

Caríssimos, e agora, vós que dizeis: “Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, passaremos ali um ano, negociando e ganhando dinheiro”. No entanto, não sabeis nem mesmo o que será da vossa vida, amanhã! Com efeito, não passais de uma neblina que se vê por um instante e logo desaparece.Em vez de dizer: “Se o Senhor quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo”, vós vos gloriais de vossas fanfarronadas. Ora, toda a arrogância deste tipo é um mal. Assim, aquele que sabe fazer o bem e não o faz incorre em pecado.
Ouvi isto, povos todos do universo, muita atenção, ó habitantes deste mundo; poderosos e humildes, escutai-me, ricos e pobres, todos juntos, sede atentos! Por que temer os dias maus e infelizes, quando a malícia dos perversos me circunda? Por que temer os que confiam nas riquezas e se gloriam na abundância de seus bens? Ninguém se livra de sua morte por dinheiro nem a Deus pode pagar o seu resgate. A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal. Morrem os sábios e os ricos igualmente; morrem os loucos e também os insensatos, e deixam tudo o que possuem aos estranhos.
Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Naquele tempo, João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”. Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor”.
Caríssimos irmãos e irmãs! a Liturgia da Palavra nos atesta que todo homem de boa vontade e que vive na justiça se torna amigo e discípulo do Senhor, independente se ele estiver fazendo parte da Igreja Católica ou não! Para Deus, portanto, o que importa é que os homens sejam salvos, na condição de que temam a Deus, estejam em comunhão de fé em Cristo e vivam na justiça! Pois, serão salvos todos aqueles que estão, sem culpa, fora da Igreja Católica, mas cumprem os seus mandamentos, levando uma vida no temor a Deus, na justiça e na humildade!
Por isso, caros irmãos, voltemos nossos olhos para o Cristo nosso Salvador que veio a este mundo com a principal missão de abrir-nos o caminho de salvação, rumo àquela vida eterna que se abre para nós depois da nossa morte. E, além disto, abramos nossos ouvidos às palavras do seu Evangelho, que nos anuncia a esperança de entrar no Reino dos céus, como ele disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14, 6).
Assim sendo, com toda delicadeza, Jesus repreendeu os seus discípulos quando estes ficaram escandalizados e censuraram um homem que realizava boas obras e milagres, em nome de Jesus Cristo, pelo simples fato de não fazer parte do grupo dos seus discípulos. A partir de então, os apóstolos e as autoridades eclesiásticas – os seus sucessores no ministério apostólico – estavam desautorizados por Cristo a proibir aquelas pessoas que não fizessem parte da Igreja visível de Cristo e que viessem a praticar obras sobrenaturais, movidas pela graça divina. Pois, Deus podia ter amigos e profetas em qualquer lugar do mundo, mesmo entre aqueles que, sem culpa, estivessem fora da Igreja Católica. Por isso, Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor” (Mc 9, 39-40).
O que importa, caros irmãos, é que saibamos viver esta vida neste mundo com sobriedade, humildade e muita confiança em Deus. Pois, esta vida neste mundo é frágil e passageira; a morte nos espreita a todo momento, e ninguém pode livrar-se dela. Por isso, todo fiel cristão deve estar sempre disposto a depositar a sua vida nas mãos de Deus, para que cuide dela e o salve! Como disse o Apóstolo Tiago: “No entanto, não sabeis nem mesmo o que será da vossa vida, amanhã! Com efeito, não passais de uma neblina que se vê por um instante e logo desaparece. Por isso, deveis dizer: ‘Se o Senhor quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo'” (Tg 4, 14-15)! Ou como disse o Salmista: “Ninguém se livra de sua morte por dinheiro nem a Deus pode pagar o seu resgate. A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal” (Sl 48, 8-10).
Estas verdades que a sabedoria divina nos ensina, através dos profetas e dos apóstolos, servem a todas as pessoas de boa vontade e que temem a Deus, quer sejam elas católicas, protestantes ou de qualquer outra religião. Pois como exorta o profeta: “Ouvi isto, povos todos do universo, muita atenção, ó habitantes deste mundo; poderosos e humildes, escutai-me, ricos e pobres, todos juntos, sede atentos! Por que temer os dias maus e infelizes, quando a malícia dos perversos nos circunda? Por que temer os que confiam nas riquezas e se gloriam na abundância de seus bens” (Sl 48, 2-3, 6-7)?
Seguindo estes mesmos conselhos, o apóstolo Tiago foi mais contundente ainda, dirigindo-se a todos os homens presunçosos e arrogantes, que preferem confiar nas próprias riquezas, dizendo: “Vós vos gloriais de vossas fanfarronadas. Ora, toda a arrogância deste tipo é um mal. Assim, aquele que sabe fazer o bem e não o faz incorre em pecado” (Tg 4, 16-17). Pois, como disse o sábio profeta: “Ninguém se livra de sua morte por dinheiro nem a Deus pode pagar o seu resgate. A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal” (Sl 48, 8-10).
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