

Irmãos, cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. Daà esta palavra: “Tendo subido à s alturas, ele capturou prisioneiros, e distribuiu dons aos homens”. “Ele subiu”! Que significa isso, senão que ele desceu também à s profundezas da terra? Aquele que desceu é o mesmo que subiu mais alto do que todos os céus, a fim de encher o universo. E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude. Assim, não seremos mais crianças ao sabor das ondas, arrastados por todo vento de doutrina, ludibriados pelos homens e induzidos por sua astúcia ao erro. Motivados pelo amor queremos ater-nos à verdade e crescer em tudo até atingirmos aquele que é a Cabeça, Cristo. Graças a ele, o corpo, coordenado e bem unido, por meio de todas as articulações que o servem, realiza o seu crescimento, segundo uma atividade à medida de cada membro, para a sua edificação no amor.
Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi.
Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida!
Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notÃcias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifÃcios que ofereciam. Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’ “.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje se apresenta como um grande apelo de conversão. E este apelo de conversão consiste, basicamente, em convencer-nos a abandonar a vida atual de pecado para que abracemos, assim, uma vida nova, em comunhão com Cristo Senhor e Salvador e em conformidade ao seus Evangelho! E, assim, seguindo Jesus Cristo na sua Igreja, estaremos unidos num mesmo objetivo, ajudando-nos mutuamente no árduo caminho de salvação, que nos levará à Jerusalém celeste! Como disse-nos o Senhor através do profeta Ezequiel: “Não quero a morte do pecador, mas que ele volte, se converta e tenha vida” (Ez 33, 11)!
Jesus Cristo, o Salvador e Redentor de nossas vidas, foi o primeiro e mais entusiasmado arauto de nossa conversão. Como vimos na passagem do Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus Cristo se servia de todas as circunstâncias e de todos os recursos de linguagem para convencer as pessoas a se converterem e acolherem o seu Evangelho de salvação! Pois, o objetivo primordial de Jesus Cristo nas suas pregações era despertar nas pessoas um espÃrito humilde e sincero de arrependimento dos seus pecados, para dar-lhes o perdão de suas faltas. Visto que, somente assim, ele conseguiria entrar nos seus corações, para libertá-las de seus pecados e desenvolver dentro delas um processo de conversão e de salvação!
Assim, caros irmãos, conforme a passagem do Evangelho que ouvimos, Jesus chamava a atenção das pessoas para que elas não se deixassem levar pela ilusão de pensar que elas fossem melhores do que as outras, ou ainda, que elas se achassem sem pecado, pelo simples fato de não terem sido castigadas por alguma calamidade ou sofrido algum acidente. Esta era, contudo, a mentalidade dos judeus nos tempos de Jesus. Portanto, para corrigir tal distorção e fazê-los reconhecer os seus pecados, Jesus chamava-os à conversão, exortando-os a fazerem penitência. Pois, “naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notÃcias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifÃcios que ofereciam. Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo” (Lc 13, 1-5).
E para completar esta mensagem de penitência e de conversão, Jesus exortou os seus ouvintes, de uma forma bem delicada e afável, através da seguinte parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás'” (Lc 13, 6-9).
Outrora, em tempos antigos, o Salvador e Redentor Jesus Cristo já dizia, por boca de Ezequiel, as seguintes palavras: “Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida” (Ez 33, 11). E o profeta Davi, o grande arauto e cancioneiro do Senhor e Salvador Jesus Cristo, exortava os judeus devotos a peregrinarem firmes e alegres rumo à Casa do Senhor, na Jerusalém Celeste, dizendo: “Que alegria, quando ouvi que me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor!’ E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede da justiça lá está e o trono de Davi” (Sl 121, 1-5).
Deste modo, uma vez convertidos, nós serÃamos, então, integrados na Igreja de Cristo, que é o verdadeiro caminho de salvação que o Senhor e Salvador Jesus Cristo estabeleceu para nós aqui neste mundo. Assim, perseverando nesta Igreja, nós serÃamos confirmados na graça e na santidade, deixando-nos conduzir pelas mãos firmes dos ministros e dos pastores que Cristo nos deixou; como disse Paulo: “Foi Jesus Cristo quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude. Assim, motivados pelo amor, queremos ater-nos à verdade e crescer em tudo até atingirmos aquele que é a Cabeça, Cristo. Graças a ele, o corpo, coordenado e bem unido, por meio de todas as articulações que o servem, realiza o seu crescimento, segundo uma atividade à medida de cada membro, para a sua edificação no amor. (Ef 4, 11-13; 15-16).
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