Quando Moisés desceu da montanha do Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da aliança, não sabia que a pele do seu rosto resplandecia por ter falado com o Senhor. 30Aarão e os filhos de Israel, vendo o rosto de Moisés resplandecente, tiveram medo de se aproximar. 31Então Moisés os chamou, e tanto Aarão como os chefes da comunidade foram para junto dele. E, depois que lhes falou, 32todos os filhos de Israel também se aproximaram dele,
e Moisés transmitiu-lhes todas as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai. 33Quando Moisés acabou de lhes falar, cobriu o rosto com um véu. 34Todas as vezes que Moisés se apresentava ao Senhor, para falar com ele,
retirava o véu, até a hora de sair; depois saía e dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado. 35E eles viam a pele do rosto de Moisés resplandecer; mas ele voltava a cobrir o rosto com o véu, até o momento em que entrava para falar com o Senhor.
Exaltai o Senhor nosso Deus, † e prostrai-vos perante seus pés, * pois é santo o Senhor nosso Deus! 6Eis Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes. † E também Samuel invocava seu nome, * e ele mesmo, o Senhor, os ouvia. 7Da coluna de nuvem falava com eles. † E guardavam a lei e os preceitos divinos, * que o Senhor nosso Deus tinha dado. 9Exaltai o Senhor nosso Deus, † e prostrai-vos perante seu monte, * pois é santo o Senhor nosso Deus!
Eu vos chamo meus amigos, pois vos dei a conhecer o que o Pai me revelou.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.
Caríssimos irmãos e irmãs, em Cristo nosso Senhor! A Liturgia da Palavra da celebração de hoje nos revela os meios que Deus nos propôs a alcançar a santidade de vida e a salvação eterna. Ao Povo de Israel Deus lhe propôs os Dez Mandamentos como caminho de santidade e de fidelidade à aliança com Deus. Jesus Cristo, contudo, propôs aos seus discípulos que eles se empenhassem ardorosamente na busca do Reino dos céus, como caminho de vida e de salvação!
No Livro do Êxodo, Moisés foi apresentado como o verdadeiro israelita que servia a Deus, cumprindo os seus mandamentos, e caminhava diante da face do Senhor de forma irrepreensível, na santidade. Por isso, depois de passar quarenta dias na montanha, diante da face do Senhor, seu rosto irradiava uma luz divina, revelando a sua santidade e a sua amizade com Deus. Como dizia o autor sagrado: “Quando Moisés desceu da montanha do Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da aliança, não sabia que a pele do seu rosto resplandecia por ter falado com o Senhor. Aarão e os filhos de Israel, vendo o rosto de Moisés resplandecente, tiveram medo de se aproximar” (Ex 34, 29-30).
Esta luz divina que resplandecia no rosto de Moisés era um testemunho perfeito do quanto Moisés agradava a Deus e tinha uma intimidade com ele, andando na graça divina e nos seus mandamentos. Moisés tornou-se, assim, o verdadeiro profeta e o intermediário entre Deus e o Povo de Israel, tornando-se um modelo a ser seguido na prática dos mandamentos, como o justo servo do Senhor que caminha diante da sua face! Por isso, quando Moisés percebeu que tal fenômeno ocorreria em seu rosto, logo procurou dissimulá-lo para não cair no pecado da vanglória e da soberba. Portanto, por motivo de humildade e condescendência, Moisés passou a cobrir o rosto com um véu. Por isso, “todas as vezes que Moisés se apresentava ao Senhor, para falar com ele, retirava o véu, até a hora de sair; depois saía e dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado. E eles viam a pele do rosto de Moisés resplandecer; mas ele voltava a cobrir o rosto com o véu, até o momento em que entrava para falar com o Senhor” (Ex 34, 34-35).
No Evangelho que acabamos de ouvir, caros irmãos, Jesus prosseguiu na sua pregação sobre o Reino dos céus. Este era o tema central de todo o seu Evangelho. Pois, Jesus entendia que a coisa mais importante que ele viera fazer neste mundo era divulgar os mistérios do Reino dos céus. Por isso, Jesus procurava de todos os modos estimular os seus ouvintes a conhecerem este reino e levá-los a buscarem tal reino com todo entusiasmo e determinação. Pois Jesus sabia que a fé e a esperança no Reino dos céus continham todas a forças e as motivações para que os seus discípulos levassem uma vida irrepreensível, na graça e na santidade, para serem digno de entrar no Reino dos céus. Todos os seus ouvinte eram levados, deste modo, a envidar todos os esforços para terem uma conduta de vida na santidade e na graça divina para entrar no Reino dos céus!
Neste caso, caros irmãos, Jesus proclamando o Evangelho do seu Reino, explicava aos seus ouvintes os mistérios deste reino, e os meios de alcançá-lo, através de parábolas, dizendo: “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola” (Mt 13, 44-46). Portanto, estas parábolas do “Tesouro Escondido” e da “Pérola Preciosa” queriam ressaltar alguns aspectos fundamentais no comportamento dos discípulos, diante das promessas de herdar o Reino dos céus. Segundo Jesus, o discípulo que quisesse herdar o Reino dos céus deveria relativizar tudo o que possuía, e se fosse possível, deveria abandonar todos os seus bens, para abraçar este bem supremo e precioso, que seria o Reino dos céus.
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