

Irmãos, o conhecimento incha, a caridade é que constrói. Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. É verdade que alguns são chamados deuses, no céu ou na terra, muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até ao presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão.
Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras! Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida!
Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco, e, em nós seu amor fica pleno!
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos ensina que o fiel cristão e discípulo de Cristo deve expressar o seu amor a Deus de dois modos. O primeiro modo que o fiel cristão expressa o seu amor a Deus é pela sua fé em Deus Pai, Filho e Espirito Santo, através da oração, do culto litúrgico e da piedade. O Segundo modo de amar a Deus consiste em praticar a caridade ao próximo e obedecer aos seus mandamentos.
O Apóstolo João, em sua carta, foi muito concreto e prático no seu ensinamento. Primeiramente ele nos revelou que Deus se sentia muito bem servido e amado na medida em que os amigos e irmãos mais próximos de nós fossem tratados com amor e com atitudes de sincera fraternidade, dizendo:“Se nós nos amamos uns aos outros, Deus estará no meio de nós, e o amor será pleno” (1Jo 4, 12)! Portanto, o amor mútuo e fraterno seria o primeiro grau do amor que agrada a Deus!
Porém, o nosso Senhor Jesus Cristo foi muito mais além; nos desafiando a um amor maior, mais elevado e muito mais exigente e generoso. Ou seja, ele nos propôs a praticarmos o grau mais elevado do amor, que consistia em amar os nossos inimigos e àqueles que nos maltratam. Desta forma, nós estaríamos imitando a Deus e servindo-o com toda perfeição, conforme as suas palavras: “Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 27-29; 32; 35-36).
São Paulo, quando falava aos cristãos de Corinto sobre os cuidados que deviam ter em relação aos ídolos, ele os advertia a perseverarem na fé verdadeira, para que todos estivessem atentos em render um culto de amor e serviço somente ao único Deus verdadeiro, declarando-lhes o seguinte: “Nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. É verdade que alguns são chamados deuses, no céu ou na terra, muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele” (1Cor 8, 4-6). Por isso, o nosso Deus exige de nós um amor exclusivo e fiel!
Porém, no final do seu discurso, São Paulo declarou dizendo que o conhecimento da fé devia sempre caminhar de mãos dadas com a caridade. Por isso, ele advertia aos fortes e aos bem instruídos na fé para que não tornassem motivo de tropeço aos mais frágeis na fé, dizendo: “De fato, alguns habituados, até ao presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão” (1Cor 8, 10).
Caríssimos irmãos, que bela profissão de fé o salmista proclamou em sua oração! Com toda simplicidade e clareza ele reconheceu que Deus o enxergava com toda nitidez e transparência. Ele dizia que todos os seus atos eram perfeitamente conhecidos pelo Senhor e que estavam guardados em sua memória, para o dia do seu julgamento. Pelas suas palavras o salmista demonstrava um amor e uma reverência muito grande pelo seu Deus e Senhor, dizendo: “Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida” (Sl 138, 1-3; 13; 23-24)!
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