

Irmãos, desde que recebemos essas notícias, não deixamos de rezar insistentemente por vós, para que chegueis a conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e com o discernimento da luz do Espírito. Pois deveis levar uma vida digna do Senhor, para lhe serdes agradáveis em tudo. Deveis produzir frutos em toda boa obra e crescer no conhecimento de Deus, animados de muita força, pelo poder de sua glória, de muita paciência e constância. Com alegria dai graças ao Pai, que vos tornou capazes de participar da luz, que é a herança dos santos. Ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, por quem temos a redenção, o perdão dos pecados.
O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei.
Vinde após mim, disse o Senhor, e eu vos ensinarei a ser pescadores de homens.
Naquele tempo, Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra nos deu um testemunho maravilhoso da salvação que Deus preparou para todos os homens deste mundo! O Evangelho da salvação não foi anunciado apenas aos judeus da Galileia e da Judeia, nem somente aos colossenses da Ásia, mas a todos os povos do mundo e de todos os tempos. Pois, “o Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus” (Sl 97, 2-3).
A passagem do Evangelho de hoje está repleta de significados. Jesus, por certo, amava ensinar o seu Evangelho em forma de parábolas, e tinha o costume de usar imagens concretas e visíveis, para revelar realidades espirituais invisíveis, que eram muito complexas e de difícil compreensão. Quando Jesus, naqueles dias, foi às margens do lago de Genesaré, e encontrou ali uma multidão de pessoas dispostas a ouvi-lo, ele começou a pregar-lhes o Evangelho do Reino dos céus, anunciando-lhes a Boa-Nova da salvação, que deveria ser revelada a toda a humanidade.
Então, vendo a barca de Simão atracada na margem, Jesus entrou nela, e a partir da barca de Pedro anunciava o Evangelho do Reino de Deus às multidões. Logo a seguir, depois de despedi-las, Jesus tomou uma série de iniciativas em relação aos seus apóstolos, com um significado todo especial sobre o futuro de sua obra missionária. Pois, a sua pregação se dirigia sobretudo aos seus discípulos, seus futuros missionários. Então, Jesus vendo Simão Pedro em sua barca, ordenou-lhe que lançasse as redes ao mar, dizendo: “’Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca’. Simão respondeu: ‘Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes’. Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem” (Lc 5, 4-7).
Na verdade, caros irmãos, Jesus enxergava em tudo isto realidades espirituais da maior relevância evangélica e missionária. A barca de Simão, significava a Igreja de Cristo liderada por Pedro. As barcas dos sócios de Simão, os filhos de Zebedeu, eram as Igrejas dos Apóstolos, sob a liderança da Igreja de Pedro. O lago de Genesaré significava o mundo. As redes simbolizam a Palavra do Evangelho de Cristo. Os peixes, por sua vez, representavam as pessoas a serem resgatadas e salvas deste mundo e depositadas dentro da Igreja.
E, assim, vendo o prodígio daquela pesca milagrosa, realizada por obra da Palavra de Cristo, “Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: ‘Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens’. Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus” (Lc 5, 10-11). Mais tarde, em um outro evento semelhante a este, Jesus disse estas mesmas palavras, referindo-se a todos os apóstolos: “Vinde após mim, e eu vos ensinarei a ser pescadores de homens” (Mt 4, 19). Por isso, a partir deste momento, o Mestre Jesus Cristo fez destes homens os seus discípulos e apóstolos missionários de seu Evangelho de salvação!
São Paulo, na carta aos colossenses, exortava os cristãos desta comunidade a perseverarem no caminho de salvação, conforme lhes fora ensinado pelos apóstolos, dizendo: “Pois deveis levar uma vida digna do Senhor, para lhe serdes agradáveis em tudo. Deveis produzir frutos em toda boa obra e crescer no conhecimento de Deus, animados de muita força, pelo poder de sua glória, de muita paciência e constância. Com alegria dai graças ao Pai, que vos tornou capazes de participar da luz, que é a herança dos santos. Pois, ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, por quem temos a redenção, o perdão dos pecados.” (Cl 1, 10-14).
E assim, caros irmãos, junto com todos os cristãos e discípulos do Senhor, que receberam com fé e esperança este Evangelho do Reino, deveremos louvar o Senhor, cantando: “Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! Pois, o Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel. Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus” (Sl 97, 2-4)!
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