

Irmãos, o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemido inefáveis. E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos. Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou.
Olhai, Senhor, meu Deus, e respondei-me! Não deixeis que se me apague a luz dos olhos e se fechem, pela morte, adormecidos! Que o inimigo não me diga: “Eu triunfei!” Nem exulte o opressor por minha queda. Uma vez que confiei no vosso amor! Meu coração, por vosso auxílio, rejubile, e que eu vos cante pelo bem que me fizestes!
Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.
Caríssimos irmãos e irmãs, em Cristo Senhor! Hoje, na Liturgia da Palavra, recebemos um forte apelo de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, para que nós nos empenhemos com todo ardor na busca de nossa salvação, para entrarmos na porta estreita do Reino dos céus!
Ele, o nosso amado Salvador e Redentor de nossas vidas, fez tudo o que estava ao seu alcance para que todos os homens pudessem se salvar. A sua vinda a este mundo, a sua encarnação, a sua pregação evangélica, o seu sacrifício na cruz com o seu sangue derramado, e a sua ressurreição gloriosa; tudo isto Jesus Cristo realizou, tendo em vista a nossa salvação! Porém, todos nós precisamos fazer a nossa parte, para sermos merecedores da nossa própria salvação, para sermos coroados na glória celeste com todos os méritos. Pois, se o Senhor se esforçou tanto para dar-nos a graça da salvação, é necessário que nós também nos esforcemos para tornar-nos dignos da nossa salvação!
Assim sendo, um certo dia, um judeu que já havia ouvido Jesus falar sobre a salvação e o sobre o Reino de Deus, ele se mostrou interessado em querer saber algo mais sobre estes misteriosos desígnios divinos de salvação dos homens. Então, ele se dirigiu a Jesus e lhe perguntou: ‘Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?’ Jesus lhe respondeu: ‘Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão’” (Lc 13, 23-24). Embora Jesus não tivesse dito literalmente que fossem poucos ou muitos que se salvariam, entretanto, ele disse que muitos, infelizmente, haveriam de rejeitar ou de negligenciar a sua própria salvação, por não estarem dispostos a lutar contra o pecado, ou de trabalhar pela sua salvação. E, além disso, outros tantos acabariam desistindo de se salvar, diante das primeiras contrariedades e provações da vida. Por isso, infelizmente, a salvação acabaria sendo para aqueles poucos que se dispunham a andar no caminho íngreme da salvação, e se esforçariam a entrar naquela porta estreita do Reino dos Céus.
A seguir, ele falou sobre a tragédia e o terrível infortúnio daqueles que haveriam de tratar com indiferença a sua própria salvação, e se obstinariam numa vida de pecado, mesmo sendo judeu ou discípulos dele, dizendo: “Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus” (Lc 13, 25-29).
O Apóstolo Paulo, na sua Carta aos Romanos, confirmou estas palavras de Cristo, dizendo que Deus, o nosso Pai, tinha um projeto de salvação em relação a todos os homens. Pois, o Senhor nosso Deus queria receber em sua casa, no Reinos dos Céus, todos os filhos de Deus dispersos neste mundo, contanto que eles correspondessem ao seu amor e à sua divina vontade! Por isso, dizia o apóstolo Paulo: “Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus. Pois aqueles que Deus contemplou com seu amor desde sempre, a esses ele predestinou a serem conformes à imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos. E aqueles que Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou” (Rm 8, 28-30).
Por isso, caros irmãos, estejamos bem atentos em ouvir com atenção o Evangelho do Senhor, que nos exorta a entrarmos no caminho de salvação e perseverar nele até o fim, como disse Paulo:“Pelo Evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 2, 14). E assim, sendo resgatados da morte pelas mãos poderosas de nosso Salvador, poderemos dizer junto com o salmista, que disse: “’Uma vez que confiei no vosso amor! Meu coração, por vosso auxílio, rejubile, e que eu vos cante pelo bem que me fizestes [ao me dar a salvação na hora da minha morte’] (Sl 12, 6)!
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