

Irmãos, vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai.
Louvai o Senhor Deus no santuário, louvai-o no alto céu de seu poder! Louvai-o por seus feitos grandiosos, louvai-o em sua grandeza majestosa! Louvai-o com o toque da trombeta, louvai-o com a harpa e com a cítara! Louvai-o com a dança e o tambor, louvai-o com as cordas e as flautas! Louvai-o com os címbalos sonoros, louvai-o com os címbalos de júbilo! Louve a Deus tudo o que vive e que respira, tudo cante os louvores do Senhor!
Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno!
Naquele tempo, falou Jesus a seus discípulos: “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje se apresenta como um verdadeiro hino de louvor ao amor e à caridade; mostrando que Deus se agrada de nós por todas as vezes que praticarmos o amor fraterno de modo sincero e verdadeiro, na pureza e na santidade, assim como ele sempre nos amou! A Liturgia da Palavra nos apresenta as mais variadas formas de amar – tanto o amor a Deus, quanto o amor ao próximo -, demostrando que a prática da caridade seria a mais excelente das virtudes e a que mais agrada a Deus. Sobretudo, quando amamos aquelas pessoas que não nos amam e nos detestam e que se tornaram nossos inimigos.
O apóstolo São Paulo, desenvolvendo este tema na sua Carta ao Colossenses, revelou-nos que o amor praticado pelos cristãos deveria ser, antes de tudo, um amor inspirado no amor de Cristo por nós. Ou seja, foi Cristo que nos amou primeiro e infundiu em nossos corações o Espírito Santo que nos capacitou a um amor tão elevado e sublime, semelhante ao dele. Por isso, ele disse, logo na abertura deste tema em sua carta, dizendo: “Irmãos, vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos. Portanto, que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós” (Cl 3, 12; 16). E logo a seguir, o apóstolo João confirmou estas palavras de Paulo, dizendo: “Se nós nos amamos, irmãos, Deus vive unido conosco e, em nós, seu amor fica pleno” (1Jo 4, 12)!
Uma vez, então, repletos da graça e do amor de Cristo e do Espírito Santo, nós devemos nos empenhar a praticar este amor que foi inspirado por Deus em nossos corações. Este amor, conforme a explicação de Paulo, não se restringia a uma troca mútua de afeições e de sentimentos agradáveis, mas era, sobretudo, uma atitude de bondade e de bem-querer pelo próximo. Todos deveriam, assim, esmerar-se em praticar a virtude da caridade para com todos os irmãos, rivalizando-se no amor mútuo, mesmo quando este amor não fosse correspondido ou sofresse graves ofensas. Para confirmar isto, o Apóstolo acrescentou, dizendo: “Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição” (Cl 3, 12-14).
Portanto, Paulo estimulava os cristãos à prática do amor fraterno entre os irmãos, exortando-os a terem sempre Jesus Cristo sob os seus olhos, pois, tal amor ajudaria a edificar a paz e a concórdia na Igreja de Deus. Por isso, ele dizia: “Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai” (Cl 3, 15; 17).
Jesus Cristo, por sua vez, em seu Evangelho nos desafiou a um amor maior e mais perfeito. Ele nos propôs a imitá-lo a amar as pessoas que não nos amam e que nos detestam; ou seja, em amar aquelas pessoas que fazem questão de nos ofender e nos prejudicar. Porém, Jesus dizia que amar tais pessoas repulsivas e malvadas era o modo como Deus amava os maus e pecadores. E assim, aqueles que amassem os seus inimigos alcançariam o grau mais elevado do amor, recebendo de Deus uma larga recompensa! Por isso, Jesus Cristo disse: “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc 27-28; 32; 35-36).
Por fim, caros irmãos, a Liturgia da Palavra nos estimulou ao amor a Deus, levando-nos a manifestar o nosso amor ao Senhor através de nossa oração, dizendo: “Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza, habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças” (Cl 3, 16). Elevando, assim, ao nosso Deus hinos de louvor, digamos: “Louvai o Senhor Deus no santuário, louvai-o no alto céu de seu poder! louvai-o em sua grandeza majestosa! Louve a Deus tudo o que vive e que respira, tudo cante os louvores do Senhor” (Sl 150, 1-2; 6)!
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