

Irmãos, foi construída uma primeira tenda, chamada o Santo, onde se encontravam o candelabro, a mesa e os pães da proposição. Atrás da segunda cortina, havia outra tenda, chamada o Santo dos Santos. Cristo, porém, veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Através de uma tenda maior e mais perfeita, que não é obra de mãos humanas, isto é, que não faz parte desta criação, e não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, ele entrou no Santuário uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna. De fato, se o sangue de bodes e touros, e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros os santifica e realiza a pureza ritual dos corpos, quanto mais o Sangue de Cristo, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo, pois, em virtude do espírito eterno, Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha.
Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra. Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta. Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei! Porque Deus é o grande Rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso.
Abri-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus!
Naquele tempo, Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.
Caríssimos irmãos! A Liturgia da Palavra de hoje nos coloca diante de Jesus Cristo, em duas situações bem diversas. Primeiramente o encontramos em sua casa em Cafarnaum, rodeado de uma grande multidão. A seguir, ele foi surpreendido com a visita de alguns parentes dele que estavam muito confusos e escandalizados com Jesus, que tinham a intensão de agarrá-lo e prendê-lo. Numa outra situação, bem distinta desta desta anterior, encontramos Jesus Cristo na sua Tenda Celeste, exercendo lá nos céus o seu ministério sacerdotal e régio, como Sumo Sacerdote dos bens eternos; do modo como veio descrito na Carta ao Hebreus. Pois, lá nos céus, como dizia Paulo, “havia outra tenda, chamada o Santo dos Santos. No qual Cristo, era o sumo sacerdote dos bens futuros” (Hb 9, 11).
Na medida em que Jesus se tornava, gradativamente, mais conhecido e a sua fama se espalhava por toda a região da Galileia, as pessoas começavam a aglomerar em torno dele em grandes multidões. Muitas pessoas queriam vê-lo, encontrar-se com ele, e presenciar algum prodígio. Muitos vinham até Jesus para ouvir sua pregação, mas sobretudo, movidos pela curiosidade de verificar os fenômenos extraordinários e maravilhosos que ele realizava.
Muitos começaram a formar um conceito muito elevado de Jesus, reconhecendo-o como um profeta, ou amigo de Deus, cheio de dons e de graças divinas. Outros acreditavam que ele era o Messias prometido pelos profetas! A sua fama de homem santo e cheio da graça divina crescia! As pessoas naturalmente se sentiam atraídas por ele e queriam estar ao seu lado, para acompanhá-lo de perto, e presenciar aquele espetáculo de prodígios.
Estas multidões de pessoas que o rodeavam, o elogiavam e o aclamavam como o Divino Mestre, o Messias e filho de Davi! Por estarem de tal modo maravilhadas e extasiadas por este Messias e Filho de Davi, elas elevavam a Deus a seguinte oração: “Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra. Por entre aclamações Deus se elevou. Porque Deus é o grande Rei de toda a terra.” (Sl 46, 2-3; 6-8)!
Os próprios fiéis discípulos de Cristo andavam ansiosos para ouvir as suas palavras; e quanto mais ouviam, mais desejavam ser instruídos por aquelas palavras tão cheias de sabedoria e de graça. Por isso, eles imploravam a Jesus, dizendo: “Abri-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a tua palavra” (At 16, 14)!
Pois, na verdade, este Jesus Cristo, o Messias, certamente veio a este mundo para inaugurar um novo e eterno sacerdócio, como revelou o Espirito Santo na Carta aos Hebreus, dizendo: “Cristo, porém, veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Através de uma tenda maior e mais perfeita, que não é obra de mãos humanas, isto é, que não faz parte desta criação, e não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, ele entrou no Santuário uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna” (Hb 9, 11-12).
Entretanto, na mesma proporção que aumentava a sua fama entre as pessoas que o amavam, o apreciavam e o louvavam, também começavam a aparecer, sorrateiramente, as pessoas com más intenções, movidas pela inveja e pela maledicência; que começavam a fazer comentários negativos e depreciativos a respeito de Jesus Cristo. Facilmente levantavam suspeitas, calúnias e acusações. Provocavam, com isso, certos tumultos agressivos, com acusações infames e até perseguições. Como de costume, a inveja e a calúnia provocam reações agressivas que acabam pervertendo tudo. No Evangelho que acabamos de ouvir, nós vimos como certos familiares de Jesus, que deram ouvidos a estes invejosos detratores de Jesus, começaram a ficar preocupados com ele.
Então estes familiares de Jesus que começaram a ficar incomodados com a sua fama e dando ouvidos aos invejosos caluniadores, tentaram atacar jesus e prendê-lo, Como disse o Evangelista Marcos: “Naquele tempo, Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si” (Mc 3, 20-21). Movidos por inveja e pela malícia de seus corações, e instigados pelo Maligno, os próprios familiares começaram a persegui-lo, tomando, por pretexto, a acusação de que Jesus estivesse ficando louco!
WhatsApp us