

Naqueles dias, o profeta Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: “Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei”. Elias respondeu: “Vai e volta! Pois o que te fiz eu?” Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço.
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.
Inclinai meu coração às vossas advertências, e dai-me vossa lei como um presente vantajoso!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discÃpulos: “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Não jures tão pouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.
CarÃssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra da celebração de hoje nos ensina a sermos discÃpulos e servos fiéis e sinceros do Senhor, o nosso Deus. Por isso, o Senhor espera de seus discÃpulos uma atitude de prontidão no seguimento, assim como fez Eliseu quando recebeu o chamado do profeta Elias. E, ao mesmo tempo, ele espera que sejam verdadeiramente sinceros e disponÃveis em segui-lo, como discÃpulos e missionários do Evangelho da verdade e da salvação.
O chamado que Elias fez a Elizeu, para ser o seu discÃpulo e sucessor no ministério profético, apresentava boas semelhanças com aquele chamamento que Jesus fez aos seus discÃpulos. Uma das coisas que mais impressionou na resposta vocacional de Elizeu, muito semelhante à dos apóstolos, foi a sua prontidão e a sua fé, reconhecendo que o chamado de Elias equivalia a um chamado de Deus! Como disse o escritor sagrado: “O profeta Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: ‘Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei.’ Elias respondeu: ‘Vai e volta! Pois o que te fiz eu?’ Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço” (1Rs 19, 19-21).
Jesus Cristo, no Evangelho que acabamos de ouvir, disse aos seus discÃpulos, que, além da boa disposição e prontidão em segui-lo, era necessário que o bom discÃpulo tivesse o compromisso com a verdade e com a sinceridade. E, além disso, Jesus acrescentou o seguinte: se o bom discÃpulo quiser dar garantias de sua veracidade e da sua sinceridade, ele não precisaria, e nem deveria, utilizar-se do recurso do juramento. Pois, bastaria que ele fosse veraz e sincero! Dizendo sim, quando for sim! E dizer não quando tiver que dizer não! Nada mais! Por isso, Jesus disse: “Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Não jures tão pouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso ‘sim’: ‘Sim’, e o vosso ‘não’: ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno” (Mt 5, 35-37).
Esta mesma sinceridade e prontidão em seguir o Senhor, ele quer ver-nos com esta mesma disposição em cumprir os seus preceitos, como disse o profeta: “Inclinai, ó Deus, meu coração à s vossas advertências, e dai-me vossa lei como um presente vantajoso” (Sl 118, 36.29)!
Desta forma, todo aquele que perseverar nos caminhos do Senhor, como discÃpulo autêntico e sincero, poderá cantar ao Senhor o seguinte salmo: “Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: ‘Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção'” (Sl 15, 1-2; 5; 7-10).
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