

Irmãos, sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. A devassidão, ou qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. Pois, sabei-o bem, o devasso, o impuro, o avarento – que é um idólatra – são excluídos da herança no reino de Cristo e de Deus. Que ninguém vos engane com palavras vazias. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem. Não sejais seus cúmplices. 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.
“Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus” (Ef 5,1). Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar, mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.
Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!
Naquele tempo, Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus. O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado”. O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.
Caros irmãos e irmãs! A Palavra de Deus que nos foi dada na Liturgia de hoje nos coloca diante de três espécies de inimigos que devem ser afrontados e combatidos com toda firmeza, sob a luz e sob a graça do Espírito Santo. Portanto, a Liturgia da Palavra nos propõe, acima de tudo, que nos afastemos e evitemos, o quanto possível, do convívio destes nossos inimigos que nos induzem ao mal, que são: 1º os maus espíritos; 2º os homens malvado; 3º as paixões desordenadas da carne. E todos nós que estivermos empenhados nesta obra tão complexa e tão necessária para a nossa salvação, “devemos ser, em tudo, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos de Deus” (Ef 5,1).
Jesus Cristo veio em nosso socorro para lutar, ao nosso lado, contra as artimanhas e opressões dos espíritos malignos. No Evangelho que ouvimos, Jesus mostrou-nos que ele estava sempre pronto a combater estes espíritos do mal, enfrentando-os corajosamente e expulsando-os para longe de nós. Pois, naquele tempo, estando Jesus na Sinagoga, enquanto pregava, ele “viu uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: ‘Mulher, estás livre da tua doença’. Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus” (Lc 13, 11-13).
Depois de fazer o milagre de curar aquela mulher daquela enfermidade, e de expulsar o demônio, Jesus continuou a sua pregação, ensinado aquela multidão de judeus que ali estava, com toda mansidão e sabedoria. Porém, logo a seguir, Jesus teve que enfrentar uma situação extremamente constrangedora. O chefe da sinagoga e alguns fariseus começaram a ter uma atitude agressiva contra Jesus, injuriando-o e acusando-o de um mal que não havia cometido. Ou seja, o chefe da sinagoga, movido por inveja e por falsos e perversos raciocínios, começou a odiá-lo, pelo simples fato de Jesus ser um homem de Deus, justo e santo, que havia realizado um milagres em dia de sábado. Atitude realmente absurda e ridícula! Por isso, cego de inveja e de ódio, “o chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: ‘Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado’” (Lc 13, 14).
Isto fez com que Jesus se voltasse ao chefe da sinagoga e a todos aqueles que apoiavam a sua perversa atitude, dizendo-lhes, com toda mansidão e severidade: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia” (Lc 13, 15-17). E toda esta multidão de judeus e de discípulos de Jesus, vendo os prodígios que ele realizava e ouvindo as suas palavras tão cheias de graça e de sabedoria, aclamavam a Deus, dizendo: “Vossa palavra, ó Senhor Jesus, é a verdade; santificai-nos na verdade” (Jo 17, 17)!
O profeta Davi fez uma séria advertência às pessoas que quisessem perseverar no caminho do bem e da justiça, dizendo-lhes que deviam afastar-se do convívio dos malvados! Por isso, ele disse: “Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar” (Sl 1, 1-2).
São Paulo, na sua Carta aos Efésios, exortava os irmãos de Éfeso a perseverarem firmes nas obras da luz, imitando Jesus Cristo e praticando as mais elevadas virtudes cristãs. Mas, sobretudo, eles deviam evitar as obras das trevas do pecado, pois estas obras atraiam sobre eles a ira de Deus, que os levaria à condenação da morte eterna! Por isso, Paulo dizia-lhes: “Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. Pois, sabei-o bem, o devasso, o impuro, o avarento – que é um idólatra – são excluídos da herança no reino de Cristo e de Deus. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem. Não sejais seus cúmplices. Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.” (Ef 5, 1-8).
WhatsApp us