Meus queridos, como sempre fostes obedientes, não só em minha presença, mas ainda mais agora na minha ausência, trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. 13Pois é Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente. 14Fazei tudo sem reclamar ou murmurar, 15para que sejais livres de repreensão e ambiguidade, filhos de Deus sem defeito, no meio desta geração depravada e pervertida, na qual brilhais como os astros no universo. 16Conservai com firmeza a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, terei a glória de não ter corrido em vão, nem trabalhado inutilmente. 17E ainda que eu seja oferecido em libação, no sacrifício que é o sagrado serviço de vossa fé, fico feliz e alegro-me com todos vós. 18Vós também, alegrai-vos pelo mesmo motivo e congratulai-vos comigo.
O Senhor é minha luz e salvação; * de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; * perante quem eu tremerei? 4Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, * e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor * por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor * e contemplá-lo no seu templo. 13Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver * na terra dos viventes. 14Espera no Senhor e tem coragem, * espera no Senhor!
Felizes sereis vós, se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus.
Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31Ou ainda: Qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos convida a perseverarmos no caminho da esperança cristã e da salvação, até o fim! Ela nos exorta a nos desapegarmos dos bens deste mundo, confiar a nossa vida a Cristo e, assim, buscarmos com toda confiança o Reino dos Céus.
Jesus Cristo, no Evangelho que acabamos de ouvir, nos apresentou três condições fundamentais para nos tornarmos discípulo dele e, assim, entrarmos no caminho de salvação. Ele disse que, acima de tudo devemos demonstrar mais amor a Jesus Cristo do que ao nossos familiares. O desapego que ele pede de nós diante dos nossos familiares, que são as pessoas que naturalmente amamos, não consiste em desprezá-los e nem em afastar-nos deles. Portanto, Jesus quer que amemos a ele em primeiro lugar, como o nosso Senhor e Salvador, com um amor maior do que aquele que temos por nossos familiares. Somente assim seremos autênticos discípulos de Jesus. Por isso ele disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 26).
A seguir, Jesus Cristo estabeleceu uma outra condição para segui-lo como seu discípulo, no caminho de salvação, dizendo: “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 27). E, por último, ele acrescentou ainda uma terceira condição, dizendo: “Portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 33)!
Contudo, Jesus sabendo que ele estava sendo muito exigente nas condições para segui-lo, ele chamava-lhes a atenção para calcularem muito bem todas estas coisas, para que não acontecesse a desgraça de perderem tudo, se viessem a desanimar no meio do caminho! Pois, no Reino dos céus somente entram aquele que perseverarem até o fim. Por este mesmo motivo, o apóstolo Paulo exortava os cristão de Filipos a perseverarem firmemente na fé e na esperança da salvação, que eles receberam do seu Evangelho, dizendo: “Meus queridos, como sempre fostes obedientes, trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. Pois é Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente. Conservai com firmeza a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, terei a glória de não ter corrido em vão, nem trabalhado inutilmente” (Fl 2, 1-13; 16).
Para confirmar os fiéis cristãos neste bom propósito de buscar a própria salvação, suportando, se assim for da vontade de Deus, injúrias e perseguições, disse-lhes São Pedro: “Felizes sereis vós, se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus” ( 1Pd 4, 14).
E finalmente, caros irmãos, demonstremos através do seguinte salmo, toda a nossa confiança e a nossa esperança de entrar na glória celeste, e, assim, habitar eternamente nas moradas do Senhor, cantando: “O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo” (Sl 26, 1; 4).
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