

Nós vos ordenamos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todo irmão que se comporta de maneira desordenada e contrária à tradição que de nós receberam. Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar, também não deve comer”. Que o Senhor da paz, ele próprio, vos dê a paz, sempre e em toda a parte. O Senhor esteja com todos vós. Esta saudação é de meu próprio punho, de Paulo. Assim é que assino todas as minhas cartas; é a minha letra. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.
Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.
O amor de Deus se realiza plenamente em todo aquele que guarda sua palavra fielmente.
Naquele tempo, disse Jesus: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Completais, pois, a medida de vossos pais!”
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje retoma a mesma temática que vinha sendo desenvolvida nos últimos dias. Hoje, entretanto, ela quer nos alertar a respeito de duas atitudes que aparentemente possam parecer inofensivas, mas que funcionam em nosso espírito como um venenos corrosivos e destruidor de nossa vida espiritual, que são a hipocrisia e a ociosidade.
Jesus Cristo, no Evangelho de hoje, continuou corajosamente enfrentando o grande mal dos homens piedosos, que se contentam em ter uma aparência pública de piedade e de justiça, mas se permitem manter, às ocultas na vida privada e no seu interior, uma comportamento relapso e repleta de iniquidades e injustiças. Isto é o que se chama de hipocrisia! De modo geral, isto acontece quando os homens que desempenham funções religiosas e estão investidos do ministério sagrado têm a obrigação de mostrar-se aos outros irrepreensíveis; porém, às ocultas e no seu interior, eles se permitem cometer inúmeras iniquidades. Esta duplicidade de vida acontece quando os ministros sagrados – ou qualquer outra pessoa piedosa -, costumam dar enorme importância ao que os outros veem, mas não se importam com o que Deus vê! Por isso, este fingimento e esta duplicidade de vida é, aos olhos de Deus, abominável! Por tal motivo, Jesus combateu a hipocrisia com tanta veemência!
Por isso, Jesus, que possuía olhos humanos e divinos, investido de seus poderes divinos, podia julgar os escribas e fariseus, dizendo: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas” (Mt 23, 27-29)!
São Paulo, na Carta aos Tessalonicenses, teve que repreender duramente alguns membros daquela comunidade que estavam vivendo na ociosidade, sem disposição para trabalhar. Estes cristãos piedosos estavam profundamente impressionados com as revelações que lhes foram feitas sobre o fim do mundo e sobre o juízo final. Eles acreditavam que era iminente este dia, e que em breve Deus haveria de destruir este mundo. Por isso, desanimados, entregavam-se à indolência e à ociosidade, tornando-se presas fáceis do tentador, que os levariam a cometer inúmeros pecados, sobretudo os pecados da hipocrisia e da vadiagem.
Por isso, Paulo chamou-lhes a atenção com toda severidade, dizendo-lhes: “Soubemos que há entre vós alguns desordeiros e vadios. A estes indivíduos ordenamos e exortamos a que se dediquem tranquilamente ao trabalho, para merecerem ganhar o que comer. Portanto, nós vos ordenamos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todo irmão que se comporta de maneira desordenada e contrária à tradição que de nós receberam. Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade. Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar, também não deve comer” (2Ts 3, 6-7; 10-12).
Portanto, somente aqueles que se empenharem sinceramente em servir ao Senhor, em toda e qualquer circunstância, trabalhando e sacrificando-se para dar o sustento a si mesmo e aos irmãos, amam a Deus e ao próximo verdadeiramente. Somente assim, como disse São João: “O amor de Deus se realiza plenamente em todo aquele que guarda a sua palavra fielmente” ( 1Jo 2, 5). Deste modo, caros irmãos, seguindo as normas de conduta ensinadas por Jesus Cristo e pelos Apóstolo, aclamemos ao Senhor, dizendo: “Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor” (Sl 127, 1-4).
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