Eu, João, 1vi outro anjo descendo do céu. Tinha grande poder, e a terra ficou toda iluminada com a sua glória. 2Ele gritou com voz poderosa: “Caiu! Caiu Babilônia, a grande! Tornou-se morada de demônios, abrigo de todos os espíritos maus, abrigo de aves impuras e nojentas. 21Nessa hora, um anjo poderoso levantou uma pedra do tamanho de uma grande pedra de moinho e atirou-a ao mar, dizendo: “Com esta força será lançada Babilônia, a Grande Cidade, e nunca mais será encontrada. 22E o canto de harpistas e músicos, de flautistas e tocadores de trombeta, em ti nunca mais se ouvirá; e nenhum artista de arte alguma em ti jamais se encontrará; e o canto do moinho em ti nunca mais se ouvirá; 23e a luz da lâmpada em ti nunca mais brilhará; e a voz do esposo e da esposa em ti nunca mais se ouvirá, porque os teus comerciantes eram os grandes da terra, e com magia tu enfeitiçaste todas as nações”. 19,1Depois disso, ouvi um forte rumor, de uma grande multidão no céu, que clamava: “Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, 2porque seus julgamentos são verdadeiros e justos. Sim, Deus julgou a grande prostituta que corrompeu a terra com sua prostituição, e vingou nela o sangue dos seus servos”. 3E repetiram: “Aleluia! A fumaça dela fica subindo para toda a eternidade!” 9E um anjo me disse: “Escreve: Felizes são os convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro”.
Aclamai o Senhor, ó terra inteira, † servi ao Senhor com alegria, * ide a ele cantando jubilosos! 3Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, † Ele mesmo nos fez, e somos seus, * nós somos seu povo e seu rebanho. 4Entrai por suas portas dando graças, † e em seus átrios com hinos de louvor; * dai-lhe graças, seu nome bendizei! 5Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, † sua bondade perdura para sempre, * seu amor é fiel eternamente!
Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, ficai sabendo que a sua destruição está próxima. 21Então, os que estiverem na Judéia, devem fugir para as montanhas; os que estiverem no meio da cidade, devem afastar-se; os que estiverem no campo, não entrem na cidade. 22Pois esses dias são de vingança, para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras. 23Infelizes das mulheres grávidas e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias, pois haverá uma grande calamidade na terra e ira contra este povo. 24Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações. E Jerusalém será pisada pelos infiéis, até que o tempo dos pagãos se complete. 25Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. 26Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas. 27Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. 28Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos apresenta duas importantes cidades antigas que foram destruídas: Jerusalém e Babilônia. Elas foram apresentadas como imagens proféticas que representavam a cidade dos homens neste mundo. Por isso, assim como estas duas cidades foram destruídas por disposição divina, o mundo inteiro seria destruído no fim dos tempos, pelo poder de Deus. E, no lugar delas, Deus haveria de recriar no céu a Jerusalém Celeste, na qual habitariam os eleitos que foram dignos de serem salvos!
Jesus Cristo, numa primeira parte do Evangelho que ouvimos, revelou aos discípulos o destino que seria dado, em breve, à cidade de Jerusalém, dizendo: “Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, ficai sabendo que a sua destruição está próxima. Então, os que estiverem na Judéia, devem fugir para as montanhas; os que estiverem no meio da cidade, devem afastar-se; os que estiverem no campo, não entrem na cidade. Pois esses dias são de vingança, para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras. Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações. E Jerusalém será pisada pelos infiéis, até que o tempo dos pagãos se complete” (Lc 21, 20-22; 24).
Ao mesmo tempo, São João revelou-nos pelo seu Livro do Apocalipse, a destruição da cidade de Babilônio – nome que João deu para a cidade de Roma, capital do Império Romano do seu tempo. Assim como Babilônia seria destruída, em um tempo mais remoto, todas as cidades, em todo o mundo, seriam destruídas junto com ela, no fim dos tempos, como dizia João em suas visão: “Eu, João, vi outro anjo descendo do céu. Tinha grande poder, e a terra ficou toda iluminada com a sua glória. Ele gritou com voz poderosa: “Caiu! Caiu Babilônia, a grande! Tornou-se morada de demônios, abrigo de todos os espíritos maus, abrigo de aves impuras e nojentas. Nessa hora, um anjo poderoso levantou uma pedra do tamanho de uma grande pedra de moinho e atirou-a ao mar, dizendo: “Com esta força será lançada Babilônia, a Grande Cidade, e nunca mais será encontrada” (Ap 18, 1-2; 21). Ou seja, o mundo destruído e transformado num ambiente pavoroso e tenebroso se tornará a morada dos réprobos!
E logo a seguir, tanto Jesus Cristo quanto João revelaram certos detalhes sobre os acontecimentos pavorosos e catastróficos que deveriam acontecer no mundo, naquele último dia. Pois, naquele dia aconteceria a destruição total do mundo e o extermínio da humanidade na face da terra. Jesus, então, disse: “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas” (Lc 21, 25-26). João, por sua vez, profetizou que naquele dia a humanidade teria o mesmo destino que os homens tiveram na cidade de Babilônia, dizendo: “A luz da lâmpada em ti nunca mais brilhará; e a voz do esposo e da esposa em ti nunca mais se ouvirá, porque os teus comerciantes eram os grandes da terra, e com magia tu enfeitiçaste todas as nações” (Ap 18, 23).
Por fim, foram-nos reveladas algumas profecias sobre o destino dos eleitos e de todos aqueles que seriam salvos pelo poder e pela graça de nosso Salvador e Redentor Jesus Cristo, dizendo: “Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lc 21, 27-28). E como disse João: “Depois disso, ouvi um forte rumor, de uma grande multidão no céu, que clamava: “Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, porque seus julgamentos são verdadeiros e justos. “E um anjo me disse: “Escreve: Felizes são os convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap 19, 1-2; 9).
Ao concluir estas profecias, Jesus deu uma palavra de alento e de conforto a todos os seus discípulos que estiverem, naquele dia, assistindo estes acontecimentos pavorosos, dizendo-lhes: “Levantai vossa cabeça e olhai, pois a vossa redenção se aproxima” (Lc 21, 28)!
E assim, caros irmãos, todos nós que aguardamos a feliz ressurreição aclamemos o Senhor, o nosso Salvador, dizendo: “Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos! Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei! Pois sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente” (Sl 99, 2; 4-5)!
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