

Caríssimo, Escrevo com a esperança de ir ver-te em breve. Se tardar, porém, quero que saibas como proceder na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade. Não pode haver dúvida de que é grande o mistério da piedade: Ele foi manifestado na carne, foi justificado no espírito, contemplado pelos anjos, pregado às nações, acreditado no mundo, exaltado na glória!
Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. Ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações.
Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna.
Naquele tempo, disse Jesus: “Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra que o Povo Judeu foi agraciado com os maiores dons divinos, por ter tido a graça de receber em seu meio o Divino Pastor, o Messias e Salvador, que era o verdadeiro Filho de Deus! Nada podia ser motivo de maior glória e de honra para o Povo Judeu. Ele fora prometido pelos antigos Patriarcas e Profetas. E, além disto, o povo esperava a sua vinda. Porém, infelizmente, na hora em que ele veio e se pôs no meio deles, não foi reconhecido por eles e nem acreditaram que ele pudesse ser o Messias prometido!
O Senhor e Mestre Jesus Cristo, que veio a este mundo para anunciar as maravilhas de Deus, afim de instaurar aqui neste mundo as bases do seu Reino, convocava as pessoas a abraçarem com entusiasmo e fé a sua Palavra. Nenhum outro povo, além do Povo Judeu, teve a graça de acolher em seu meio o Messias, o Filho de Deus! Nenhuma outra geração, nem antes e nem depois, teve a felicidade daquela geração dos tempos de Jesus, de poder ver e ouvir o Senhor Jesus anunciando o seu Evangelho de Vida e Salvação. No entanto, lamentavelmente, aquela geração de judeus não reconheceu e nem acreditou que ele fosse o Messias prometido. Isto fez com que Jesus lamentasse aquela atitude de indiferença e de frieza diante de sua pessoa e do seu Evangelho (Cfr. Lc 7,31-35).
Jesus, com certeza, foi um dos maiores e um dos mais brilhantes oradores de todos os tempos! Porém, apesar de tudo isto, os judeus daquela geração trataram com desdém a sua pregação e o evangelho que Jesus anunciava. Por incrível que pareça, aquela geração de judeus, que fora agraciada pelo divino orador, podendo ouvir da boca de Jesus os Mistérios Divinos mais sublimes, trataram-no com total indiferença e frieza. O próprio Jesus ficou admirado e desapontado com esta atitude de desprezo e de apatia, dizendo: “Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos” (Lc 7, 31-35).
No entanto, se os judeus daquela geração trataram tão mal a Jesus Cristo, devido á sua falta de fé e de amor, os seus discípulos, que eram judeus, junto com aquela multidão de judeus que depois de Pentecostes se converteu, jamais trataram Jesus daquela forma. Esta nova geração de judeus que docilmente se converteu e abraçou humildemente a fé em Jesus Cristo depois de Pentecostes, se congregava na Igreja do Deus vivo, em perfeita concórdia e harmonia fraterna. Junto com os pagãos convertidos, passaram a formar um só Povo de Deus. Isto fez com que todos juntos, judeus e gentios, habitassem na “grande casa de Deus – que é a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade” (1Tm 3, 15)! Pois estes, tendo recebido a Palavra de Salvação dos ministros e apóstolos da Igreja do Deus vivo, e iluminados pelo Espírito Santo, acolhiam Jesus Cristo com fé e amor; “visto que ele é, para nós, – como disse Paulo – o grande mistério da piedade: Pois, Jesus Cristo foi outrora manifestado na carne, foi justificado no espírito, contemplado pelos anjos, pregado às nações, acreditado no mundo, exaltado na glória” (1Tm 3, 16)!
Esta nova geração de judeus abraçava Jesus Cristo com entusiasmo e alegria, encontrando nele o sentido do seu viver e a esperança de sua salvação. Eles gostavam de repetir aquelas palavra de Pedro, que testemunhou a sua fé no Salvador Jesus Cristo, dizendo: “Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6, 63.68).
E assim, caros irmãos, movidos por esta mesma fé e por este mesmo amor a Cristo, devemos todos juntos louvar a Deus pelas suas maravilhas, e elevar-lhe hinos de gratidão pela sua bondade, cantando:“Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas” (Sl 110, 1-4).
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