É a voz do meu amado! Eis que ele vem saltando pelos montes, pulando sobre as colinas. 9O meu amado parece uma gazela, ou um cervo ainda novo. Eis que ele está de pé atrás de nossa parede, espiando pelas janelas, observando através das grades. 10O meu amado me fala dizendo: “Levanta-te, minha amada, minha rola, formosa minha, e vem! 11O inverno já passou, as chuvas pararam e já se foram. 12No campo aparecem as flores, chegou o tempo das canções, a rola já faz ouvir seu canto em nossa terra. 13Da figueira brotam os primeiros frutos, soltam perfume as vinhas em flor. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem! 14Minha rola, que moras nas fendas da rocha, no esconderijo escarpado, mostra-me teu rosto, deixa-me ouvir tua voz! Pois a tua voz é tão doce, e gracioso o teu semblante”.
Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! 15O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. 16Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! 17O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores 18acomo nos dias de festa”.
Dai graças ao Senhor ao som da harpa, * na lira de dez cordas celebrai-o! 3Cantai para o Senhor um canto novo, * com arte sustentai a louvação! 11Mas os desígnios do Senhor são para sempre, † e os pensamentos que ele traz no coração, * de geração em geração, vão perdurar. 12Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, * e a nação que escolheu por sua herança! 20No Senhor nós esperamos confiantes, * porque ele é nosso auxílio e proteção! 21Por isso o nosso coração se alegra nele, * seu santo nome é nossa única esperança.
Ó Emanuel, sois nosso rei e orientador: vinde salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra neste tempo do Advento nos apresenta a profunda e intensa relação que Maria Santíssima, a Mãe de Deus, tinha com seu filho Jesus Cristo, o seu Senhor e o seu Salvador. Maria, por causa de sua fé profunda em Deus, teve a graça de ser a mãe do seu Senhor. Assim, ela estabeleceu uma relação de profundo amor com seu filho Jesus Cristo e de uma inabalável confiança no Salvador e Senhor Jesus Cristo.
Quando Maria foi visitar a sua prima Isabel, que estava para dar à luz o seu filho João, Maria também estava grávida, levando em seu seio o nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, no momento em que Maria saudou Isabel, o Espírito Santo foi derramado sobre todos eles, conforme o testemunho de Isabel, pois, “quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo” (Lc 1, 41). E assim, movida pelo Espírito Santo, Isabel profetizou, dizendo: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu” (Lc 1, 42-45).
Neste momento o Espírito Santo nos revelou, por meio de Isabel, que Maria fora elevada à mais alta glória e bem-aventurança, por ter sido digna de trazer em seu seio o menino Jesus, o Salvador. E que este menino era o Senhor, tanto de Isabel quanto de Maria. E, finalmente, Isabel rende-lhe uma homenagem toda especial, dizendo que tudo isto acontecera devido a fé de Maria que acreditou nos desígnios misteriosos de Deus.
Com esta saudação profética de Isabel nós somos capazes de saber um pouco do que se passava entre Maria e o seu filho Jesus Cristo, desde quando ele ainda estava em seu seio. Ocorria ali uma relação de amor materno e filial profundos. Semelhante àquele amor expresso nas palavras do Cântico dos Cânticos, onde se descreve a relação de amor entre o Amado e a Amada. Ali, nestas poesias deste livro sagrado, o profeta descrevia aquele encantamento, aquela alegria e aquela felicidade espiritual que o Amado sente por estar na presença da pessoa Amada, dizendo: “É a voz do meu amado! Eis que ele vem saltando pelos montes, pulando sobre as colinas. O meu amado parece uma gazela, ou um cervo ainda novo. Eis que ele está de pé atrás de nossa parede, espiando pelas janelas, observando através das grades. O meu amado me fala dizendo: “Levanta-te, minha amada, minha rola, formosa minha, e vem” (Cc 2, 8-10)!
Ou ainda poderíamos comparar Maria com a cidade de Sião, como fez o profeta Sofonias. Desta forma, Maria trazendo em seu seio o Senhor Jesus Cristo seria semelhante à cidade de Jerusalém que tinha junto a si o seu rei e Senhor, como disse o profeta: “Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor”(Sf 3, 14-17). “Pois ele ele é o Emanuel, nosso rei e orientador: vinde salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus” (Acl. ao Ev.)!
Assim sendo, Maria trazendo em seu seio o Senhor e Salvador nosso, Jesus Cristo, elevava a Deus o seguinte salmo de louvor, dizendo: “Cantai para o Senhor um canto novo. Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança” (Sl 32, 3; 12; 20-21).
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