Irmãos, 7ficamos confortados, em meio a toda angústia e tribulação, pela notícia acerca de vossa fé. 8Agora sentimo-nos reviver, porque vós estais firmes no Senhor. 9Como podemos agradecer a Deus por toda a alegria que nos invade diante do nosso Deus, por causa de vós? 10Noite e dia rezamos efusivamente para vos rever e completar o que ainda falta na vossa fé. 11Que o próprio Deus e nosso Pai, e o nosso Senhor Jesus dirijam os nossos passos até a vós. 12O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós. 13Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.
Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, * quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” 4Pois mil anos para vós são como ontem, * qual vigília de uma noite que passou. 12Ensinai-nos a contar os nossos dias, * e dai ao nosso coração sabedoria! 13Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? * Tende piedade e compaixão de vossos servos! 14Saciai-nos de manhã com vosso amor, * e exultaremos de alegria todo o dia! 17Que a bondade do Senhor e nosso Deus * repouse sobre nós e nos conduza! Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho, * fazei dar frutos o labor de nossas mãos!
Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir.
Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 42“Ficai atentos! porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. 45Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? 46Feliz o empregado, cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar. 47Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. 48Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, 49e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; 50então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. 51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.
Vigiai e preparai-vos para a vinda do Filho do Homem (Cfr. Mt 24, 44)!
Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo! As três leituras da Liturgia da Palavra são, na verdade, três diferentes convites muito delicados e cheios de esperança, para que nós nos empenhemos com firmeza e coragem na nossa salvação. Pois, elas nos convidam a permanecermos firmes e vigilantes na fé e na esperança de salvação, para sermos acolhidos por Cristo quando ele vier.
Jesus Cristo, no Evangelho que ouvimos, chamou-nos a atenção para estarmos sempre vigilantes e atentos com a nossa conduta de vida; guardando-a na santidade e na justiça, esperando confiantes o Senhor que virá para nos arrebatar; e assim, sermos conduzidos por ele ao seu Reino Eterno, naquele dia em que ele vier. Conforme as palavras proféticas de Jesus, que dizia: “Ficai atentos! porque não sabeis em que dia virá o Senhor. Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá” (Mt 24, 42-44).
E, seguindo este mesmo raciocínio, Jesus advertia os seus próprios discípulos, conclamando-os à vigilância, para que todos perseverassem firmes na fé, na esperança e na caridade. Caso contrário, eles poderiam ser castigados com uma danação eterna, da mesma forma como os pagãos, se eles viessem a desistir no meio do caminho, cometendo iniquidades, como disse Jesus: “Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando; e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados. O senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 24, 48-51). Portanto, “vigiai, dizia Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir” (Mt 24, 42a.44).
O apóstolo Paulo, caros irmãos, escreveu uma carta à Igreja dos tessalonicenses, demonstrando-lhes que ele estava transbordando de alegria e de satisfação, por saber que eles estavam perseverando firmes na fé e na esperança que lhes fora transmitido por ele. Deste modo, ele podia estar certo que Deus não deixaria de dar-lhes a graça da salvação, se ele continuassem levando as suas vidas conforme o Evangelho que lhes fora ensinado. Por isso, ele dizia: “Irmãos, ficamos confortados, em meio a toda angústia e tribulação, pela notícia acerca de vossa fé. Agora sentimo-nos reviver, porque vós estais firmes no Senhor. Como podemos agradecer a Deus por toda a alegria que nos invade diante do nosso Deus, por causa de vós? O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós. Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos” (1Ts 3, 7-13).
E, finalmente, o salmista canta a Deus, reconhecendo que esta vida terrena era tão curta e passageira, que precisava ser, urgentemente, vivida na sabedoria e na prudência, dizendo: “Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou. Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria” (Sl 89, 3-4; 12)!
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