

Quando Jacó acabou de dar suas instruções aos filhos, recolheu os pés sobre a cama e morreu; e foi reunido aos seus. Ao verem que seu pai tinha morrido, os irmãos de José disseram entre si: “Não aconteça que José se lembre da injúria que padeceu, e nos faça pagar todo o mal que lhe fizemos”. E mandaram dizer-lhe: “Teu pai, antes de morrer, ordenou-nos que te disséssemos estas palavras: ‘Peço-te que esqueças o crime de teus irmãos, e o pecado e a maldade que usaram contra ti’. Nós pedimos, pois, que perdoes o crime dos servos do Deus de teu pai”. Ouvindo isto, José pôs-se a chorar. Vieram seus irmãos e prostraram-se diante dele, dizendo: “Somos teus servos”. Ele respondeu: “Não tenhais medo. Sou eu, porventura, Deus? Vós pensastes fazer mal contra mim. Deus, porém, converteu-o em bem, para dar vida a um povo numeroso, como vedes presentemente. Não temais: eu vos sustentarei e a vossos filhos”. E assim os consolou, falando-lhes com doçura e mansidão. E José ficou morando no Egito, com toda a família de seu pai, e viveu cento e dez anos. José viu os filhos de Efraim até à terceira geração, e os filhos de Maquir, filho de Manassés, que José também recebeu sobre seus joelhos. José disse aos seus irmãos: “Eu vou morrer. Deus vos visitará e vos fará subir deste país para a terra que ele jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó”. Depois de tê-los feito jurar e de ter dito: “Quando Deus vos visitar, levai daqui os meus ossos convosco”, José morreu, completando cento e dez anos de vida.
Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá. Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.
Felizes sereis vós, se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares! Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra nos ensina que os santos patriarcas das Doze Tribos de Israel e os Doze Apóstolos de Jesus Cristo aprenderam do Senhor seu Deus – pois o Senhor e Salvador Jesus Cristo era o mesmo Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó – a praticarem o bem e a perdoarem-se mutuamente. E sobretudo, ensinou-os a suportar com paciência todo tipo de agressões e ofensas por amor ao Senhor, a fim de ser por ele recompensado. Deste modo, a recompensa dos Patriarcas de Israel foi a promessa da libertação do Egito, para tomar posse da Terra Prometida. Já os Apóstolos de Cristo tiveram a promessa da salvação, para tomar posse do Reino de Deus!
José, o filho de Jacó e vice-rei do Egito, nos deu um testemunho de sua grandeza de espírito e de sua generosidade. Ele já não guardava mais nenhum rancor contra seus irmãos. Inclusive muito antes dos honrados patriarcas pedirem o perdão pelo mal que haviam cometido contra ele, José já os havia perdoado de todo o coração! Ele mesmo ficou muito triste ao saber que os irmãos temiam a vingança dele, depois da morte do pai. Ele deu provas de que o homem que teme a Deus, é sábio e justo, não se deixa levar pelo rancor e pelo desejo de vingança. Ele se conduziu pela mansidão e pela generosidade.
Foi realmente comovente, caros irmãos, o testemunho de José, quando ele disse: “Não tenhais medo. Sou eu, porventura, Deus? Vós pensastes fazer mal contra mim. Deus, porém, converteu-o em bem, para dar vida a um povo numeroso, como vedes presentemente. Não temais: eu vos sustentarei e a vossos filhos”. E assim os consolou, falando-lhes com doçura e mansidão” (Gn 50, 19-21). E depois de ter dito isto aos seus irmãos, José profetizou sobre a sua futura libertação e o retorno à terra prometida aos seus pais, dizendo: “Eu vou morrer. Deus vos visitará e vos fará subir deste país para a terra que ele jurou dar a Abraão, Isaac e Jacó” (Gn 50, 24).
A seguir, José deu um belo testemunho de ter sido educado pelo santo Israel, o servo de Deus. Ele era o mais autêntico descendente de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, que procurava a face do Senhor, temendo o seu santo nome, como disse o salmista: “Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá. Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido” (Sl 104, 1-4).
No Evangelho, nós vimos Jesus Cristo reunindo os seus discípulos em torno de si, depois de recebê-los de volta daquela feliz e bem sucedida experiência missionária. Então, colocando-se diante deles como o divino mestre, Jesus Cristo os encorajava para a luta, prometendo-lhes a sua força e proteção, e que os haveria de dar uma gloriosa recompensa, dando-lhes a salvação em seu Reino Eterno!
Portanto, os discípulos deveriam estar prontos para enfrentar todo tipo de pessoas, culturas, religiões e povos. Jesus os preparou, com toda a prudência, alertando-os para os inúmeros perigos, oposições, hostilidades e contrariedades, dizendo-lhes: “O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares! Não tenhais medo deles. O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia. Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não tenhais medo! Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus” (Mt 10, 24-32). Deste modo, Jesus deu todas as garantias aos seus discípulos de que ele os protegeria neste mundo e lhes daria a salvação na vida eterna.
Jesus os exortava dizendo que tudo aquilo que eles haveriam de ensinar aos outros deveriam aplicar, primeiramente, a si mesmos em suas vidas. Por isso, tomando as palavras de Davi, Jesus dizia-lhes: “Humildes, procurai o Senhor Deus, e o vosso coração reviverá. Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face” (Sl 104, 3-4)! E por fim, São Pedro completou dizendo: “Felizes sereis vós, se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus” (1Pd 4, 14).
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