

O caminho do justo é reto, e tu ainda aplainas a estrada ao justo. Sim, no caminho dos teus juízos esperamos em ti, Senhor; para o teu nome e para a tua memória volta-se o nosso desejo. Quando vem a noite anseia por ti a minh’alma e com a força do espírito te procuro no meu íntimo. Quando brilharem na terra teus juízos, os habitantes do mundo aprenderão a ser justos. Senhor, hás de dar-nos a paz, como nos deste a mão em nossos trabalhos. Senhor, eles a ti recorreram na angústia; exageraram na superstição, e veio-lhes o teu castigo. Como a mulher grávida, ao aproximar-se o parto geme e chora em suas dores, assim nós, Senhor, em tua presença. Concebemos e sofremos dores de parto, e o que geramos foi vento. Não demos à terra frutos de salvação, não fizemos nascer habitantes para o mundo. Reviverão os teus mortos e se levantarão também os meus mortos. Despertai, cantai louvores, vós que jazeis no pó! Senhor, é orvalho de luz o teu orvalho, e a terra trará à luz os falecidos.
Mas vós, Senhor, permaneceis eternamente, de geração em geração sereis lembrado! Levantai-vos, tende pena de Sião, já é tempo de mostrar misericórdia! Pois vossos servos têm amor aos seus escombros e sentem compaixão de sua ruína. As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece. Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados.
Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor.
Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos revela que o nosso Deus, o Senhor e Criador nosso, olha lá dos céus, com um olhar vigilante e cheio de ternura por cada um de nós. Porém, ele deposita um olhar todo especial sobre o pobre, sobre o justo e sobre os pequenos que são oprimidos, para salvar as suas vidas de todo mal. “Pois, o Senhor inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados” (Sl 101, 20-21).
Assim sendo, caros irmãos, lá nos tempos antigos, entre o Povo de Israel, quando aquele pequeno resto de Israel que sobrevivera às guerras de destruição, permaneceu habitando em meio à ruínas de Jerusalém, em grande miséria e desolação, não perdeu a confiança em Deus. Pois, em meio a tão grandes aflições os filhos de Israel voltaram-se ao Senhor, buscando nele ânimo e esperança de vida. Depois de caírem em tamanha desventura e desgraça, o fiel judeu elevava sua voz ao Senhor, dizendo-lhe: “Mas vós, Senhor, permaneceis eternamente, de geração em geração sereis lembrado! Levantai-vos, tende pena de Sião, já é tempo de mostrar misericórdia! Pois vossos servos têm amor aos seus escombros e sentem compaixão de sua ruína. Quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece” (Sl 101, 13-18).
O profeta Isaías, falando em nome de todos os justos que habitavam em Israel, se comprometeu com o Senhor a seguir o caminho da justiça e cumprir os seus mandamentos; pois ele sabia que somente assim os filhos de Israel poderiam voltar a agradar ao Senhor e atrair sobre todos eles o olhar favorável e benigno. Por isso, dizia o profeta: “O caminho do justo é reto, e tu ainda aplainas a estrada ao justo. Sim, no caminho dos teus juízos esperamos em ti, Senhor; para o teu nome e para a tua memória volta-se o nosso desejo. Quando vem a noite anseia por ti a minh’alma e com a força do espírito te procuro no meu íntimo. Quando brilharem na terra teus juízos, os habitantes do mundo aprenderão a ser justos. O Senhor, hás de dar-nos a paz, como nos deste a mão em nossos trabalhos” (Is 26, 7-9; 12).
Jesus Cristo, quando esteve no meio do Povo de Israel, quis dar-lhe um testemunho bem claro de que Deus olhava e cuidava de seu povo com muito carinho e bondade. Assim sendo, Jesus vendo a situação angustiante e dramática de seu povo, teve compaixão daquele pequeno resto de Israel, que vivia oprimido e desamparado pelos seus chefes e responsáveis políticos daquela região. Por isso, assim como Jesus os tratava com enorme bondade, todos poderiam estar certos de que Deus cuidava deles da mesma forma, com grande ternura e compaixão. Pois, Jesus se apresentava como o representante de Deus aqui na terra; desempenhando o encargo de ser o Divino Pastor de Israel. Para demonstrar tudo isso, Jesus disse: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11, 28-30).
Contudo, caros irmãos, este descanso que Jesus prometeu a nós – que somos ovelhas do seu rebanho – não consistia num descanso passageiro e terreno, mas num descanso perpétuo e eterno, nas moradas eternas, junto de Deus e de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nos céus! Por isso, Jesus, lá dos céus, sentado à direita do Pai Eterno, nos convida a ir até ele, para compartilharmos com ele, de sua paz e do seu descanso eterno, dizendo: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor” (Mt 11, 28).
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