

CarÃssimos, se alguém dentre vós está sofrendo, recorra à oração. Se alguém está alegre, entoe hinos. Se alguém dentre vós estiver doente, mande chamar os presbÃteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração feita com fé salvará o doente e o Senhor o levantará. E se tiver cometido pecados, receberá o perdão. Confessai, pois, uns aos outros, os vossos pecados e orai uns pelos outros para alcançar a saúde. A oração fervorosa do justo tem grande poder. Assim Elias, que era um homem semelhante a nós, orou com insistência para que não chovesse, e não houve chuva na terra durante três anos e seis meses. Em seguida tornou a orar, e o céu deu a chuva e a terra voltou a produzir o seu fruto. Meus irmãos, se alguém de vós se desviar da verdade e um outro o reconduzir, saiba este que aquele que reconduz um pecador desencaminhado salvará da morte a alma dele e cobrirá uma multidão de pecados.
Senhor, eu clamo por vós, socorrei-me; quando eu grito, escutai minha voz! Minha oração suba a vós como incenso, e minhas mãos, como oferta da tarde! Ponde uma guarda em minha boca, Senhor, e vigias às portas dos lábios! A vós, Senhor, se dirigem meus olhos, em vós me abrigo: poupai minha vida!
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!
Naquele tempo, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discÃpulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.
CarÃssimos irmãos e irmãs em Cristo nosso Senhor! A Liturgia da Palavra nos deu algumas orientações muito interessantes para que saibamos, de fato, fazer a coisa certa e como devemos nos comportar para agradar a Deus. Ela nos diz quais seriam os critérios e as condições necessárias para atrair as boas graças de Deus, tanto em nossas orações quanto em nossa conduta de vida para podermos, assim, entrar no seu Reino Eterno.
Foram realmente intrigantes e desconcertantes as palavras de Jesus, quando ele se pôs a falar sobre o Reino de Deus. Ele surpreendeu a todos que o ouviam! Ele se servia de todas as realidades que estavam ao seu redor, para ensinar aos seus discÃpulos e a todos aqueles que ouviam as suas pregações a respeito dos mistérios do Reino de Deus. Ele costumava contar histórias, fazer comparações e parábolas, servindo-se de coisas da natureza, ou ainda dava o exemplo de determinadas pessoas ou realidades da vida cotidiana. Deste modo, no Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus tomou as crianças que se aproximavam dele para dar um exemplo e explicar-lhes os mistérios do Reino, dizendo: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele” (Mc 10, 14-15).
Em outra circunstância ele disse a mesma coisa, com outras palavras, expressando a sua doutrina em forma de oração, dizendo: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores” (Mt 11, 25)!
Com isto, Jesus quis dizer que no Reino de Deus entrariam todos aqueles que, embora sendo adultos, conservassem dentro de si um coração manso, bondoso e humilde, como de uma criança. E que estas pessoas guardassem uma consciência limpa e inocente, sem malÃcia e sem nenhum pecado grave, como as crianças costumam ter. Esta sincera e espontânea bondade e docilidade das crianças agradava muitÃssimo o coração de Cristo. Com isto, sem que estas pessoas lhe pedissem, ele as cobriria de graças e de bênçãos, assim como ele fez com aquelas crianças que foram até bem junto dele, pedindo que o Senhor as abençoassem. Pois, naquele momento, “Jesus foi até à quelas crianças e as abraçava e as abençoava, impondo-lhes as mãos” (Mc 10, 16).
E, acima de tudo, caros irmãos, como dizia São Tiago, o pecador que eventualmente tivesse perdido a inocência da santa infância, não deveria se desanimar e nem se deixar afundar na malÃcia de seu coração. Ao contrário, com toda a confiança deveria pedir a Deus o perdão de seus pecados e imediatamente recuperar a pureza e a santidade dos justos. Diante disto, São Tiago insistia, dizendo: “Se tiver cometido pecados, receberá o perdão. Confessai, pois, uns aos outros, os vossos pecados e orai uns pelos outros para alcançar a saúde. A oração fervorosa do justo tem grande poder” (Tg 5, 15-16).
Assim, como crianças que têm a Deus por Pai, recorramos a Ele em todas as nossas necessidades. Elevemos a ele preces e orações com fé e piedade. Como disse o Apóstolo: “Se alguém dentre vós está sofrendo, recorra à oração. Se alguém está alegre, entoe hinos. Se alguém dentre vós estiver doente, mande chamar os presbÃteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração feita com fé salvará o doente e o Senhor o levantará” (Tg 5, 13-15).
E, finalmente, elevando a Deus um pedido de perdão e de misericórdia, imploremos a Deus proteção e aconchego em seus baços, como costumam fazer as crianças com seus pais, dizendo: “Senhor, eu clamo por vós, socorrei-me; quando eu grito, escutai minha voz! Minha oração suba a vós como incenso, e minhas mãos, como oferta da tarde! Ponde uma guarda em minha boca, Senhor, e vigias à s portas dos lábios! A vós, Senhor, se dirigem meus olhos, em vós me abrigo: poupai minha vida” (Sl 140, 1-3; 8)!
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