu que os frutos de conversão ficaram muito aquém do esperado. Os judeus, a quem ele dedicara todo seu trabalho missionário, infelizmente lhe viraram as costas, desprezando o seu Evangelho. Contudo, numa última tentativa de salvar alguns irmãos, Jesus fez um discurso bem inflamado e indignado, denunciando este comportamento inaceitável e absurdo, dizendo: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas” (Lc 11, 29-32).
Mais tarde, o Apóstolo Paulo se encontrava numa situação muito semelhante àquela vivida por Jesus, junto aos cristãos da comunidade dos gálatas. Ali, entre os gálatas, havia um grupo enorme de cristãos vindos do judaísmo que faziam menção de abandonar a fé cristã, para retornar ao judaísmo. Vendo o perigo iminente, São Paulo enviou-lhes uma carta, oferecendo-lhes argumentos doutrinais muito importantes, para demovê-los deste grande pecado, dizendo: “Irmãos, está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Mas o filho da escrava nasceu segundo a carne, e o filho da livre nasceu em virtude da promessa. Esses fatos têm um sentido alegórico, pois essas mulheres representam as duas alianças: a primeira, Hagar, vem do monte Sinai; ela gera filhos para a escravidão. Porém, a Jerusalém celeste é livre, e é a nossa mãe. Pois está escrito: “Rejubila, estéril, que não dás à luz, prorrompe em gritos de alegria, tu que não sentes as dores do parto, porque os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os da mulher preferida”. Portanto, irmãos, não somos filhos de uma escrava; somos filhos da mulher livre. É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai pois firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão” (Gl 4, 22-24; 26-27; 31. 5, 1).
Portanto, caros irmãos, não desanimemos de nossa fé e nem abandonemos o caminho de salvação. Estejamos bem atentos, com os olhos fixos no Senhor, e digamos juntos: “Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade! Do nascer do sol até o seu ocaso, louvado seja o nome do Senhor! O Senhor está acima das nações, sua glória vai além dos altos céus. Quem pode comparar-se ao nosso Deus, que se inclina para olhar o céu e a terra? Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho” (Sl 112, 2-7).
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