

Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.
Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.
Minhas ovelhas escutam minha voz, e as conheço e elas me seguem.
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.
Caríssimos irmãos e irmãs! A Liturgia da Palavra de hoje nos mostra como Jesus anunciava o Evangelho do Reino de Deus em toda parte onde ia. Embora fosse Deus e Senhor, apresentava-se a todos como um simples homem, servo do Senhor, profeta poderoso em palavras e obras. Como ele participasse da mesma condição humana daqueles a quem ele evangelizava, tanto o seu exemplo de vida quanto as suas palavras faziam parte da sua pregação. Porém, Jesus vai se revelar como o “homem forte” que estava investido de poderes divinos para enfrentar o Diabo, o grande inimigo dos homens.
Depois de Jesus ter dado início à sua pregação evangélica, ele escolheu os Doze Apóstolos para o acompanharem, instruindo-os em tudo o que ele ensinava e fazia. No Evangelho que acabamos de ouvir, o evangelista Marcos relatou, em poucas palavras, um dia de trabalho missionário de Jesus. E, mais tarde, os discípulos tomaram esta experiência missionária como um modelo da evangelização realizada por Jesus, que deveria ser, posteriormente, imitada por eles.
Portanto, naquele dia, que era um sábado, Jesus e os seus discípulos estavam em Cafarnaum. Logo cedo, todos juntos estavam reunidos na sinagoga, e ali Jesus pôs-se a ensinar. Durante a sua pregação apareceu um homem possuído de um espírito imundo, e Jesus imediatamente expulsou o mau espírito, dizendo: “Cala-te, e sai deste homem” (Mc 1, 25). E no mesmo instante ele saiu daquele homem, soltando grandes gritos. Diante deste milagre, toda a comunidade judaica de Cafarnaum ficou admirada, despertando muitos comentários entre eles (Cfr. Mc 1,29-35).
Depois de terem cumprido os ofícios litúrgicos na sinagoga, Jesus e os discípulos foram até a casa de Pedro, para almoçar, como disse o evangelista: “Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto” (Mc 1, 29-35).
Por isso, Jesus anunciava a sua Boa-Nova, tanto pelo testemunho de sua conduta de vida, quanto pelas suas palavras. E aquelas pessoas que o ouviam e o acolhiam com agrado e fé, o seguiam-no em todos os lugares onde ele estava. Isto fez com que Jesus dissesse: “Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10, 27). E depois de ter se retirado para se entreter com o Pai em oração, ele disse aos seus discípulos: “‘Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim’. E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios” (Mc 1, 38-39).
Desta forma, caros irmãos, Jesus foi se revelando às pessoas, demonstrando-lhes que ele era o Filho do homem, em tudo semelhante aos seus irmãos, como disse o Apóstolo: “Visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo” (Hb 2, 14-17). Embora Jesus se assemelhasse em tudo aos seus irmãos, ele foi lentamente revelando a sua condição divina de Filho de Deus.
Por isso, Jesus evangelizava os seus irmãos, para despertar neles a fé, afim de que o reconhecessem que ele era Senhor e Deus, conforme as palavras do profeta: “Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, anunciai entre as nações seus grandes feitos! Publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo! Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus” (Sl 104, 1-3; 6-7).
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