

Moisés levantou o santuário, colocou as bases e as tábuas, assentou as vigas e ergueu as colunas. Estendeu a tenda sobre o santuário, pondo em cima a cobertura da tenda, como o Senhor lhe havia mandado. Depois, tomando o documento da aliança, depositou-o dentro da arca e colocou sobre ela o propiciatório. E, introduzindo a arca no santuário, pendurou diante dela o véu de proteção, como o Senhor tinha prescrito a Moisés. Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a glória do Senhor encheu o santuário. Moisés não podia entrar na Tenda da Reunião, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor tomava todo o santuário. Em todas as etapas da viagem, sempre que a nuvem se elevava de cima do santuário, os filhos de Israel punham-se a caminho; e nunca partiam antes que a nuvem se levantasse. Pois, de dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o santuário, e de noite aparecia sobre ela um fogo, que todos os filhos de Israel viam, em todas as suas etapas.
3Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo! Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, Caminharão com um ardor sempre crescente. Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!
Abre-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus!
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.
Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo, nosso Senhor! A Liturgia da Palavra nos revela que Deus mandou Moisés construir um santuário no meio do acampamento do Povo de Israel, semelhante ao Santuário celeste que lhe havia sido apresentado por Deus, para que o povo se sentisse amparado pelo Senhor, provocando nele o desejo de morar eternamente no Santuário Celeste. Assim também Jesus, falando a respeito do Reino dos céus, ele procurava despertar em seus discípulos o desejo de entrarem no Reino dos céus. E, enquanto estivessem aqui neste mundo, todos os seus discípulos deveriam se congregar na sua Igreja, que seria uma pálida imagem do Reino Celeste!
No livro Êxodo, caros irmãos, Deus mandou Moisés construir um Santuário no meio do acampamento do Povo de Israel, para que todo o povo acreditasse na sua presença e reconhecesse que o Senhor viera morar no meio deles. A Tenda do Santuário seria uma pálida e humilde réplica da morada de Deus nos céus; sendo, assim, uma manifestação da glória de Deus entre os homens. “Assim sendo, tomando o documento da aliança, Moisés depositou-o dentro da arca e colocou sobre ela o propiciatório. E, introduzindo a arca no santuário, pendurou diante dela o véu de proteção, como o Senhor tinha prescrito a Moisés. Então a nuvem cobriu a Tenda da Reunião e a glória do Senhor encheu o santuário. Moisés não podia entrar na Tenda da Reunião, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor tomava todo o santuário” (Ex 40, 20-35).
Este Santuário construído no meio do acampamento do Povo de Israel despertava nele o desejo de morar eternamente no Santuário de Deus, desfrutando de sua glória e de sua bem-aventurança, como dizia o o profeta: “Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo! Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força. Caminharão com um ardor sempre crescente. Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele” (Sl 83, 2-3; 5-6; 8; 11)!
No Evangelho que acabamos de ouvir, Jesus estava, naquele momento, anunciando o Evangelho do Reino dos Céus, através de parábolas. Desta vez ele estava revelando às multidões que o ouviam extasiadas, diversas realidades bem complexas do Reino dos céus, fazendo com que todos eles suplicassem em seus corações, dizendo: “Abre-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus” (At 16, 14)!
Assim, caros irmãos, Jesus explicava às multidões, através de parábolas, aquelas realidades da nossa vida neste mundo que antecediam ao momento de entrar no Reino dos céus. Ou seja, ele falava daquelas condições prévias de nossa vida neste mundo, que nos tornariam herdeiros do Reino Celeste; ou, ao contrário, nos excluiriam dele para sempre. Por isso, Jesus contou a seguinte parábola: “O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13, 47-50).
Depois de apresentar a parábola, Jesus deu a devida explicação espiritual dela, dizendo que antes de que alguém pudesse entrar no Reino dos céus ele deveria passar pelo Juízo Final, no qual seriam julgados todos os homens. Ali, naquele momento do Juízo Final, “no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13, 49-50). E os justos seriam conduzidos pelos anjos ao Reino dos Céus, onde desfrutariam da glória e da bem-aventurança de Deus, como disse o profeta: “Quão amável, ó Senhor, é vossa casa! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo! Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar” (Sl 83, 2-3; 5)!
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