

Irmãos, certamente ainda vos lembrais dos nossos trabalhos e fadigas. Trabalhamos dia e noite, para não sermos pesados a nenhum de vós. Foi assim que anunciamos o evangelho de Deus. Vós sois testemunhas, e Deus também, de quão santo, justo, irrepreensível foi o nosso proceder para convosco, os fiéis. Bem sabeis que, como um pai a seus filhos, nós exortamos a cada um de vós e encorajamos e insistimos, para que vos comporteis de modo digno de Deus, que vos chama ao seu reino e à sua glória. Por isso, agradecemos a Deus sem cessar por vós terdes acolhido a pregação da palavra de Deus, não como palavra humana, mas como aquilo que de fato é: Palavra de Deus, que está produzindo efeito em vós que abraçastes a fé.
Senhor, vós me sondais e me conheceis! Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face? Se eu subir até os céus, ali estais; se eu descer até o abismo, estais presente. Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares; mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me com firmeza a vossa destra.
O amor de Deus se realiza em todo aquele que guarda sua palavra fielmente.
Naquele tempo, disse Jesus: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, pois, a medida de vossos pais!”
Caríssimos irmãos e irmãs! A liturgia da Palavra de hoje voltou a fazer aquela comparação entre as lideranças do velho e decadente Povo Judeu e as lideranças da sua Igreja, o novo Povo de Deus. Ela reprova os judeus pela seu comportamento repreensível e aprova os cristãos, os discípulos de Cristo, pelo seu comportamento louvável aos olhos de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo! Pois, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo tudo vê, tudo avalia e tudo pondera conforme o seu juízo perfeito e divino.
Jesus Cristo, estando em Jerusalém, às vésperas de seu sacrifício pascal, denunciou com toda firmeza a decadência e a corrupção moral do judaísmo, devido à hipocrisia e a má conduta dos príncipes dos sacerdotes, dos escribas e dos fariseus, dizendo-lhes: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos” (Mt 23, 27-29).
Jesus Cristo, então, valendo-se de sua condição divina, acusou as lideranças judaicas de terem caído num lamaçal de corrupção, de hipocrisia e de injustiças; sem que eles demonstrassem qualquer escrúpulo ou qualquer esperança de conversão. Por isso, Jesus os abandonou à própria sorte, voltando-se, a partir de então, aos seus discípulos, às ovelhas do seu rebanho, que haveriam de se congregarem na sua Igreja.
Por outro lado, o apóstolo Paulo deu um belo testemunho de como deveria ser a conduta dos ministros de Deus, que foram colocados por Cristo como apóstolos, bispos, presbíteros e diáconos, na sua Igreja, dizendo: “Irmãos, certamente ainda vos lembrais dos nossos trabalhos e fadigas. Trabalhamos dia e noite, para não sermos pesados a nenhum de vós. Foi assim que anunciamos o evangelho de Deus. Vós sois testemunhas, e Deus também, de quão santo, justo, irrepreensível foi o nosso proceder para convosco, os fiéis” (Ts 2, 9-10).
E, prosseguindo em seu testemunho, Paulo exortava a todos os cristãos a levarem uma vida digna no Senhor, não deixando-se arrastar pelos confortos da vida e nem deveriam desistir do caminho de salvação, por causa das tribulações e perseguições. Pois somente aqueles que se esforçassem e perseverassem numa conduta de vida aprovada por Deus alcançariam o prêmio da vida eterna, no Reino dos Céus. Por isso Paulo dizia: “Bem sabeis que, como um pai a seus filhos, nós exortamos a cada um de vós e encorajamos e insistimos, para que vos comporteis de modo digno de Deus, que vos chama ao seu reino e à sua glória” (Ts 2, 11-12). E, do mesmo modo, o apóstolo João, encorajando os seus discípulos a perseverarem firmes nas obras de justiça e de caridade, dizia: “Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o Reino dos Céus há de ser deles” (1Jo 2,5)!
O salmo que cantamos anteriormente, nos dizia que todas as pessoas deveriam estar atentas e vigilantes com a sua própria conduta, pois Deus vê todas as coisas, as visíveis e as invisíveis, e nada escapa ao seus olhos. E esta advertência se aplica sobretudo aos dirigentes de nossas igrejas, pois a sua conduta influencia sobre outras pessoas. Por isso, eles seriam avaliados por Deus com maior rigor, no Juízo Final. Portanto, como dizia o salmista: “Senhor, vós me sondais e me conheceis! Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face? Se eu subir até os céus, ali estais; se eu descer até o abismo, estais presente. Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares; mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me com firmeza a vossa destra” (Sl 138, 6-10).
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