

Filhinhos, que ninguém vos desencaminhe. O que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que comete o pecado é do diabo, porque o diabo é pecador desde o princípio. Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado, porque a semente de Deus fica nele; ele não pode pecar, pois nasceu de Deus. Nisto se revela quem é filho de Deus e quem é filho do diabo: todo o que não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama o seu irmão.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aplauda o mar com todo ser que nele vive, o mundo inteiro e toda gente! As montanhas e os rios batam palmas e exultem de alegria, na presença do Senhor, pois ele vem, vem julgar a terra inteira. Julgará o universo com justiça e as nações com equidade.
Depois de ter falado, no passado, aos nossos pais, pelos profetas, muitas vezes; em nossos dias Deus falou-nos por seu Filho.
Naquele tempo, João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer: Cristo). Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra).
Caríssimos irmãos! Hoje, nas últimas celebrações litúrgicas do Tempo do Natal, nos colocamos diante do Senhor Jesus, como o nosso Salvador e Redentor. Ele é, conforme o testemunho de João Batista, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29)! Foi para isto que ele veio a este mundo: para ser o nosso Salvador e o nosso Redentor, libertando-nos da corrupção do pedado!
João Batista, apontando para Jesus, reconheceu-o como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 36)! João estava, naquele momento, revelando aos seus discípulos qual seria a identidade e a natureza espiritual daquele homem; e, ao mesmo tempo, ele revelou a missão específica de Jesus neste mundo! Deste modo, sendo reconhecido como “Cordeiro de Deus”, Jesus era visto pelo profeta como aquele que fora enviado por Deus para sacrificar-se pelos homens, como um cordeiro costuma ser imolado, para oferecer a Deus um sacrifício que lhe fosse agradável e que pudesse efetivamente libertar o homem da escravidão do pecado!
No dia anterior, Joãos Batista havia profetizado a mesma coisa a respeito de Jesus, dizendo que este “Cordeiro de Deus” tinha o poder de “tirar o pecado do mundo”, dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). Ao conferir a Jesus o poder de libertar-nos do pecado, ele estava revelando aos seus discípulos, que Jesus Cristo fora enviado por Deus a este mundo, para ser o nosso Salvador e Redentor, mediante o seu sacrifício, como um “Cordeiro”. E ao dizer que ele tinha o poder de “tirar os pecados do mundo” , estava dizendo que o seu sacrifício teria o efeito benéfico de nos livrar do pecado, recuperando a santidade e a justiça. E assim, ao sacrificar o seu corpo, ele iria derramar o seu sangue para a remissão dos pecados dos homens. Deste modo, em poucas palavras, João Batista revelou aos seus discípulos a missão redentora e salvífica de Jesus.
Com estas palavras, João Batista disse que a salvação eterna e a redenção dos nossos pecados seriam os motivos principais de sua vinda a este mundo. Por isso, são João disse em sua carta: “O que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que comete o pecado é do diabo, porque o diabo é pecador desde o princípio. Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo. Todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado, porque a semente de Deus fica nele; ele não pode pecar, pois nasceu de Deus” (1Jo 3, 7-9). Portanto, Jesus veio a este mundo para dar-nos vida e salvação; para purificar-nos de nossos pecados; para livrar-nos do domínio do diabo. Estes são os frutos e os efeitos do Mistério da Encarnação de nosso Senhor Jesus Cristo. Por estes motivos Jesus Cristo veio habitar entre nós! Ele se encarnou! Ele assumiu a nossa condição humana neste mundo! Tudo isto Ele o fez para nos conceder a justificação, a vida e a salvação!
Depois que os discípulos de João foram devidamente iluminados pela fé em Jesus Cristo como o “Cordeiro de Deus”, eles se sentiram atraídos por aquele homem e foram ao seu encontro. “E assim, ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou-lhes: ‘O que estais procurando?’ Eles disseram: ‘Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?’ Jesus respondeu: ‘Vinde ver’. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus” (Jo 1, 37-40).
A partir deste momento o profeta se calou, deixando com que o próprio Senhor e Mestre Jesus Cristo os ensinasse, anunciando-lhes o seu Evangelho, como disse o Apóstolo: “Depois de ter falado muitas vezes, no passado, aos nossos pais pelos profetas, em nossos dias Deus falou-nos por seu Filho Jesus Cristo” (Hb 1, 1-2). E assim, considerando tais palavras, elevemos a Deus um hino de louvor, por nos ter dado tão grande e poderoso Salvador, que nos libertou de nossos pecados, dizendo: “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus” (Sl 97, 1-3).
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